Não ao aumento da tarifa de ônibus em Salvador!

Não ao aumento da tarifa de ônibus em Salvador!

Desde dezembro de 2018, os empresários de ônibus em Salvador ameaçam aumentar a tarifa de ônibus. Os empresários falam em R$4,30. No Carnaval de Salvador (BA), a juventude recebeu a notícia de que o prefeito ACM Neto (DEM) já se manifestou a favor do aumento para R$4,00! É um absurdo! O prefeito e os empresários não se importam com a vida da juventude. O transporte já é caríssimo para o povo trabalhador. Tão caro que muitos estudantes deixam de ir a escola, aumentando a evasão. Os empresários só querem aumentar seus lucros e o prefeito ACM Neto (DEM), fiel aliado de Bolsonaro, quer encarecer a vida do povo e restringir direitos. Querem nos privar de acesso à educação, saúde, lazer, cultura, diversão e arte. Afinal, como os estudantes e trabalhadores jovens pagarão uma tarifa de ônibus tão cara? Querem tirar nossos direitos de todos os lados: o governo de Bolsonaro ataca a juventude com a mal chamada reforma da previdência, condenando os jovens a trabalhar até morrer; ACM Neto quer aumentar a tarifa de ônibus em Salvador. As organizações de jovens, junto às entidades estudantis em escolas e universidades precisam levantar a voz: SE AUMENTAR A TARIFA, A CIDADE VAI PARAR. NÃO AO AUMENTO DA TARIFA! PASSE LIVRE JÁ! Rodrigo Lantyer, membro do Conselho Nacional da JR do PT.

Solidariedade ao presidente Lula e sua família!

Solidariedade ao presidente Lula e sua família!

A Juventude Revolução do Partido dos Trabalhadores (JR do PT) se solidariza com o companheiro Lula pelo falecimento de seu neto de apenas 7 anos. Os golpistas tiraram de Lula, preso político, o direito de conviver com sua família, desde que o prenderam sem provas. Estamos ao lado de Lula, lutando por sua liberdade e contra a reforma da previdência que destruirá os direitos da juventude. A Justiça, dessa vez, autorizou sua ida no velório, o que somente reforça que, no episódio do falecimento de seu irmão, mais um vez, retiraram brutalmente o direito do ex-presidente. Força, companheiro Lula! Conselho Nacional da Juventude Revolução do PT Reproduzimos abaixo a nota da Juventude do PT: Querido Presidente Lula, Não há palavras suficientes para expressar qualquer solidariedade que possa atenuar a dor que é a de perder um neto. Na ordem natural das coisas, a vida nos ensina que os filhos que se despedem dos seus pais e os netos dos seus avós e, quando essa ordem é invertida, a dor e a saudade se multiplicam. Nós, da Juventude do PT, queremos dizer para ti, Presidente Lula, que estamos contigo neste momento tão difícil. Que as boas lembranças e a felicidade vivida possam confortar o coração de ti e dos seus familiares. Exigimos à justiça que não repita a desumanidade cometida ao impedir quw Lula se despedisse do irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá, e permita, desta vez, que Lula possa se despedir do seu querido neto Arthur Araújo Lula da Silva. Juventude do PT Nacional

20.02 marca início do combate à reforma da previdência

20.02 marca início do combate à reforma da previdência

O dia 20.02 marcou o início de um combate contra a mal chamada Reforma da Previdência de Bolsonaro, apresentada ao Congresso no mesmo dia. No ato central, em Sâo Paulo, milhares de trabalhadores e jovens se reuniram na Praça da Sé, convocados pela CUT e demais centrais sindicais. Vágner Freitas, presidente da CUT, falou em greve geral. Fortalece a luta nacional, a greve (desde o dia 04.02) dos servidores municipais de SP, contra a reforma da previdência de Covas. Em outras capitais e cidades, também acontecerem atos ou panfletagens. Em Salvador (BA) diversas centrais sindicais se manifestaram em frente a sede da Previdência Social. Uma palavra de ordem ecoava: greve geral para barrar a reforma da previdência. No Distrito Federal, foi realizada uma panfletagem na rodoviária para explicar à população os ataques que a reforma nos traz. A Juventude Revolução do PT marcou presença dando tom das reivindicações contra a reforma, pela liberdade de Lula e pelos direitos sociais.

Estudantes pela retomada imediata do Restaurante Universitário na UFBA!

Estudantes pela retomada imediata do Restaurante Universitário na UFBA!

O DCE da UFBA se reuniu na última quarta-feira (14/02) com aproximadamente 50 estudantes, dentre eles mais de 10 representantes de CAs e DAs para discutir a suspensão do funcionamento do Restaurante Universitário, que está em vigor desde o dia 11/02. Segundo a Reitoria da universidade, a suspensão deve-se a questões judiciais pendentes no processo de licitação em curso para a contratação da nova empresa prestadora do serviço. Além disso, estaria em andamento a manutenção das instalações do restaurante, necessária para que a nova empresa possa prestar os serviços de alimentação. Essa situação já provoca muitos transtornos e prejuízos para milhares de estudantes e aumentará com o início do período letivo! Os estudantes não podem estudar com fome! Portanto, os encaminhamentos da reunião seguem a linha do fortalecimento da mobilização pela reivindicação da retomada imediata do funcionamento do R.U. Será uma luta pela garantia da alimentação de milhares de estudantes que devem estar em atividade nos campi da UFBA a partir desta segunda-feira (18/02). Será uma luta que servirá como experiência do movimento estudantil para milhares de estudantes, inclusive para os que estão ingressando na universidade. O encaminhamento central, aprovado na reunião, para reivindicar foi um ato em frente ao Palácio da Reitoria da UFBA, no dia 21/02 (quinta-feira), às 15 horas, para a entrega da carta de reivindicações dos estudantes! Essa luta ajuda, ainda, na mobilização contra a Reforma da Previdência de Bolsonaro, que tem o objetivo central de acabar com a Previdência Pública Solidária e com a Seguridade Social. Afinal, o jovem precisa da assistência estudantil para permanecer na universidade e, após isso, garantir seu lugar no mercado de trabalho, contribuindo com a Previdência Solidária, que Bolsonaro quer destruir. Defender a educação e a aposentadoria é tarefa da UNE, aprovadas nas resoluções no último CONEB, em 10/02! A JR do PT estará presente nesse combate, lado a lado com os estudantes em defesa dos nossos direitos. Ícaro Jesus, militante da JR do PT em Salvador.

PAREM DE MATAR JOVENS NEGROS

PAREM DE MATAR JOVENS NEGROS

Na tarde de quinta-feira (14) Pedro Henrique Gonzaga de 19 anos foi assassinado pelas mãos de um segurança do supermercado EXTRA na Zona Oeste do Rio com um “mata-leão”. Segundo a empresa, inicialmente foi constatado que o jovem teria tentado furtar a arma de um dos seguranças. Davi Ricardo Moreira, o segurança que matou sufocado Pedro, vai responder por homicídio culposo. O delegado responsável pelo caso disse que o segurança se excedeu em legítima defesa. Chamou o vigilante de imprudente e disse que há poucos elementos que classifiquem a ação como sendo com intenção de matar. A mãe de Pedro que estava no momento que tudo aconteceu está muito abalada. O padrasto do jovem prestou depoimento e disse que ele sofria com problemas mentais. Pessoas que também estavam no local gravaram a ação e mesmo pedindo para que o segurança soltasse o garoto que se encontrava desmaiado e com sinais de sufocamento, não foram atendidas. Pedro é mais uma vítima da violência que a juventude negra é exposta. A cada 23 minutos um jovem negro é morto no Brasil. Nos atacam em todos os espaços, utilizando de toda e qualquer justificativa. A morte de Pedro e o fato do segurança responder por homicídio culposo demonstra que a pena de morte já é legalizada. De nada vale a vida negra diante do capital racista e genocida. Punição para os envolvidos e que a empresa também responda pelo ocorrido. A JUVENTUDE NEGRA QUER VIVER. VIDAS NEGRAS IMPORTAM!

Um diálogo com jovens franceses

Um diálogo com jovens franceses

Mobilização estudantil contra os ataques do governo Macron No dia 2 de fevereiro, a convite da Alliance des Jeunes Revolutionners (Aliança de Jovens Revolucionários, AJR), uma organização de jovens franceses participei, como militante da juventude Revolução do PT, de uma reunião em Paris. Na conversa, os militantes da AJR explicaram problemas que afetam os jovens franceses e como a mobilização da juventude sintoniza-se com as mobilizações dos coletes amarelos. Ao longo do último período os jovens franceses se mobilizam contra a política do governo Macron. Por exemplo, o “Parcousup”, que restringe o acesso ao ensino superior parar milhares de jovens, contra o aumento da taxa de inscrição nas universidades e contra a reforma do ensino médio que retira disciplinas e destrói uma base comum curricular entre as escolas. Em novembro, já com o início das mobilizações dos coletes amarelos, estudantes ocuparam liceus. Agora, como no último dia 5, os jovens saem às ruas para se manifestar com os coletes amarelos, levantando suas reivindicações. A resposta de Macron é a violência policial. Já são mais de 2 mil feridos por balas de borracha ou estilhaços de granada. Dentre os feridos está Louis Boyard, presidente da União Nacional dos Liceus – UNL, que afirmou “Um governo que utiliza a violência em particular contra a juventude, é um governo que tem medo, é um governo prestes a se curvar. Nós o faremos curvar-se!”. Na conversa com os jovens da AJR eles destacaram que é a força nas ruas que pode virar o jogo, e ressaltaram a importância de realizar assembleias nas escolas, universidades e locais de trabalho. Nesse debate com a AJR, evidencia-se a relação entre a situação da juventude na França e a luta feita pela juventude no Brasil, por um futuro a partir da defesa dos direitos e das organizações que estão sob linha de ataque, a serviço do capital financeiro.. Sarah Lindalva Publicado originalmente no jornal O Trabalho nº 842.

Impressões sobre o Seminário da JPT

Impressões sobre o Seminário da JPT

Uma boa iniciativa, mas com resultados nem tanto A Juventude do PT (JPT) realizou o Seminário “Organizar e Resistir” logo após o resultado eleitoral. Uma iniciativa positiva que deveria ajudar a JPT ser ponto de apoio para milhares de jovens que se engajaram na campanha do PT e, agora, busca seguir na batalha contra o governo que pretende atacar seus direitos e a perspectiva de futuro. Quem tem medo de fazer balanço? A Carta à juventude brasileira, publicada após o Seminário, arrisca um balanço sobre a derrota eleitoral quando diz “É preciso reconhecer que os nossos governos, […] tiveram dificuldades de responder a algumas das demandas concretas do nosso povo e pouco contribuíram para avançara consciência de classe dos trabalhadores e das trabalhadoras”. Apesar de justa, é incompleta, pois não chega à raiz dos problemas, cujo debate é fundamental para ajudar os militantes do PT, em particular os jovens, a enfrentar a situação. A verdadeira dificuldade foi porque o PT no governo se adaptou, buscando conciliar com instituições falidas, tanto no plano político com alianças erradas, como na economia pagando juros a banqueiro desde Lula. Assim, fez falta as reformas estruturais que permitiriam mudar as instituições como o judiciário e o Congresso no qual deveria ter representatividade do povo e com isso se adotar medidas como desmilitarizar PM, fim do genocídio da juventude negra, ampliar ensino gratuito e de qualidade, reforma agrária, etc. Foram essas contradições que fragilizaram nossa base social e, fizeram muitos jovens não votarem 13. Não desviar o rumo O que será daqui para frente vai depender de uma série de elementos, mas sem dúvida terá grande peso aquilo que fará o PT. Por isso que é preciso fazer um verdadeiro balanço para armar a militância. Do contrário, aumenta as possibilidades de desviarmos do caminho ou cairmos em armadilhas. É o caso dos defensores das lutas identitárias, como no caso da opressão da mulher, mas não apenas. numa sociedade de classes. Vimos o que deu o “Ele não”, por exemplo. Bolsonaro subiu  nas pesquisas, enquanto Haddad caiu. Não cair na armadilha do identitarismo não significa abandonar a luta pelos direitos democráticos, significa defende-los com o conjunto da classe trabalhadora, sem segmentar “identidades”, por fora da exploração de classe. É verdade que o PT tem que ampliar a filiação de jovens e formar novos quadros dirigentes, afinal estes que seguirão. Mas, isso não significa criar mecanismos estéreis que promovem disputas por cargos. Quais problemas foram resolvidos após anos de cotas geracionais? A crise agravou, porque a questão é a política do partido que precisa mudar, como sinalizou o 6º Congresso. Há também quem acredite que precisamos de uma “nova política” para substituir as formas de organização acumuladas pela história da luta de classes para nos reconectar com a base. Daí tenta se reinventar com velhas fórmulas do tipo assistencialismo da igreja ou ONGs com sopões, desresponsabilizando o estado das políticas sociais. Autonomia da JPT A JPT deveria tirar as lições dos erros da derrota e retomar aquilo que fez o partido