Juventude Revolução presente no Ato em Defesa do Lula em Curitiba no dia 10/05

Juventude Revolução presente no Ato em Defesa do Lula em Curitiba no dia 10/05

No dia 10/05 aconteceu em Curitiba o ato em defesa de Lula por conta de seu depoimento na Polícia Federal. Contou com a presença de 50 mil pessoas mobilizadas em caravanas do Brasil inteiro, mesmo com todo o aparato midiático tentando colocar medo nas pessoas avisando que as estradas estariam bloqueadas e que haveria intervenções da policia para atrapalhar a viagem. Os aspectos gerais foram excelentes mostrando que a classe operária não está vencida! A Juventude Revolução esteve presente com militantes de São Paulo, Santa Catarina e Paraná. O militante da JR de Joinville Pedro Dalri Lamin conta porque a defesa do Lula é tão importante nesse momento: “No meio de tanta conturbação, retirada de direitos e enfraquecimento da classe trabalhadora, é muito importante defender e fortalecer os movimentos sociais e partidos cujos trabalhadores se apoiam para alcançar seus objetivos. Não é diferente em relação às grandes lideranças políticas. Lula frequentemente é atacado pelos meios de comunicação à serviço do imperialismo, justamente para enfraquecer a classe operária.” Tiago Simas, também militante da JR, diz que “é dever de toda classe trabalhadora e estudantes lutar contra esta perseguição montada contra Lula que tem como consequência a destruição dos nossos direitos, começando por minar a resistência operária no Brasil.” A Juventude Revolução se posiciona em defesa do Lula e contra o Estado de Exceção que se instala no país. Douglas Beck – militante da JR de Joinville

As instituições apodrecidas mostram a quem servem

As instituições apodrecidas mostram a quem servem

Semanas atrás publicamos em nosso site sobre a importância da desmilitarização da polícia, após o acontecido na favela do Acari, Rio de Janeiro. A morte de Maria Eduarda, a execução de dois jovens por dois policiais militares, mostrou ao Brasil, mais uma vez, o papel que a PM aplica para com a juventude, principalmente a juventude negra. Esse fato não é novo em nosso país. Ano passado a chacina de jovens na Cidade de Deus reforçou essa tradicional e horrível história, como também em Vigário Geral, Carandiru, Bahia, onde em 15 dias, a polícia militar baiana matou 15 jovens em Salvador, isso faz parte de uma política de Estado destinado a atacar a população mais pobre do nosso país. O Rio de Janeiro pode ser usado como exemplo para entender a política para a juventude negra. A instalação da UPP nas favelas cariocas, na época, com a  desculpa de política de pacificação, mas com o objetivo claro de valorização dos territórios, para o mercado imobiliário, deixou claro que as mortes, em grande maioria, são feitas pelos policiais. Nos locais onde os homicídios diminuíram, ou aumentaram, pós UPP, reforçam que a violência para com a juventude negra é uma violência legalizada. Onde a polícia decide o momento onde haverá tranquilidade ou assassinatos. A Polícia Militar é mais uma das instituições podres do nosso Brasil, que estão no bojo dos entulhos que herdamos da ditadura. Dia 19 de Abril mais uma vez, a política de genocídio da juventude foi exaltada pela justiça brasileira, deixando claro a que lado o judiciário está, desde “bater o martelo”, para o golpe dado por Michel Temer, ou fazendo como  o juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira, do 3º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, que continuando a caminhada do judiciário apodrecido, determinou a soltura dos policiais Fábio de Barros Dias e David Gomes, que foram FLAGRADOS executando dois jovens, já rendidos, em Acari. O juiz afirmou ter ouvido “a voz das ruas” e que o palco dos fatos “retrata o local dominado por organização criminosa”, e por isso seria justificada a soltura dos dois policiais. É de se assustar! O vídeo que viralizou na internet, flagrou exatamente o momento da execução, onde os dois jovens mortos não apresentavam qualquer tipo de resistência! Execução a sangue frio. Essa é a forma como as instituições do país tratam a população das periferias brasileiras, legalizando o genocídio da juventude negra e pobre do nosso país. O Caso de Rafael Braga As manifestações de 2013, quando milhares de jovens foram às ruas, deixando claro que havia um buraco enorme entre a população e o Congresso, marcaram um momento importante do movimento da luta, pois deixou nítido que a população, principalmente a juventude, não se sentiam representadas por nenhuma dessas instituições podres, e que era necessário reformá-las, através de uma constituinte para varrer os entulhos herdados da ditadura militar. Foi nesse momento que a tática Black Bloc ficou conhecida, tática essa que é um desserviço pra luta, foi também esse um

Mais mortos no Complexo do Alemão

Mais mortos no Complexo do Alemão

Na manhã de 4 de maio o complexo do Alemão, Zona Norte do Rio, sofreu mais uma ação do BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais). A ação deixou pelo menos 5 mortos (dentre eles Wesley de Lima Cardoso, que não tinha passagem pela polícia) e outras quatro pessoas ficaram feridas. Diante dos acontecimentos, cerca de 200 mototaxistas iniciaram um protesto às margens da comunidade, utilizando cartazes que comparavam a situação da região com a guerra na Síria. Essa é mais uma notícia sobre a intensa violência policial que atinge principalmente as camadas mais pobres e marginalizadas da sociedade. A cada 23 minutos um jovem negro é assassinado no Brasil e o crescimento da violência policial contra esses jovens é uma chocante realidade. Mais uma notícia que traz a tona a necessidade da desmilitarização da PolÍcia Militar, pois são diversos os motivos que nos levam ao inevitável questionamento sobre o papel da polícia na sociedade. A PM é uma organização que ainda está nos moldes da ditadura militar e traz consigo os resquícios desta barbárie, enxergando a população periférica como inimiga. Pela desmilitarização da Polícia Militar!   Estefani  Oliveira – militante da Juventude Revolução

Depois de parar o Brasil, vamos juntos ocupar Brasília pela Retirada da Reforma da Previdencia

Depois de parar o Brasil, vamos juntos ocupar Brasília pela Retirada da Reforma da Previdencia

A paralisação nacional no dia 15 e as mobilizações no dia 31, ambas em março, significaram a abertura de uma nova situação em nosso país. Foram iniciativas convocadas pela CUT e outras centrais sindicais que ajudaram a preparar a histórica greve geral do dia 28. O resultado foram categorias como metalúrgicos, bancários, professores de escolas públicas e privadas, rodoviários, metroviários, portuários, borracheiros, eletricistas, servidores públicos e em alguns locais o comércio parou, além de atos em várias cidades, capitais ou interiores. Foi uma demonstração de unidade e de uma crescente força de mobilização que reflete a disposição da classe trabalhadora e da juventude em impedir a retirada de direitos a qual tantos golpistas querem emplacar. Só o governo e sua mídia golpistas tentaram esconder! Mas com certeza eles sentiram o impacto. É preciso parar o país. Os piquetes ajudaram a materializar essa necessidade. Foi certa a decisão de jogar peso nas ações que garantia que não houvesse expediente ao invés de apenas chamar um ato ainda que eles também tenham tido sua importância. A Juventude Revolução em vários estados se envolveu nessa tarefa. Ao lado dos sindicatos fez piquetes, trancou vias, panfletou e fez coluna em atos resultante de toda essa mobilização durante o dia. Derrotar a reforma da previdência é possível e além de mobilização, exige atenção para não cair em armadilhas. Alguns parlamentares insistem em emendar o texto para torná-lo “menos pior” tentando salvar algumas categorias, na prática levando uma a se opor às outras. Está certa a CUT que rejeita as emendas e exige que a PEC seja retirada de tramitação para que não seja emendada e nem votada. Em outro sentido se comporta a UNE, dirigida majoritariamente pela a UJS. Na greve foi apequenada, não mobilizou a base a partir de assembleias como deveria. Onde houve assembleias como na UFSC, UNB e outras universidades e faculdades o resultado foi um engajamento maior e piquetes nos locais de estudo. O surpreendente, é que nesta conjuntura que se cria a força capaz de retirar a reforma da previdência, é que a direção da UNE despende forças em um abaixo assinado para emendar a PEC da Previdência negociando a manutenção das isenções fiscais das instituições filantrópicas que ofertam as bolsas do programa. Nos fatos, é uma campanha que divide o movimento e enfraquece a luta. Só a luta conjunta pela retirada da PEC 287 pode afastar a ameaça às bolsas do Prouni, pois nada impede que outra emenda do tipo seja incorporada, se continuar tramitando. A melhor defesa para que estudantes não percam suas bolsas e, o melhor caminho para defender os direitos, inclusive dos estudantes do PROUNI, é somar forças na luta pela retirada para que não seja votada. A PM e a Justiça tentam parar a mobilização Diante da mobilização, o governador do Goiás, Marconi Perillo (PSDB) mandou a PM reprimir brutalmente ao ponto de um policial quebrar um cassetete na cabeça do estudante da UFG Mateus Ferreira da Silva resultando em um traumatismo cranioencefálico e múltiplas

Governo golpista ataca novamente juventude, aumentando a inscrição do enem

Governo golpista ataca novamente juventude, aumentando a inscrição do enem

A cada dia que passa, o governo golpista de Michel Temer avança sua política de ataques e de destruição dos nossos direitos. Além de acabar com o ciências sem fronteiras, propor cobrança de mensalidades nas universidades públicas, o alvo da vez foi a taxa de inscrição do Enem que sofreu um aumento de 20,5%, passando de R$ 68 para R$82. Um verdadeiro assalto ao bolso dos jovens que tem interesse em prestar o exame. Além disso, a partir deste ano, não será mais possível concluir o ensino médio prestando o Enem. Isso resulta em mais jovens, principalmente os mais pobres, com dificuldade de concluir seus estudos, tendo sua mão de obra menos qualificada para o mercado de trabalho. Em 2016, cerca de 9,2 milhões de pessoas se inscreveram para as provas, que além de avaliarem o ensino médio, são portas de entrada para as universidades e institutos federais e, para programas de ingresso ao ensino superior como Prouni e o Fies O Enem é a porta de entrada para as principais universidades públicas do país. É nele que muitos jovens enxergam a oportunidade de conseguir ingressar em uma universidade e construir uma carreira profissional. Só que com esse aumento, o número de jovens que viam o Enem como uma oportunidade, diminuirá. O objetivo desse aumento é aplicar uma política de ajuste fiscal e restringir a entrada de jovens nas universidades, aumentando ainda mais a elitização dentro das instituições de ensino superior e criando obstáculos para que a juventude possa ter uma mão de obra muito mais especializada e qualificada, dando-a condições de ter salários melhores.  Mesmo com os avanços nos governos petistas, a universidade pública, gratuita e de qualidade não é uma realidade dos brasileiros, se tornando um sonho mais distantes com o governo de Temer, que com sua polítca de ataques e congelamentos de investimento faz com que o número de jovens desempregados só aumente, chegando ao de 24,1%  de 18 e 24 anos dos jovens brasileiros estejam na condição de desempregados. É por isso que nós da Juventude Revolução estamos na luta contra o governo Temer, preparando a greve geral do dia 28, e cobrando da UNE, que mobilize os estudantes para que continuemos o combate à esse governo e Congresso golpista, que tenta, cada dia, nos tirar o direito ao conhecimento! João Santana, militante da JR de São Paulo

Caminhada contra “Reformas” em Volta Redonda

Caminhada contra “Reformas” em Volta Redonda

Dia 21/04 foi realizado uma Caminhada Contra as “Reformas” de Temer, em Volta Redonda, chamado pela Igreja Católica na região onde dias antes tinha acontecido o mesmo ato nas cidades de Quatis e Barra Mansa e que movimentou muitas pessoas. Em Volta Redonda a caminhada, que tinha por volta de mil pessoas, com a presença do Sindicato da Construção Civil, Sindicato das Domésticas, Pastoral da Juventude, as Comunidade Eclesial de Base (CEB), seguiu o trajeto da Igreja Santa Cecilia, no centro da cidade, indo até uma outra igreja no bairro Conforto. No carro de som os cantos religiosos que colocavam a necessidade da luta foram reforçados pelo grito das pessoas que seguiam o “Fora Temer” e a necessidade da greve geral. Nós da Juventude Revolução estivemos presente no ato com panfletos colocando a importância da luta contra as “reformas” da previdência e trabalhista que afetam em cheio também a juventude. Além disso estivemos com nossos marcadores de página e cartilhas, vendendo, levando a frente nossa independência financeira que acreditamos ser o que possibilita a independência política. Tamires Perete, militante JR de Volta Redonda-Rj

Educação Pública, gratuita e de qualidade não cabe no Brasil do golpe

Educação Pública, gratuita e de qualidade não cabe no Brasil do golpe

  O golpe promove pesado ataque à educação. Além de combater a educação pública com a macabra deforma do ensino médio, aponta seus canhões agora para as instituições federais de ensino superior, pretendendo privatizá-las e varrer delas qualquer responsabilidade do Estado e garantia do direito à educação. A lógica em que se baseiam os golpistas para botar em prática seu plano perverso e excludente, pode ser  reparada  nas palavras das bocas que pronunciam o golpe. Maria Helena Guimarães Castro, Secretária Executiva do MEC de Mendonça Filho e Temer assim falou em uma audiência com dirigentes do Proifes-Federação: “Não podemos criar situações incompatíveis com o mundo que estamos vivendo, de queda de receita, de mudança no paradigma da economia do país. Nós só aumentamos em folha de pagamento”. Disse mais: “Sinto muito, mas vamos (cobrar mensalidades)”. Analisando as barbaridades ditas por Maria Helena, percebe-se como concebem a educação e o papel do estado, os usurpadores; são indiscriminadamente tomados pela lógica do capital financeiro. Ela coloca as universidades a um patamar de insustentabilidade financeira, algo que não cabe na análise de faculdades públicas, essas não são empresas, não tem que gerar lucro. Os estudantes da Faculdade Municipal de Palhoça/SC – uma das poucas municipais públicas e 100% gratuitas – sentem mais ainda na pele as consequências dessa política devastadora e que ignora as desigualdades no país. Os sinais preocupantes quanto ao futuro da faculdade se manifestam. Por ser uma faculdade municipal, os ataques pela turma da privatização e dos que não precisam estudar em instituições públicas sempre estiveram presentes. E como a atual prefeitura (Camilo Martins/PSD) é representante da política para os ricos e não foi a idealizadora e implementadora do projeto, o zelo pela faculdade nem é tão grande assim. Situações de demissão de funcionários e ACTs, remanejamento do quadro de professores e suas funções, com acúmulo por estes de tarefas pedagógicas, administrativas e docentes, prejudicando as aulas e os outros serviços. Encerramento da oferta do turno de um curso, não abertura de outro curso planejado para inaugurar no começo deste ano, limitação de projetos de extensão da faculdade e pressão por parte do dono da sede por aumento do aluguel, já absurdo, nesse momento de corte de gastos da prefeitura indicam mares revoltos e perigosos para a permanência da faculdade enquanto pública e gratuita. Nessa conjuntura tenebrosa, oportunistas de carteirinha, parlamentares representantes da ideologia do golpe na cidade: sugerem impensáveis e inaceitáveis medidas, tais como as de Maria Helena: a cobrança de mensalidades nos cursos de graduação e pós, que significa o fim do acesso ao ensino superior pelas populações mais carentes da cidade. Nesse contexto, mais do que nunca, é necessária a organização estudantil. Na FMP, nosso DCE está abandonado, e nós estudantes, com o apoio da Juventude Revolução, estamos montando um comitê de base para reerguer nosso instrumento de luta. Não deixaremos que os golpistas destruam nossa faculdade! Não à cobrança de mensalidades nas universidades públicas! Fora Golpistas! Fora Temer! Nenhum Direito a Menos!   Willian Nazaré, militante da JR

Chile e Argentina deram o tom: é na luta que combateremos os ataques!

Chile e Argentina deram o tom: é na luta que combateremos os ataques!

No dia 6 de Abril, na Argentina, houve uma greve geral para combater a política de recessão do governo Macri, capacho do imperialismo, que traz reformas para atender as demandas do mercado, como: o fim do controle cambial, que desvaloriza o valor da moeda argentina – o peso; aumento das taxas de juros entre outros. A greve paralisou aeroportos, transportes: trens, metrôs, ônibus, e diversos piquetes aconteceram, dando o tom de resistência dos trabalhadores e juventude. No Chile não foi diferente! No dia 26 de Março, trabalhadores fizeram uma marcha histórica, de ampla unidade, para recuperar a previdência pública e solidária. O sistema previdenciário chileno, privado há 36 anos, resultado do governo do ditador Pinochet, ainda se mantém o mesmo até os dias atuais. Para combatê-lo, milhares de chilenos atenderam ao chamado da coordenação Nacional dos Trabalhadores e fizeram marcha histórica para garantir de fato, um sistema público previdenciário. No bojo dessa resistência, no Equador a população elege Lenin Moreno, contendo a ofensiva imperialista no continente, ao mesmo tempo que, trabalhadores e juventude resistem aos ataques, diários, do imperialismo na Venezuela, que tenta derrubar o governo Maduro. Esse é  sistema capitalista! Um sistema destruidor que, para sobreviver, ataca nações e povos, dia a dia, destruindo os direitos e conquistas da juventude e trabalhadores. Mas esses ataques não são sem resistência dos povos. No mundo inteiro, assim como na América Latina, sindicatos, juventude e trabalhadores se colocam no confronto com essa sistema, ao defenderem, com suas organizações, com seus métodos tradicionais – greves -, e seus direitos. O TOM FOI DADO: DIA 28 É GREVE GERAL NO BRASIL É nesse cenário que se prepara a greve geral no Brasil dia 28 de Abril, convocada pela CUT e demais centrais, contra a reforma da previdência, trabalhista e contra a terceirização, onde a UNE tem responsabilidade de mobilizar as organizações estudantis, com assembleia nas escolas e faculdades, para construirmos um combate sólido aos ataques do governo Temer. Nós da Juventude Revolução, desde já, estamos nos organizando para a construção do dia 28, mobilizando com passagens em salas de aulas, convocando diversas reuniões com a juventude, para debater o reflexo dos ataques do governo ilegítimo de Temer na população jovem, que corre risco de não aposentar e ter sua condições de trabalho extremamente precarizadas. Dia 28 é força total na greve geral para barrar as ofensivas do governo golpista! Rodrigo Lantyer, membro do Conselho Nacional da JR.

Governo golpista doa R$ 25 bilhões ao Itaú em meio a retirada de direitos

Governo golpista doa R$ 25 bilhões ao Itaú em meio a retirada de direitos

Em meio aos ataques aos serviços públicos através da PEC 55 que congela os investimentos por 20 anos em saúde e educação, a ofensiva sobre a Previdência com uma contrarreforma, além de ataques à CLT atingindo diretamente os trabalhadores, o governo do golpista Michel Temer (PMDB) através do CARF (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), órgão ligado à Receita Federal, decidiu no dia 10 de abril que o banco Itaú não precisará pagar impostos sobre o processo de fusão dos bancos Itaú e Unibanco que ocorreu em 2008. O valor da renúncia fiscal sobre esses impostos é de R$ 25 bilhões, o que corresponde à maior quantia que estava para avaliação do CARF. Cada dia que passa o limite da audácia dos golpistas é superado, já que o atual presidente do Banco Central do Brasil, Ilan Goldfajn, é também sócio do banco Itaú. Para efeito de comparação, a operação Lava Jato que ingenuamente é designada como maior operação de combate à corrupção do país, apurou “desvios” de R$ 6,2 bilhões. Já os R$ 25 bilhões doados ao Itaú, que beneficiarão à meia dúzia de banqueiros, correspondem a quase os R$ 29 bilhões do orçamento anual do Bolsa Família, que beneficia 45,8 milhões de brasileiros. Essa doação do Governo Federal ao banco acontece ao mesmo tempo que o próprio governo, com o pretexto de falta de dinheiro, orquestra o maior ataque da história do Brasil à juventude e à classe trabalhadora com a retirada de direitos sociais. É mais do que necessário derrotar os ataques do governo golpista, seus financiadores e as instituições apodrecidas. Para isso, é fundamental a construção da Greve geral do dia 28/04 por nenhum direito a menos e lutar por uma Constituinte Popular que reforme o sistema político. Douglas Beck, militante da JR em Joinville SC