TODOS ÀS RUAS DIAS 18 E 31 DE MARÇO!

EM DEFESA DE LULA, DAS ORGANIZAÇÕES POPULARES E CONTRA O AJUSTE! A “condução coercitiva” de Lula e o pedido de prisão preventiva pelo Ministério Público de São Paulo mostram as garras do Poder Judiciário. As manifestações dos “coxinhas” pelo impeachment foi preparada com ataques à sede da UNE, UBES e ANPG em São Paulo, assim como sedes de sindicatos, da CUT, do PT e PCdoB. Essa ofensiva contra Lula e o PT quer pegar as organizações sindicais, populares e da juventude e suas conquistas. Não tem como ficar parado ou, de forma absurda, se negar a defender Lula e lutar contra o impeachment, como faz a extrema esquerda (PSTU e setores do PSOL). No momento que o ajuste fiscal do governo Dilma aprofunda a situação precária da educação: escolas superlotadas, sem merenda, sem professores e nas universidades a assistência estudantil está cada vez mais ameaçada e as bolsas diminuíram. Pra completar, o governo negociou o projeto de Serra no Senado, que retira a obrigatoriedade da participação da Petrobrás na exploração do Pré-Sal, entregando-o às multinacionais, o que afeta o investimento em educação e o futuro da juventude! FAÇA AQUI O DOWNLOAD DO PANFLETO É inaceitável que o governo que elegemos aplique uma política contrária aos nossos interesses! Inclusive, é o próprio partido da presidente, o PT, que exige dela mudança na política econômica, como a derrubada dos juros, por exemplo! O governo tem que mudar de política! Essa política só favorece aos golpistas que querem o impeachment, como o PSDB e a base “aliada” como grande parte do PMDB. O ditado popular está certo: quanto mais ela dá o dedo, mais eles querem o braço! Em resposta a esses ataques, a Frente Brasil Popular, junto com a CUT, UNE, convocou atos no dia 18 nas capitais e uma marcha à Brasília, no dia 31 de março, contra o golpe, em defesa de Lula, da democracia, da Petrobras e dos direitos e contra o ajuste fiscal e a reforma da previdência! A Juventude Revolução não tem interesses diferentes dos jovens, por isso, estará ao lado da juventude. Da nossa parte, entendemos que é preciso a mais ampla unidade para defender nossos direitos, barrar os golpistas e cobrar do governo que mude a política! Nesse momento, em que preparamos o 14º Encontro Nacional (26 a 29 de maio em SP) convidamos os jovens a se somarem a esta luta. Participe das discussões em nossos núcleos!

14º Encontro Nacional da JR! Nenhum corte na educação, nenhuma escola fechada!

Em defesa da educação pública, na luta por um futuro! Nenhum corte na educação, nenhuma escola fechada! 2015 terminou com uma importante vitória para a juventude brasileira: os estudantes em São Paulo obrigaram o governador Geraldo Alckmin (PSDB) a recuar do seu plano de reorganização, que pretendia fechar centenas de escolas e salas de aula. Com mais de 200 escolas ocupadas, muita organização e disciplina, os estudantes – que contaram com enorme apoio popular, dos sindicatos e de trabalhadores – mostraram que lutar é o caminho para a defesa da educação pública, do direito da juventude – o nosso direito – a estudar e ter um futuro digno. Isso porque a escola está ameaçada, não só em São Paulo, mas em todo o país, como demonstra a luta dos estudantes de Goiás contra a militarização e a entrega das escolas às “organizações sociais”, empresas privadas que administram escolas públicas. Defender o ensino público contra o ajuste A política de ajuste fiscal do governo Dilma continua cortando gastos sociais em nome do “superavit primário”, destinado ao pagamento de juros da dívida, que engorda o bolso de banqueiros e especuladores. Combinado com a política de juros altos, o resultado é o aumento do desemprego e a recessão. Só no ano passado, R$11 bilhões foram cortados da educação. As universidades não tem dinheiro para pagar segurança, limpeza, contas e a assistência estudantil sofreu severos cortes. No Ensino superior são milhões de jovens disputando as vagas, que deveriam continuar crescendo para que todos tivessem o direito a estudar gratuitamente. Outros milhares brigam pelas vagas do FIES e do Pronatec, reduzidas com o corte. O ajuste atinge também os estados e municípios, diminuindo a arrecadação e os investimentos públicos. A educação básica que já sofria com a falta de investimentos, com escolas sem laboratórios, bibliotecas ou quadras cobertas, com professores mal remunerados, está agora ameaçada com o fechamento de salas, das próprias escolas ou com a privatização. Para justificar os ataques à educação, se inventam todo tipo de desculpas ou teorias. Em SP, por exemplo, Alckmin se esconde atrás da “reorganização em ciclos” (uma tentativa de dividir as escolas, separando ensino médio do fundamental, facilitando a aplicação da “aprovação automática”), tudo para cortar gastos, enquanto rouba o dinheiro da merenda. Mas por trás das desculpas, das falsas justificativas, estão os interesses daqueles que querem preservar o sistema capitalista com “tudo” que ele tem a nos oferecer. Nessa crise os empregos, que já começam a faltar para a juventude (quando existem!) são sempre os mais precários, e agora ainda se fala em aumentar a idade para a aposentadoria com uma reforma da previdência, o que na prática significa que os jovens terão que trabalhar mais para ter o direito a se aposentar. A juventude negra brasileira tem sido alvo de um verdadeiro genocídio nas periferias. São mais de 30 mil jovens mortos por ano, grande parte assassinados pelas mãos de uma polícia militarizada. A juventude quase não tem acesso ao lazer, à cultura e a diversão. Nas

Caiu Levy, falta cair o ajuste fiscal!

Em 16 de dezembro milhares foram as ruas em todo o país contra o impeachment e contra o ajuste fiscal. A Manifestação mostrou que o povo não aceita a tentativa da direita de atropelar a democracia e dar um golpe, mas que também não concorda com a política econômica do governo Dilma que tem promovido um “ajuste fiscal” que corta verbas das áreas sociais para destiná-las ao pagamento de juros da dívida pública. Confira o vídeo feito pelo JR logo após a queda do Levy!) Como resultado das mobilizações caiu o ministro Joaquim Levy, queridinho dos banqueiros. Mas falta cair a política de ajuste fiscal que tira dinheiro da educação, da saúde, da habitação e gera a recessão ampliando o desemprego, que o novo ministro e a presidente Dilma declararam que pretendem manter. Mudança da política econômica. Foi esse o recado que a companheira Sarah, dirigente da UNE e da JR, levou à presidente Dilma no dia 17 dezembro, por ocasião da reunião da Frente Brasil Popular com a presidente. É essa luta que seguiremos fazendo ao lado da juventude e dos trabalhadores neste ano! (Texto publicado em janeiro de 2016, no boletim nacional da JR. Confira aqui!)

Não às demissões na CSN!

Em Volta Redonda – RJ a Companhia Siderugica Nacional (CSN) anunciou o desligamento do alto-forno 2, que de acordo com o Sindicato dos Metalurgicos, é equivalente à 3 mil demissões diretas, podendo afetar 12 mil pessoas, além de atingir os setores. O dono da CSN, Benjamin Steinbruch, fala em uma crise economia e problemas com negociações no exterior para justificar as demissões. Essa é apenas mais uma das “desculpas” dadas, pois ano após ano ele vem tentando atacar os trabalhadores. Mas eles não aceitam abrir mão de seus direitos, muito menos do turno de 6 horas, conquista histórica da greve de 1988, que levou à morte os operários Willian, Walmir e Barroso. Logo após ter conhecimento das demissões, os Sindicatos, Partidos, igreja, movimentos sociais e populares se organizaram e formaram um Comite de Resistencia e em Defesa do Emprego que fez panfletagens em massa com uma Carta à População, alertando a sociedade da situação caótica que poderia atingir a cidade e região se as demissões se efetuassem, chamando para o ato em frente a CSN, no dia 14/01 contra as demissões. A Juventude Revolução esteve presente desde o inicio ajudando na formação do Comitê, nas panfletagens e no ato, ressaltando a importância da readmissão dos 700 trabalhadores demitidos e de pôr fim às demissões. (Texto publicado em janeiro de 2016, no boletim nacional da JR. Confira aqui!)

Entrevista: Alberto Handfas fala sobre o ajuste fiscal

A Secretaria Nacional da Juventude Revolução realizou uma entrevista sobre o ajuste fiscal e suas consequências para a juventude e a classe trabalhadora com o companheiro Alberto Handfas. Alberto foi um dos fundadores da JR, em 1989, e hoje é militante e professor de economia na Unifesp. Confira! _______________________________________________________________________________________ SNJR: Alberto, uma grande dificuldade dos jovens é entender o que significa o tão falado superavit primário e o que ele traz de consequências para os trabalhadores e jovens. Alberto: O Superávit Fiscal primário é a parcela da arrecadação do Estado (com impostos etc) separada para ser usada para pagar juros da dívida pública. Tal conceito foi criado pela primeira vez como uma imposição do FMI ao Brasil ainda na época de FHC: o Fundo emprestou ao país e exigiu que o governo atingisse a cada ano uma meta de superávit — ou seja, uma meta de pagamento de juros, não apenas ao FMI, mas a todos os credores. Tais metas (expressas como um % do PIB) foram então institucionalizadas de maneira que, mesmo depois de saldada a dívida com o FMI, os governos continuaram a incluir no Orçamento de cada ano o superávit que se comprometem a fazer para pagar juros aos credores, que são banqueiros e especuladores em sua maioria. O problema é que fazê-lo implica em cortar verbas de áreas sociais e estratégicas à economia do país, desviando-as assim ao pagamento de tais juros. E isso só piora em períodos de recessão. Aí, com mais gente desempregada e empresas vendendo menos (ao governo que corta gastos e aos consumidores, em parte desempregados), cai muito a arrecadação de impostos. Para manter a meta, o governo agora tem que cortar muito mais nos gastos sociais e por isso tem lançado novas edições do pacote de cortes. Em qualquer caso, isso tudo é muito injusto, para não dizer ilegítimo. SNJR: E como chegamos a esse patamar tão grande de dívida pública? Alberto: A construção da dívida pública brasileira é em si escandalosa. Ela foi sendo multiplicada pelas taxas de juros que os governos vem praticando — o que obviamente só atende a interesses dos credores (banqueiros e especuladores em sua maioria). FHC, por exemplo, triplicou tal dívida em alguns poucos anos — não por que tenha tomado mais emprestado para gastar mais em áreas sociais ou em infra-estrutura. Ao contrário, ele inflou a dívida apenas jogando a taxa (de juros) Selic para 30% ano ano. Dilma havia reduzido tal taxa por alguns meses em 2013, mas os especuladores (com o apoio da mídia) protestaram e chantagearam-na. Ela infelizmente recuou e voltou a subi-la. O Levy assumiu o ministério no início deste ano para aplicar determinadamente o superávit e manter os juros altos (com a desculpa esfarrapada de combater a inflação). Isso só fez a dívida aumentar ainda mais, gerar uma forte recessão e desemprego, o que enfraquece o poder de barganha dos trabalhadores e seus sindicatos na luta por salários. Este, afinal, era um dos objetivos do Plano Levy: reduzir o “custo do trabalho”

Editorial: Todos às ruas contra o ajuste fiscal e os cortes na educação!

Os movimentos sociais, partidos de esquerda, organizações de jovens se reuniram em BH, no dia 04.09, e formaram a Frente Brasil Popular (FBP) para defender a democracia e lutar contra o ajuste fiscal, convocando um ato nacional para o dia 03.10. A data é a ocasião do aniversário da Petrobras, atacada hoje por todos os lados, num momento em que os petroleiros entram em greve geral para defender a empresa. A direção da UNE, pressionada pela base, anunciou o dia 06.10 para a Caravana à Brasília contra os cortes na educação, o ajuste fiscal e em defesa da democracia, decidida no 54º Conune. A Juventude Revolução estará presente nas ruas! Para nós, a democracia está diretamente ligada à defesa dos direitos dos trabalhadores e da juventude. Por isso, dizemos “Em defesa do mandato! Abaixo o plano Renan Levy!”. Afinal, o que é democracia para os estudantes e jovens senão a garantia de universidades e escolas públicas de qualidade, por exemplo? A batalha, agora, é mobilizar cada jovem para o dia 03.10; e, nas universidades, mobilizar cada estudante para construir a Caravana da UNE no dia 06.10 e, em Brasília, exigir do governo que aplique outra política econômica e reverta os cortes na educação! Fora Levy! Eu quero a Dilma que eu elegi! Um novo pacote de ajuste “surgiu” 5 dias depois da agência de ratting Stand & Poor´s rebaixar a nota do Brasil para “mau pagador” justamente por que, segundo eles, o governo não conseguia cumprir o ajuste fiscal! Ora, a resposta do governo foi rápida: mais ajuste para conseguir atingir a meta do superavit primário, que alimenta o bolso dos banqueiros e especuladores. Além de suspensão de concursos (menos emprego) e adiamento no reajuste dos servidores federais, o anúncio, feito por Levy e Barbosa continha o frontal ataque de um corte de mais R$26 bilhões! Com o ajuste fiscal do Plano Levy, todo jovem sente na pele os seus direitos sendo atacados! Esse ajuste já cortou R$11 bilhões no orçamento da educação! As consequências são visíveis: universidades públicas paradas, acesso ao FIES dificultado. O efeito dominó do ajuste arrocha o orçamento dos Estados e municípios, rebatendo nas escolas, que sofrem com falta de investimento, já que os governos têm menos grana para investir. Portanto, menos livros, menos reforma, menos escolas, menos professores, menos merenda. Além disso, o Plano Levy já destruiu MEIO MILHÃO de postos de trabalho. Nas indústrias, onde a maioria dos trabalhadores são jovens, os patrões demitem em massa! Com o Plano Levy, já temos a pior geração de emprego desde 1999! Mas nós não elegemos Dilma para aplicar o ajuste e fazer superavit, alimentando o bolso dos banqueiros! O conteúdo do voto dado a Dilma foi para atender as reivindicações da classe trabalhadora e da juventude! A defesa do mandato popular é a defesa dos direitos dos trabalhadores e da juventude! Dilma precisa ouvir quem a elegeu! Fora Levy! Não ao ajuste fiscal! Todos às ruas no dia 03.10! Rumo à Caravana da UNE contra os

Editorial: Construir a luta em defesa de nossos direitos!

O governo enviou ao Congresso proposta de orçamento deficitário para 2016. Foi esse “rombo” (R$30,5 bi) que levou a agência de avaliação de risco Standard & Poor´s a rebaixar a nota do Brasil, que perdeu o título de “bom pagador” ao mercado. Justificativa: a dificuldade do governo em aplicar o ajuste. Esse “rombo” no orçamento é o motivo do alarde daqueles que gritam pelo ajuste fiscal! Mas será mesmo que o bolso dos banqueiros tem algum furinho? Ou será que o “rombo” pesa nos ombros da juventude e da classe trabalhadora? No fundo, a S&P faz uma chantagem que tem por objetivo fazer o governo cortar ainda mais na carne do trabalhador e da juventude, já que parte dessa “dificuldade” em aplicar o ajuste é dada pela resistência da classe trabalhadora. Isso fica expresso na fala do líder do governo Delcídio Amaral (PT-MS) quando afirma que o rebaixamento da nota é uma motivação para o governo ajustar a situação fiscal do país! Ora, mas é exatamente esse “ajuste” do Plano Levy que, só no setor de comércio e serviços, fechará mais de 180 mil postos de trabalho! Quantos jovens conhecemos que trabalham nesses setores? Quantos de nós serão demitidos? Foi o Plano Levy que cortou quase R$11 bilhões no orçamento da educação, entregando as universidades às moscas e diminuindo verba pra estrutura, merenda, livros etc., nas escolas! Como se não bastasse, Dilma começa a assumir a chamada “Agenda Brasil” de Renan-Levy quando afirma a “necessidade” da reforma da previdência. A “reforma” significa aumento na idade da aposentadoria, o que gera, consequentemente, menos criação de postos de trabalho, justamente quando o ajuste nos trouxe ao pior índice de geração de empregos desde 1999! Nós não elegemos Dilma para ceder às chantagens das agências imperialistas! Foi esse o recado dado pelos movimentos sociais no lançamento da Frente Brasil Popular. Contra essa política econômica, contra o ajuste! Por isso, a Juventude Revolução convida toda a juventude a construir conosco as próximas agendas de luta. É hora de reforçar as mobilizações! Chamamos a ampliar a campanha de moções enviadas à direção da UNE pelo anúncio da data da Caravana à Brasilia! É hora de construir o ato da Frente Brasil Popular convocado para o dia 03.10 (aniversário da Petrobras, também com nota rebaixada pela S&P em mais um ataque)! É hora de construir o Congresso da UBES convocado para 05 a 08 de novembro!