Golpe na UNIFESP

Golpe na UNIFESP

Governo Temer fere a autonomia dos docentes, estudantes e funcionários da Unifesp. MEC suspendeu a nomeação da reitoria da universidade que foi escolhida em votação paritária dirigida pelo Conselho Universitário (Consu). O assessor do gabinete da reitoria, Décio Semensatto, defende que tudo foi feito de “forma correta e dentro dos prazos”. “O que está acontecendo é uma situação excepcional dentro MEC”, disse. A reitora Soraya Smaili preferiu não se pronunciar. Após o questionamento do MEC à universidade, o Consu se reuniu novamente e, no dia 31 de janeiro, reiterou a lista tríplice encabeçada por Smaili. “O governo quer uma razão para interferir na autonomia”, diz Ana Maria Ramos Estevão, vice-presidente regional do Andes (sindicato nacional dos docentes de ensino superior). Ela também é professora da Unifesp. Para nós isso agrava o quadro de ataque da educação, atacando agora nesse momento, a autonomia das instituições de ensino.

Se aprofunda o estado de exceção. Reitor e estudante da UFRJ são indiciados pelo MPF por manifestações contra o golpe.

Se aprofunda o estado de exceção. Reitor e estudante da UFRJ são indiciados pelo MPF por manifestações contra o golpe.

A Procuradoria da República abriu um processo contra Roberto Leher, reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e a estudante Thais Rachel George Zacharias, presidente do Centro Acadêmico de Engenharia. Segundo o procurador, o reitor e a estudante se utilizaram do patrimônio público “em benefício próprio, promovendo posições político-partidárias”, através de um ato que foi organizado em Março de 2016 contra o impeachment de Dilma, e da ida de Dilma à UFRJ, para falar do golpe, logo após o seu afastamento.

Abaixo a repressão! Fora Temer, nenhum direito a menos! A luta continua!

Abaixo a repressão! Fora Temer, nenhum direito a menos! A luta continua!

No dia 29 de novembro, cerca de 20 mil pessoas se concentraram em Brasília para protestar contra a PEC 55. A grande maioria era de estudantes, universitários e secundaristas vindos de diversas ocupações, escolas e universidades do país. Havia ainda sindicatos como a CUT, Andes, Fasubra e outros. O ato foi encerrado pela brutal repressão da polícia militar. Enquanto a PM massacrava os manifestantes do lado de fora, no interior do congresso os senadores se preparavam para o massacre do povo por 20 anos, através do congelamento das verbas em saúde, educação e outras áreas sociais, para desviar recursos para o pagamento de juros da dívida pública.

Em Arapiraca, os estudantes ocupam o Campus da UFAL

Em Arapiraca, os estudantes ocupam o Campus da UFAL

Em Alagoas, as ocupações começam a ganhar força, hoje (dia 24/10) os estudantes já estão ocupando 3 escolas estaduais, 3 Campis da UFAL e 5 Campis do IFAL. E as ocupações não param, há previsões de mais ocupações até o final da semana. Os estudantes do Campus Arapiraca, o primeiro Campus de interiorização do estado, ocuparam hoje (segunda-feira dia 24/10) a universidade seguindo o movimento nacional de ocupações contra a PEC 241 e a MP 746 (sobre a reforma do ensino médio).

Estudantes paralisam e ocupam IFSP contra PEC 241

Estudantes paralisam e ocupam IFSP contra PEC 241

No dia 22 de setembro, dia Nacional de luta em defesa dos direitos, rumo a greve geral, os alunos do Instituto Federal de São Paulo(IFSP), Campus Guarulhos, ocuparam o campus contra a PEC 241, que congela os gastos públicos por 20 anos. Em assembleia, o conjunto dos estudantes debateu a PEC 241 e seu efeito na educação, que hoje já sofre com falta de papel para impressão, poucas bolsas de assistência estudantil, falta de oportunidade para fazer uma iniciação cientifica etc. Sendo assim, chegou-se a conclusão que com esse congelamento a situação na educação e outras áreas sociais só tendem a piorar. Quando, na verdade, necessitamos avançar para que a Juventude tenha o direito há um futuro digno. Portanto foi decidido em assembleia que o campus seria ocupado contra a PEC no dia 22 e assim permaneceu durante o dia 23, totalizando 48h de ocupação. Dentre as propostas aprovadas em assembleia durante a ocupação destaca- se a aprovação de uma carta do conjunto dos estudantes, chamando os diversos campus do IFSP para uma reunião e solicitando a UNE que chame um CONEB emergencial para organizar a luta nacional contra a PEC 241. A luta vai continuar para impedir os ataques deste governo golpista! Fora Temer, nenhum direito a menos! Wesley Rage, é estudante do IFSP e militante da Juventude Revolução.

Nossa luta depois do Impeachment

Nossa luta depois do Impeachment

Depois do golpe consolidado pelo impeachment uma nova onda de manifestações, composta sobretudo por jovens, tem varrido o país em ritmo quase diário. Milhares vão às ruas gritar “FORA TEMER, nenhum direito a menos”. Essas manifestações enfrentam a crescente repressão policial e abrem uma nova situação, com possibilidades amplas de organização da juventude brasileira, que exigem reflexão, debate e ousadia da nossa parte. O que se concretizou com a votação do impeachment não foi um simples “golpe parlamentar”, mas um processo que durou mais de um ano, comandado desde o poder judiciário, com o evidente apoio da grande mídia, com o objetivo de atender os interesses da burguesia subordinada ao capital internacional.