Março Vermelho: Por direitos, por futuro!

Março Vermelho: Por direitos, por futuro!

Todo ano a Juventude Revolução se propõe a construir o Março Vermelho, uma série de atividades dedicadas a relembrar a luta das mulheres e construir sua luta nos dias atuais. Se nesse tempo as mulheres trabalhadoras travaram grandes batalhas hoje enfrentamos batalhas diferentes mas igualmente grandes. O sistema capitalista de hoje, na fase dos monopólios, o imperialismo, não consegue atender as necessidades da população num geral e consegue atender ainda menos as demandas específicas das mulheres. Nossa luta está inteiramente ligada à luta pelo fim da exploração de classe porque são as mulheres, sobretudo negras, que predominam nos serviços mais precarizados, por exemplo, com as relações de trabalho mais instáveis e desprotegidas.

As tarefas do movimento operário feminino na República Soviética

As tarefas do movimento operário feminino na República Soviética

Discurso de V. I. Lênin na IV Conferência de operários sem partido da cidade de Moscou 23 de setembro de 1919 Camaradas! Sinto-me feliz de trazer minha saudação à Conferência das Mulheres Operárias. Permitir-me-eis não tratar dos assuntos e dos problemas que hoje, necessariamente, preocupam mais que qualquer outra coisa todas as operárias e todos os elementos conscientes das massas trabalhadoras. Os problemas mais candentes são os do pão e de nossa situação militar. Mas, segundo o que apreendi dos informes de vossas reuniões, publicados nos jornais, esses temas foram aqui analisados exaustivamente pelo camarada Trotski, no que se refere ao problema militar, e pelos camaradas Jakovleva e Sviderski, no que concerne ao pão; permiti-me, portanto, não tratar dos mesmos.

A greve internacional de mulheres e as armadilhas do capitalismo para segmentar a luta dos trabalhadores e das trabalhadoras.

A greve internacional de mulheres e as armadilhas do capitalismo para segmentar a luta dos trabalhadores e das trabalhadoras.

Está sendo chamado para o dia 08 de março (dia Internacional da Mulher) pelo movimento Ni Una a Menos (um coletivo argentino que organizou marchas de protesto contra a violência de gênero em várias cidades da Argentina, Chile e Uruguai em 2015), uma greve internacional de mulheres para protestar contra o “feminicídio, exploração no trabalho/econômica e a desumanização e desierarquização das mulheres”. O movimento está previsto para acontecer em mais de 40 países e aqui no Brasil tem como sua propagandista Luciana Genro (PSOL). Sim, a mesma que declara aos quatro cantos do Brasil que a operação Lava Jato precisa continuar e punir todos os corruptos (quando sabemos que esta não tem e nunca teve a intenção de punir corruptos, e sim destruir as organizações da juventude e da classe trabalhadora, um instrumento de caráter seletivo e ideológico a serviço do judiciário golpista) e que também não houve golpe (mesmo quando a reforma da previdência está batendo à porta para tirar os direitos dos trabalhadores e principalmente das mulheres trabalhadoras as quais parece que foram esquecidas por Luciana Genro).

“Não foram trinta contra uma, foram trinta contra várias!”

Uma jovem de 16 anos foi estuprada por 33 homens na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Na última quarta-feira (25) os autores publicaram na internet um vídeo com a jovem desacordada e seus órgãos genitais expostos. No mesmo dia, uma jovem da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro que há 3 anos foi vítima de uma tentativa de estupro, cometeu suicídio. Segundo os familiares da vítima, ela não havia superado o trauma. Na mesma semana, em Bom Jesus, sul do Piauí, uma jovem de 17 anos foi violentada por quatro adolescentes e um rapaz de 18 anos. Essas são três das milhares de vítimas de violência sexual, que é fomentada por uma cultura machista que inferioriza, objetifica e explora a mulher. Essa cultura é o reflexo da exploração a qual a mulher está submetida no sistema capitalista, onde é duplamente explorada pois além do local de trabalho com baixa remuneração (segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados  as mulheres recebem salários 34% menores ),ela é também responsabilizada por cuidar da família e serviços domésticos. A objetificação a qual a mulher está submetida vem da ideia de que o seu corpo é também propriedade privada, e com tudo no sistema capitalista, um produto a ser consumido, comercializado e descartado. No Brasil, a cada 11 minutos uma mulher é estuprada, Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Segundo este órgão, estima-se que apenas 30% dos casos são registrados. Isso se agrava com a existência de uma tendência no senso comum de culpabilização da vítima pelo crime. Muitas vezes, a mulher se sente responsável pelo ocorrido e no ato da denúncia acaba passando por constrangimentos e é novamente violentada. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, 58% dos brasileiros acreditam que haveria menos estupros se as mulheres soubessem como se comportar e 59% concordam que existe uma diferença entre “mulher para casar” e “mulher para a cama”, o que demonstra esse pensamento socialmente construído que acaba por respaldar muitos casos de violência. Por sua vez, o Congresso Nacional (o mais conservador desde a ditadura militar), segue destilando conservadorismo e restringindo direitos. Tempos atrás, Jair Bolsanaro (aliado do golpista Michel Temer), durante um debate com a também deputada federal Maria do Rosário, soltou uma das maiores barbáries de sua carreira: “Jamais iria estuprar você, porque você não merece”. Como se estupro fosse um elogio. Naturalizando o estupro, como se alguém merecesse passer por isso. Além disso, Bolsonaro homenageou durante a votação do impeachment, o coronel Brilhante Ustra , um torturador que estuprava mulheres colocando ratos em suas vaginas durante a ditadura civil-militar. O líder do governo golpista  na Câmara, deputado André Moura (PSC-SE), é junto com o golpista Eduardo Cunha, um dos autores do projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados que dificulta o acesso ao aborto por mulheres vítimas de abuso sexual.  O PL 5069/2013, apoiado por Marco Feliciano, revoga a Lei nº 12.845/2013, que obriga os hospitais públicos a prestarem atendimento médico gratuito às vítimas de violência