Privatização a vista: UFSC Joinville sob ameaça

Privatização a vista: UFSC Joinville sob ameaça

Os ataques à juventude não param, após a aprovação da PEC do Fim do Mundo (PEC55), da Reforma do Ensino Médio (MP746), da Terceirização Irrestrita (PL 4302) e tramitação no Congresso das Reformas Trabalhistas e da Previdência o governo golpista de Michel Temer, inicia-se mais uma escalada contra a juventude com o projeto-modelo de privatização dos serviços acadêmicos através da aplicação da chamada PPP (Parceria Público Privada) para o término das obras da UFSC em Joinville.

Se aprofunda o estado de exceção. Reitor e estudante da UFRJ são indiciados pelo MPF por manifestações contra o golpe.

Se aprofunda o estado de exceção. Reitor e estudante da UFRJ são indiciados pelo MPF por manifestações contra o golpe.

A Procuradoria da República abriu um processo contra Roberto Leher, reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e a estudante Thais Rachel George Zacharias, presidente do Centro Acadêmico de Engenharia. Segundo o procurador, o reitor e a estudante se utilizaram do patrimônio público “em benefício próprio, promovendo posições político-partidárias”, através de um ato que foi organizado em Março de 2016 contra o impeachment de Dilma, e da ida de Dilma à UFRJ, para falar do golpe, logo após o seu afastamento.

UERJ não tem dinheiro para iniciar as aulas

UERJ não tem dinheiro para iniciar as aulas

A UERJ, Universidade Estadual do Rio de Janeiro, conhecida por ser uma das universidades mais prestigiadas da América Latina e pelo vestibular concorrido, sofre as consequências dos cortes na educação do governador Pezão (PMDB) e ameaça fechar suas portas. Atrasos nos salários de servidores, no pagamento de bolsas, na verba repassada a pesquisas e na manutenção dos serviços básicos como água, luz, segurança e limpeza comprometem as atividades de ensino, pesquisa e extensão. A reitoria adiou as aulas e enviou ofício ao governador, informando que se nada for feito as atividades ficarão impossibilitadas na universidade – incluindo o Hospital Pedro Ernesto, a policlínica Piquet Carneiro e o Colégio de Aplicação.

Em Arapiraca, os estudantes ocupam o Campus da UFAL

Em Arapiraca, os estudantes ocupam o Campus da UFAL

Em Alagoas, as ocupações começam a ganhar força, hoje (dia 24/10) os estudantes já estão ocupando 3 escolas estaduais, 3 Campis da UFAL e 5 Campis do IFAL. E as ocupações não param, há previsões de mais ocupações até o final da semana. Os estudantes do Campus Arapiraca, o primeiro Campus de interiorização do estado, ocuparam hoje (segunda-feira dia 24/10) a universidade seguindo o movimento nacional de ocupações contra a PEC 241 e a MP 746 (sobre a reforma do ensino médio).

Mais de 800 escolas ocupadas no Paraná

Mais de 800 escolas ocupadas no Paraná

No Paraná, o movimento contra a reforma do ensino médio e contra a PEC 241, que congela os investimentos nas áreas sociais, segue forte e ganhando forças a cada dia. Além das mais de 800 escolas, 14 universidades também estão ocupadas. A Juventude Revolução tem participado do movimento, explicando a necessidade da luta para exigir a retirada imediata da MP 746 (a reforma do ensino médio). Não vai ter arrego! Confere o boletim que a JR Araucária-PR produziu:

Tem luta contra o golpe em Ourinhos, no interior de SP

Tem luta contra o golpe em Ourinhos, no interior de SP

Com o golpe consumado pelo Judiciário e parte da mídia, claramente ordenado pelo Imperialismo é que os direitos da classe trabalhadora e a livre manifestação e organização dos trabalhadores ficam seriamente ameaçados. Cada vez mais, a lista de medidas provisórias e proposta de emenda constitucional aumentam para retirada dos direitos. O dia 22 de setembro foi tomado por manifestações, paralisações de locais de trabalho e ocupações em instituições de ensino  como no IFSP, um esquenta para a construção da greve geral. A cidade de Ourinhos também se manifestou, através da realização de um ato, iniciado com um jogral no terminal de ônibus. A mobilização foi  organizada pelo estudantes do Centro Acadêmico da Unesp, Comitê Jamais Temer e do coletivo feminista da cidade. Os militantes da JR também ajudaram a organizar. O ato foi marcado por quais são os nossos direitos que estão sendo retirados e de como organizados e unidos para ocupar fábricas, escolas e ruas, podemos resistir até o governo golpista ser derrotado. Nesse sentido, apoiamos a ampliação da resistência para a construção da greve geral. Com enfoques nos maiores retrocessos impostos como a PEC 241 que visa o congelamento dos investimentos em qualquer área por 20 anos, incluindo corte de gastos em área da saude, cortes nos investimentos nas universidades e tantos outros, como a reforma do ensino médio com a Medida Provisória 746, que ataca o direito à educação o direito Ana Karina Lira, é militante da JR em Ourinhos – SP

Universidades federais devem ter corte de até 45% nos investimentos

Universidades federais devem ter corte de até 45% nos investimentos

  [Reproduzimos abaixo a matéria publicada no Estadão no dia 11/08] O governo federal prevê cortar até 45% dos recursos previstos para investimentos nas universidades federais em 2017, na comparação com o orçamento deste ano. Já o montante estimado para custeio deve ter queda de cerca de 18%. Segundo cálculos de gestores, serão cerca de R$ 350 milhões a menos em investimentos para as 63 federais – na comparação com os R$ 900 milhões previstos para o setor neste ano. As instituições já vivem grave crise financeira, com redução de programas, contratos e até dificuldades para pagar contas.

Estudantes de Amargosa lutam contra o golpe e em defesa dos direitos

Na manhã do dia 12.05.2016, estudantes da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) – Centro de Formação de Professores (CFP), localizado na cidade de Amargosa, Bahia, realizaram mais uma paralisação através do curso Educação do Campo. Diante do golpe instaurado no país, os estudantes foram às ruas com palavras de ordem como: “Cunha na Prisão”, “Temer golpista”, “Não ao retrocesso”. Os estudantes estão em defesa da democracia e dos direitos conquistados nos últimos anos, além disso, lutam também por problemas internos.. No mesmo dia, os estudantes secundaristas da escola técnica CETEP – Vale do Jiquiriçá também saíram às ruas contra o não pagamento dos funcionários terceirizados. Os secundaristas se organizaram e caminharam em direção ao NRE 09, onde permaneceram em reunião para resolução dos problemas financeiros e trabalhistas. Enquanto os secundaristas estavam entrando em acordo com o NRE 09, os discentes da UFRB ocupavam a Prefeitura da Cidade. Durante a ocupação, havia uma formação com os professores da rede municipal e os estudantes se apropriaram do espaço e falaram sobre a atual conjuntura política brasileira e o quanto estudantes e sociedade podem perder. O manifesto seguiu em direção ao Colégio Estadual Pedro Calmon, durante o percurso, os estudantes secundaristas do CETEP aderiram à resistência contra o golpe e juntos caminharam até o referido colégio que tinha paralisado suas atividades. A manifestação terminou no anfiteatro do bosque da cidade, com um diálogo com as pessoas presentes. Durante a noite, os estudantes do curso de Educação Física fizeram uma assembleia para discutir problemas internos e como a atual conjuntura política vai agravar essa situação. Foi encerrada a assembleia com o curso paralisado até a segunda-feira dia (16/05). Os discentes de educação física saíram convocando os demais cursos noturnos para a luta, dessa forma, todas as aulas foram encerradas. Ivan Almeida, militante da Juventude Revolução em Amargosa, Bahia.