No dia internacional da Mulher, o núcleo da Juventude Revolução, em Arapiraca (AL), realizou um debate aberto sobre a luta pelos direitos das mulheres. O debate foi centrado na cartilha “A Proletária”, de Rosa Luxemburgo que ajudou as militantes e contatos próximos entenderem que a luta pelos direitos das mulheres não é uma luta de um gênero contra o outro, como muitos movimentos feministas demonstram, mas sim, uma luta de classe social, de explorado contra exploradores, de proletários contra burgueses.
Lutas estas que se materializam como, por exemplo, a falta de creches para as mães do Campus Arapiraca da UFAL, as quais precisam deixar seus filhos com as avós para que possam ter as condições de concluírem seu curso superior; se materializa também, na proposta da reforma da previdência, aumentando a idade mínima da aposentadoria e equiparando idade entre homens e mulheres. Um grave ataque à juventude trabalhadora, que terá que trabalhar mais para obter o direito a se aposentar.
Assim, afirmando a assertiva de Trotsky em seu Programa de Transição, que “a época do declínio capitalista atinge cada vez mais duramente a mulher, tanto como assalariada quanto como dona de casa.”. Dessa forma, para que as mulheres possam gozar da plenitude de seus direitos, precisam integrar-se à luta com seus companheiros (independente de gênero) e organizações que a classe trabalhadora construiu (sindicatos, partidos, CA, DCE, Grêmios estudantis), para que juntos possamos derrubar o sistema capitalista e escrever uma nova história para a humanidade.

 

Em Arapiraca, núcleo da JR discute a luta da mulher trabalhadora!