Os professores das universidades federais estão em greve desde o ultimo dia 17. Eles reivindicam ajuste salarial e plano de carreira. Até agora o governo não apresentou uma proposta aos professores, para atender suas reivindicações.

Diante dessa situação, os estudantes começam a se movimentar e em diversas universidades constroem também greves estudantis em apoio aos professores e levantando suas próprias reivindicações. Universidades como UFV, UFJF, UFLA, UFPA e muitas outras já deflagraram greve de estudantes.

No ultimo dia 24 (quinta-feira), os estudantes da UnB (Universidade de Brasília) se reuniram em uma assembleia convocada pela gestão do DCE, “Aliança pela liberdade”, que, pressionada pelos grupos de oposição, foi obrigada a chamar os estudantes para decidirem os rumos da universidade diante da greve. Mesmo com a atual gestão do DCE não se posicionando favorável a luta dos professores e não fazendo questão nenhuma de mobilizar os estudantes, a assembleia reuniu cerca de 600 pessoas.

Há um bom tempo não se via uma mobilização dos estudantes dessa grandeza na universidade. Os estudantes decidiram pelo apoio a greve dos docentes e pela greve estudantil na UNB, exigindo mais verbas para assistência estudantil Uma iniciativa que de fato colaborou para que houvesse greve estudantil na universidade, foi deflagração da greve dos estudantes da FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo) um dia antes.

O Presidente da UNE participou da assembleia dos estudantes da UNB e declarou no site da UNE que a entidade apoia as mobilizações dos professores: “A UNE apóia a greve e é solidária à luta dos professores por um plano de carreira e por melhores salários, ao passo que  o movimento passa a ser importante também para conseguirmos mais qualidade e eficiência ao processo de reestruturação e expansão das universidades, com a valorização do professor, mais recursos pra assistência estudantil e ampliação das bolsas de pesquisa e extensão’’

A posição justa exige, no entanto, uma ação concreta por parte da UNE. É hora de unificar os estudantes de todo o país, construindo um comando unificado de greve, solidário à luta dos professores, que exija do governo a abertura das negociações e atendimento das reivindicações docentes, além do atendimento de pautas como 1 Bilhão para assistência estudantil, garantindo bolsas, moradia  e bandejões, a abertura de concursos para professores e mais verbas para a educação!

Em várias universidades pelo país estão sendo construidas as mobilizações estudantis! Os militantes da JR devem se engajar nos comandos de greve e mobilização e pautar a necessidade de construção de um comando nacional unificado de greve, que una os comando locais de greve, buscando combater qualquer tentativa de dividir o movimento, dando assim, uma ajuda a construção de um movimento nacional que consiga arrancar do governo Dilma as reivindicações. A UNE deve pautar essa questão em todas as universidades e combater na prática a politica de divisão da ANEL. Só unificado o movimento estudantil poderá arrancar conquistas.

Jhonata Martins e Luã Cupolillo, são militantes da JR  no DF e em MG respectivamente.

Greves estudantis: é hora de construir um comando unificado e exigir de Dilma o atendimento das reivindicações!

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