Na última quinta feira, dia 30 de março, o núcleo de Arapiraca da Juventude Revolução realizou debate no Campus da UFAL Arapiraca sobre os efeitos da contrarreforma da previdência para a juventude e classe trabalhadora. A atividade contou com a participação de dezenas de estudantes que ficaram concentrados no pátio da universidade acompanhando atentamente a discussão realizada pelo Professor de História da UNEAL e dirigente da CUT-AL Luiz Gomes.

A discussão fez o resgate sobre a previdência, como a classe trabalhadora conquistou este direito e o formato em que hoje é aplicado no Brasil, a previdência por repartição simples, onde as novas gerações contribuem com os trabalhadores que já estão aposentados garantindo assim a seguridade do trabalhador e da sua família. Hoje, quem começa a trabalhar aos 16 anos com carteira assinada pode se aposentar depois de 35 anos de contribuição, caso homem, ou 30 anos, caso mulher. Se a reforma for aprovada, este mesmo jovem terá que trabalhar 49 anos, dos 16 aos 65 (se não for demitido ou não começar mais tarde).

O que está em jogo com esta reforma é a destruição de mais um direito dos trabalhadores, a reforma da previdência faz parte dos ataques trabalhistas que o governo golpista quer impor para a classe trabalhadora, como por exemplo a aprovação da terceirização irrestrita.

Neste momento, precisamos de nossas organizações prontas e dispostas para lutar em defesa dos direitos contra os retrocessos, para nós, estudantes universitários, fortalecer a União Nacional dos Estudantes (UNE) e pressionar para que ela cumpra seu papel na luta em defesa dos estudantes é tarefa principal. Por isso, a Juventude Revolução, organiza desde já sua participação no 55º Congresso da UNE impulsionando a tese Une é pra lutar, onde defendemos que não é possível nenhuma emenda nas reformas trabalhistas que o governo golpista quer impor, o momento é grave e não permite nenhum conchavo nem vacilo. Nossa entidade deve ser fortalecida e deve servir para organizar a luta dos estudantes. Contra os ataques reacionários, somos incondicionais na defesa da une. É inaceitável fazer coro com a direita como fazem setores que se reivindicam de “esquerda” com discursos “radicais”, mas apoiam a lava jato (PPL, Juntos e outros). Para esta luta é preciso eleger uma nova direção da une comprometida com a luta e com a independência da entidade diante de todos os inimigos da juventude!

PH, militante da JR Arapiraca

Em Arapiraca, JR realiza debate contra a reforma da previdência
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