O mês de abril será marcado pela luta de classe. Está convocado pela CUT e diferentes centrais para o dia 28 a greve geral contra os ataques aos direitos dos trabalhadores e juventude, feitos por Michel Temer e seu governo ilegítimo.Nós, da Juventude Revolução, estaremos juntos nesse combate, inclusive cobrando da UNE e da UBES que mobilizem, atendendo o chamado das centrais e organizando os estudantes, nas escolas e universidades para o combate a esse governo golpista. Abril também é um mês de relembrarmos a morte do camarada Anderson. Anderson Luis foi militante da Juventude Revolução enquanto jovem e depois sindicalista, defensor da CUT e dos direitos dos trabalhadores. Por sua luta, por organizar os trabalhadores, Anderson foi brutalmente assassinado no Rio de Janeiro – baixada fluminense. Nós da Juventude Revolução, no estado do Rio de Janeiro, estamos presentes no comitê Justiça Para Anderson, que soltou uma nota em homenagem, cobrando justiça e relembrando a memória do camarada da melhor forma: preparando as lutas que virão! Queremos justiça para Anderson, sindicalista, jovem, trabalhador, negro, companheiro de lutas e lutas. Companheiro Anderson: Presente!

(Abaixo a nota do comitê Justiça Para Anderson)

JUSTIÇA PARA ANDERSON
11 anos depois, não esqueceremos!
Companheiro Anderson, presente!
No dia 10 de abril de 2006, ao sair de sua casa em São João de Meriti-RJ, o sindicalista negro Anderson Luís, militante do PT, presidente do Sintrafrio-RJ foi assassinado com 5 tiros a queima roupa. A execução do companheiro indignou o movimento sindical cutista, que junto com militantes próximos de Anderson se mobilizou para exigir das autoridades rapidez nas investigações e apuração dos motivos e responsáveis por este bárbaro crime.
11 anos depois, o assassinato de Anderson continua sem solução, entrando para as estatísticas dos milhões de jovens negros assassinados sem que seus culpados sejam levados a julgamento.
Durante todos estes anos temos feito a mesma pergunta: Porque o assassinato de Anderson continua sem solução?
Nesses 11 anos dezenas de militantes do MST, de sindicatos e do movimento popular foram assassinados, sem que os culpados tenham sido punidos. O último caso foi o da companheira Abenigna Lúcia do Bonfim, militante e membro do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores do município de Petrolina-PE , brutalmente assassinada.
O golpe de 2016 trouxe a público o golpismo presente nas instituições que deveriam ser responsáveis pela segurança e pela justiça para os cidadãos, mas que permaneciam intocadas desde a ditadura militar. São estas instituições que sustentam o Estado de Exceção que prende e condena sem provas, encarcera sem julgamento, não garante os direitos fundamentais dos cidadãos, persegue política e judicialmente os que defendem a democracia e investe milhões em armamentos para as PMs reprimirem manifestações e aterrorizarem a vida das famílias nas periferias e comunidades.
Como, estas instituições que prendem e condenam petistas sem provas ou mesmo são cúmplices do sequestro ao voto popular através do impeachment sem crime de responsabilidade da presidenta petista eleita pelo povo, poderiam investigar o assassinato de um militante petista dirigente sindical?
Como, estas instituições que são incapazes de conduzir investigações sobre os assassinatos de milhões de jovens negros e os encarcera sem provas, sem julgamento, lotando um sistema carcerário incapaz de garantir aos presos o direito a vida, poderiam fazer justiça para o jovem negro Anderson?
Não obstante, a memória da luta de Anderson contra as opressões que o vitimizaram e a luta para que este assassinato seja esclarecido continua.
11 anos depois, reafirmamos: Não esquecemos!
11 anos depois, seguimos dizendo: Justiça para Anderson!
11 anos depois, gritamos: Justiça para Anderson, para todos os jovens negros, para todos os militantes do movimento operário e popular!
10 de Abril de 2017
Comitê Justiça para Anderson

Leonardo Ladeira, militante da JR-RJ

Justiça para Anderson

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