Hoje, 29.01, comemora-se o Dia Nacional da Visibilidade Trans e ainda temos pouco a comemorar. O Brasil é o país que mais mata LGBTQs no mundo, o que agrava quando se refere às trans já que a cada 48 horas uma pessoa trans é assassinada no Brasil, o que reflete em uma expectativa de 35 anos, metade da média nacional segundo o IBGE. Isso significa na prática a violação do próprio direito fundamental à vida.

A negação da identidade trans constrói barreiras enormes que possam garantir uma vida digna. Muitas e muitos são expulsos de casa, sofrem transfobia na escola e não conseguem emprego. O congresso que hoje poderia ampliar o debate pelo avanço de direitos caminha na contramão ao que se refere aos direitos sociais, o que desencadeia negativamente a visibilidade trans em nosso país e marginaliza as demandas desse grupo. Além disso, Ao longo dos anos, a questão trans sempre fora vista de forma patologizada , é necessário avançar na pauta da despatologização para que as pessoas trans tenham acesso a tratamento hormonal e acompanhamento pelo SUS.

Precisamos entender e respeitar, mas devido a lógica heteronormativa de nossa sociedade pouco compreendemos sobre a identidade de gênero. Socialmente, ao nascer,é designado o gênero de acordo com o sexo. As pessoas que reconhecem seu gênero equivalente ao sexo são cis ou cisgêneros, ao não se reconhecerem no papel de gênero designado são transgêneros.

Precisamos avançar em políticas públicas que possam garantir a possibilidade uma vida digna a estas pessoas com incentivo ao trabalho, atendimento adequado pelo SUS e o respeito à sua identidade. Transfobia não é normal, é crime!

Comissão LGBT da Juventude Revolução

Não à Transfobia! Queremos viver!
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