SÃO PAULO, SP, 15.03.2018: MARIELLE-FRANCO – Manifestantes durante protesto pela morte da vereadora Marielle Franco (PSOL), na avenida Paulista, região central de São Paulo, nesta quinta-feira. (Foto: Kevin David/A7 Press/Folhapress)

No 15 de março de 2018, cerca de 150 alunos da USP se organizaram em manifestação de repúdio pela execução covarde de Marielle Franca, Vereadora do PSOL e recém indicada como relatora da comissão que levantaria os abusos policiais e do exército na intervenção federal militar no Rio de Janeiro, no dia anterior.

A coluna partiu do prédio da História e Geografia na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, contando com alunos organizados nos diversos Centros Acadêmicos, além do Diretório Central dos Estudantes, com duas faixas questionando a morte de Marielle e a intervenção federal militar no Rio de Janeiro. Marcharam em ato até a estação Butantã e depois da Estação Consolação até o MASP, onde houve o encontro com outros estudantes da USP, dos campi EACH – USP Leste e Quadrilátero da Saúde.

Dentre as diversas palavras de ordem esteve presente a “Com Marielle tem mais de mil, tem que acabar com a intervenção no Rio”, demonstrando que os alunos da USP, assim como outros setores da sociedade, já estão se inserindo no debate e tendo consciência que este é um acirramento do golpe com militarização e violência. Tal debate é de extrema importância para a discussão e construção dos movimentos e comitês em defesa da democracia e do direito de Lula ser candidato, colocando a sociedade como um todo em marcha contra o golpe.

Neste sentido, o assassinato covarde de Marielle causou grande comoção entre os militantes que se sentiram diretamente atingidos, pois sua morte reflete um aspecto político, no qual a elite, descaradamente, executou-a por representar uma ameaça ao seu projeto de extermínio e perseguição aos trabalhadores e os seus representantes de classe. Tal comoção esteve presente também em toda a população negra brasileira que é massacrada cotidianamente devido a uma sociedade com valores racistas e opressores. O ato do dia 15, construido de um dia para o outro, foi claramente um ato de massas, onde a esquerda organizada se via unida junto a população e diversos coletivos e movimentos negros da cidade de São Paulo, em grito uníssono, bradando alto e claro: Marielle presente!

Gian – militante da Juventude Revolução, na USP atua no Balaio: núcleo de estudantes petistas da USP
Jeffinho – militante da Juventude Revolução, na USP atua no Balaio: núcleo de estudantes petistas da USP
Daniel – militante da CNB, atua no Balaio: núcleo de estudantes petistas da USP

Nenhuma Marielle a menos: fora intervenção no Rio
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