O dia 10 de abril foi um dia vitorioso para o movimento estudantil. Três mil estudantes, técnicos e professores pararam suas atividades e saíram às ruas em defesa da Universidade de Brasília. Há tempos nossa universidade vem enfrentando um ajuste fiscal que gera problemas como cortes nas bolsas de pesquisa, demissão do quadro de terceirizados, estagiários, proposta de aumento do RU e lida com a possibilidade de fechar as portas no final do semestre caso a situação não altere.

A paralisação tinha como intuito negociar o orçamento da UnB que hoje se encontra congelado e nas mãos do MEC. Desde a PEC 55, o acesso a verba virou um balcão de negócios, tornando refém a comunidade acadêmica que paga a conta da crise em prol do pagamento de dívida para banqueiro.

Desde as 11h aguardávamos ser recebidos pelo MEC para negociar. Porém, iniciada a negociação às 13:50, o confronto entre polícia e provocadores, os quais estavam mascarados e não havia possibilidade de identificar, deu argumento para o MEC interromper a negociação que as entidades pretendem retomar o mais rápido possível. Saudamos a postura das entidades de manter o objetivo do ato em instalar a mesa de negociação e apresentar as reivindicações.

O ato terminou com três estudantes detidos e uma estudante gravemente ferida. Esse Estado de Exceção que hoje reprime duramente o movimento dos estudantes e trabalhadores é o mesmo que retira direitos, sucateia nossa universidade e condena sem provas, como o caso de Lula.

Alguns estudantes ocuparam o prédio da FNDE após dispersão do ato. Nesse momento, uma comissão intitulada “Comissão Popular da UnB” após organizar atividade pública pressionando reitoria a prestar contas publicamente, ocupa a reitoria em uma assembleia convocada sem a presença das entidades estudantis e dos trabalhadores. Em meio a esta crise precisamos identificar quem são nossos inimigos. Discordamos de como a reitoria vem cedendo a pressão para cumprir o ajuste fiscal, onerando trabalhadores terceirizados, estagiários e estudantes, mas não podemos comprar o discurso do MEC que hoje joga a responsabilidade da crise para as universidades. O combate nesse momento é pela autonomia universitária e recomposição do orçamento!

Em meio a isso o ministro golpista sugere uma auditoria das contas da universidade, como se de fato o problema estivesse na gestão do orçamento disponível. Acreditamos que a mais ampla unidade, a partir de um movimento de massas, poderá barrar o contingenciamento do orçamento e abrir caminho para conquistas. Chamamos a todos estudantes a nesse momento engrossar a mobilização, em unidade com os trabalhadores para defendermos a Universidade de Brasília e resistirmos ao ajuste fiscal que destrói a Educação pública.

Juventude Revolução – Distrito Federal e entorno

Estudantes ocupam as ruas de Brasília em defesa da UnB
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