As tarefas do movimento operário feminino na República Soviética

As tarefas do movimento operário feminino na República Soviética

Discurso de V. I. Lênin na IV Conferência de operários sem partido da cidade de Moscou 23 de setembro de 1919 Camaradas! Sinto-me feliz de trazer minha saudação à Conferência das Mulheres Operárias. Permitir-me-eis não tratar dos assuntos e dos problemas que hoje, necessariamente, preocupam mais que qualquer outra coisa todas as operárias e todos os elementos conscientes das massas trabalhadoras. Os problemas mais candentes são os do pão e de nossa situação militar. Mas, segundo o que apreendi dos informes de vossas reuniões, publicados nos jornais, esses temas foram aqui analisados exaustivamente pelo camarada Trotski, no que se refere ao problema militar, e pelos camaradas Jakovleva e Sviderski, no que concerne ao pão; permiti-me, portanto, não tratar dos mesmos.

O que foi a Revolução de Outubro?

O que foi a Revolução de Outubro?

A Revolução Russa de Outubro está completando 99 anos neste 7 de novembro. Pode parecer estranho, mas a diferença de datas se deve ao fato de que na época a Russia utilizava outro calendário, alguns dias atrasados em relação ao nosso. Próxima de seu centenário, a Revolução Russa de 1917 é sem dúvida o acontecimento político mais importante do século XX.  Um acontecimento que deve ser estudado  detalhadamente por cada militante revolucionário. Em função disso publicamos abaixo –  e em breve lançaremos na forma de cartilha – o texto do revolucionário, fundador do Exército Vermelho, Leon Trotsky, um dos principais líderes desta Revolução, ao lado de Lenin. O texto  intiulado “O que foi a Revolução de Outubro” é na realidade a transcrição de uma palestra de Trotski proferida a jovens da Social Democracia Dinamaquesa, em 1932. Este é o primeiro de uma série de textos sobre a Revolução que vamos publicar, buscando preparar as nossas jornadas de formação para o verão. —————————————————- O QUE FOI A REVOLUÇÃO DE OUTUBRO? –  LEON TROTSKY Queridos ouvintes: Permiti-me, em primeiro lugar, expressar-vos meu sincero pesar por não poder falar em língua dinamarquesa, ante um auditório de Copenhague. Não sabemos se os ouvintes perderão algo por isto. No que concerne ao conferencista, a ignorância do idioma dinamarquês impede-o de estar em contato direto com a vida e a literatura escandinavas. O que supõe um grande inconveniente! O idioma alemão, ao qual recorro para tais misteres, é poderoso e rico; mas, a “minha língua alemã” é bastante limitada. Ademais, quando se trata de questões complicadas, não é possível explicar com a mesma liberdade que se tem quando se fala a própria língua. Portanto, peço, antecipadamente, desculpas ao auditório. Estive pela primeira vez em Copenhague para participar do Congresso Socialista Internacional e guardei sempre grata recordação de vossa cidade. Mas, já vai um quarto de século. No Ore-Sund e no fiords,  a água renovou-se muitas vezes. E não somente a água. A Guerra rompeu a coluna vertebral do velho continente europeu. Os rios e os mares da Europa arrastaram muito sangue. A humanidade, tornou-se em particular a sua parte européia, atravessou duas provas. Tornou-se mais sombria. Mais brutal. Todas as formas de luta tomaram aspectos ainda mais duros. O mundo entrou numa época de grandes mudanças. Suas exteriorizações extremas são a guerra e a revolução. Antes de abordar o tema de minha conferencia – a Revolução – julgo um dever expressar meus agradecimentos aos organizadores deste ato, à Associação de Copenhague de Estudantes Social-Democratas.  Faço-o na qualidade de adversário político. É verdade que a minha conferencia trata de questões histórico-científicas. É, porém, impossível falar de uma revolução, como a que criou a República dos Sovietes, sem tomar uma posição política. Na qualidade de conferencista minha bandeira continua a mesma: a mesma bandeira sob a qual participei da Revolução Outubro. Até a guerra, o Partido Bolchevique pertenceu à socialdemocracia internacional. A 4 de agosto de 1914, o voto da Social-Democracia alemã em favor dos créditos de guerra,

Lênin: Materialismo Dialético e Anarquismo

Lênin: Materialismo Dialético e Anarquismo

Publicamos abaixo um texto do dirigente da Revolução Russa Vladimir I. Lenin. Na forma de uma polêmica com Anarquistas, o texto é um importante condensado sobre o método de análise marxista: o materialismo dialético. Nossa intenção é publicar em breve este texto na forma de uma cartilha, nos mesmos moldes das que já estão disponíveis para download em nosso site. ———————— Não somos dos que quando se menciona a palavra “anarquismo” viram com desdém as costas e, com um gesto de repulsa, dizem: “Tendes a liberdade de ocupar-vos disso; mas não vale sequer a pena falar no assunto!” Julgamos que semelhante “critica” barata é indigna e infecunda. Não somos tampouco dos que se consolam pensando que os anarquistas “não tem apoio de massa” e por isso não são, afinal, tão “perigosos”. Não se trata de saber quem é seguido por “massa” maior ou menor”, trata-se da substância da doutrina. Se a “doutrina” dos anarquistas exprimir a verdade é obvio então que ela necessariamente abrirá o caminho para si e reunirá em torno de si a massa. Se, pelo contrario, for inconsistente e alicerçada numa base falsa, não subsistirá por muito tempo ou ficará suspensa no ar. A inconsistência do anarquismo deve, portanto, ser demonstrada. Julgamos que os anarquistas são verdadeiros inimigos do marxismo. Por conseguinte, reconhecemos também que, contra inimigos verdadeiros, é preciso travar uma luta verdadeira. E por isso é necessário examinar a “doutrina” dos anarquistas de alto a baixo e colocá-la à prova sistematicamente em todos os aspectos. Mas além da critica dos anarquistas é necessária uma explicação da nossa posição e, portanto, uma exposição sumária da doutrina de Marx e Engels. Isso é tanto mais necessário quanto alguns anarquistas difundem uma falsa versão do marxismo e causam confusão na cabeça dos leitores. Metamos, pois, mão à obra. No mundo tudo se move… transforma-se a vida, crescem as forcas produtivas, as velhas relações sociais são destruídas… O eterno movimento e a eterna destruição-criação: tal é a essência da vida. Karl Marx (Miséria da filosofia). O marxismo não é só a teoria do socialismo; é uma concepção completa do mundo, um sistema filosófico do qual emana logicamente o socialismo proletário de Marx. Esse sistema filosófico chama-se materialismo dialético. Por que esse sistema se chama materialismo dialético ? Porque o seu método é dialético e a sua teoria materialista. Que é o método dialético? Que é a teoria materialista? Diz-se que a vida consiste num incessante crescimento e desenvolvimento, e isso é verdadeiro: a vida social não é algo de imutável e cristalizado, não se detém nunca no mesmo nível, está em eterno movimento, num eterno processo de destruição e de criação. Não era por acaso que Marx dizia que o eterno movimento e a eterna destruição-criação são a substância da vida. Por isso na vida existe sempre o ‘novo’ e o ‘velho’, o que cresce e o que morre e, ao mesmo tempo, incessantemente, sempre, algo nasce… O método dialético diz que é preciso considerar a vida como ela

Universidades federais devem ter corte de até 45% nos investimentos

Universidades federais devem ter corte de até 45% nos investimentos

  [Reproduzimos abaixo a matéria publicada no Estadão no dia 11/08] O governo federal prevê cortar até 45% dos recursos previstos para investimentos nas universidades federais em 2017, na comparação com o orçamento deste ano. Já o montante estimado para custeio deve ter queda de cerca de 18%. Segundo cálculos de gestores, serão cerca de R$ 350 milhões a menos em investimentos para as 63 federais – na comparação com os R$ 900 milhões previstos para o setor neste ano. As instituições já vivem grave crise financeira, com redução de programas, contratos e até dificuldades para pagar contas.

Sugestão de leitura: A Proletária, de Rosa Luxemburgo

*Título original: Die proletarierin. Publicado originalmente em Sozialdemokratische Korrespondenz, n.27, 5 mar. 1914 Faça aqui o download O dia da proletária [2] inaugura a semana da social democracia. O partido dos deserdados coloca a sua coluna feminina no front ao partir para a dura luta pela jornada de oito horas, a fim de espalhar a semente do socialismo sobre novas terras. E a igualdade de direitos políticos das mulheres é o primeiro mote que ela levanta, ao se prestar a recrutar novas seguidoras em prol das reivindicações de toda a classe trabalhadora.