Está se tornando cada vez mais comum no interior de Alagoas, a contratação de empresas de segurança privada para eventos públicos realizados pelas prefeituras municipais. No último carnaval, as cidades de Murici e Paripueira contaram com a presença de dezenas de seguranças privados que estariam agindo de forma truculenta, espancando, algemando e até prendendo pessoas, em sua maioria jovens. O grupo utilizava um fardamento semelhante ao utilizado pelos militares do BOPE: fardas pretas, boinas, coletes, cacetetes, além de armas de choque e algemas que são de uso restrito.

O jornal ‘Gazeta de Alagoas’ flagrou 6 seguranças prendendo e algemando um jovem que não esboçava reação no bloco ‘Tudo Azul’ na cidade de Murici. Outro flagrante também foi feito pela TV gazeta, que exibiu imagens do carnaval de Paripueira, onde um homem é imobilizado e levado por um grupo de seguranças. Eles passam em frente a policiais militares que permanecem alheios à situação.

O secretário de estado e defesa social de Alagoas, Dário César falou sobre a irregularidade na atuação dos seguranças. “O que preocupa nessas ações é que esses grupos se portam como polícia. E aí você verifica pessoas uniformizadas, ostentando algemas metálicas, algemando pessoas e fazendo o papel policial, quando havia policiais para isso no evento”, afirmou. Uma documentação está sendo preparada para ser enviada a Polícia Federal, Ministério Público Estadual e Conselho de Segurança de Alagoas para que também investiguem o caso.

Durante o bloco ‘Tudo Azul’ em Murici, um policial militar (fora de serviço) foi preso em flagrante, acusado de matar um jovem e ferir outros dois no desfile do bloco. A confusão iniciou após um dos foliões ter levado um choque elétrico de um dos aparelhos usados pelos seguranças privados. Segundo as duas prefeituras, a contratação dos seguranças seria para auxiliar o trabalho da PM, considerado insuficiente para eventos de grande porte que são realizados na cidade.

Reflexo do desmantelamento dos serviços públicos no Estado é inaceitável a contratação dessas verdadeiras ‘milícias’ que tratam com brutal violência os trabalhadores e principalmente a juventude negra nos eventos públicos.

Zazo, é militante da JR em Alagoas

Fotos: José Feitosa/Gazeta de Alagoas

Jovens alagoanos sofrem violência de segurança privada!

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