Na tarde do dia 25/01 a empresa de mineradora Vale S.A cometeu mais um crime contra a classe trabalhadora, contra o meio ambiente, os povos tradicionais e os trabalhadores foi aplicado. A mina 1 da barragem do feijão, localizada em Brumadinho-MG, se rompeu levando lama a dejetos ao decorrer do leito do rio Paraupebas. A Vale é a mesma empresa que há 3 anos controlava a SAMARCO, responsável pelo rompimento da Barragem do Fundão no município de Mariana-MG que deixou 19 mortos.

O corpo de bombeiros do estado de Minas Gerais aponta 400 desaparecidos, entre eles componentes das comunidades ribeirinhas do leito do rio Paraupebas, cidadãos do município de Brumadinho e em sua maioria trabalhadores da Vale S.A. É importante frisar que o ocorrido em Brumadinho não é um acidente, e sim um crime ambiental.

O crime ambiental de responsabilidade da Vale S.A, começa com a privatização da Cia Vale do Rio Doce pelo tucano Fernando Henrique Cardoso em 1997, vendida por míseros 3 bilhões de reais

A flexibilização da legislação ambiental brasileira, a entrega da Amazônia ao agronegócio e os constantes ataques aos povos tradicionais brasileiros (índios, quilombolas, ribeirinhos…) mostram que Bolsonaro e seus ministros compactuam com a submissão das políticas do Estado brasileiro ao interesse das grandes mineradoras. Afinal, para Salim Mattar, secretário de privatizações do governo, “a sociedade está sacrificando a companhia, quando deveriam ser sacrificadas as pessoas que tomaram as atitudes (…) A companhia não fez mal a ninguém, o CNPJ não fez mal a ninguém (…) Os erros foram cometidos por seres humanos e essas pessoas é que devem pagar e não a companhia”.

Está certo Betão, deputado estadual do PT, eleito por Minas Gerais, e membro do Diálogo e Ação Petista (DAP): “A Vale é uma multinacional, que tem o ‘benefício do Estado’ com isenções fiscais, mas não cumpriu sequer com as parcas obrigações decididas pela Justiça em relação ao rompimento da barragem do Fundão. Além disso, a empresa está demonstrando que também não se preocupa com a vida de seus próprios trabalhadores. O rompimento da barragem atingiu sua sede administrativa e um restaurante onde vários de seus funcionários almoçavam. Falam em centenas, com a possibilidade de um número muito maior! Nem mesmo seus empregados sabem se voltarão para suas famílias após horas de trabalho! Para a Vale só interessa o lucro!”

Por isso, nós da Juventude Revolução do PT estamos junto as entidades estudantis para lutar em defesa dos direitos da juventude e da classe trabalhadora, contra as privatizações. Não podemos deixar, nem um só segundo, de denunciar as crimes das grandes mineradoras no Brasil e do governo antipopular e autoritário de Bolsonaro que segue sendo conivente com práticas contra o meio ambiente e o povo brasileiro.

Yuri, militante da JR-MG

Mais um crime da Vale!
Classificado como:        

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *