Por mais que a grande mídia se esforce para apresentar um cenário de avanço, após a aprovação da reforma trabalhista e durante dois de gestão do vampiro Temer, o desemprego continua com taxas críticas. Isso não é porque o povo passou a procurar emprego, como o vampirão disse, mas sim por uma sucessiva política de desmontes de direitos e flexibilização da CLT joga os trabalhadores, em especial a juventude, para um terreno de desesperança.

Desde o ano passado, diversos juristas, entidades do movimento sindical e partidos políticos vinham alertando sobre as perigosas consequências da reforma trabalhista para o povo brasileiro. A Associação Nacional dos Magistrados na Justiça do Trabalho apontou as diversas inconstitucionalidades propostas pela reforma trabalhista ferindo preceitos constitucionais conquistados com muita luta pelos trabalhadores, como a possibilidade de terceirizações nas atividades principais das empresas, negociado valendo sobre legislado, entre outros dispositivos da reforma.

Segundo dados do IBGE de março, não houve muito o que comemorar no mês do trabalhador, visto o aumento de 12,3 milhões de desempregados para 13,7 milhões nos primeiros três meses de 2018. Dentro dessa taxa nada animadora surge um elemento importante a destacar: 4,6 milhões de pessoas entraram em desalento, ou seja, desistiram de procurar emprego. A maior parte desse grupo tem características específica: são jovens negros e pardos que são jogados ao desalento sumariamente.

A Reforma Trabalhista, vendida ao povo como a solução para o desemprego, tem mostrado resultados nada agradáveis. Ao todo são 27,7 milhões de Brasileiros que se encontram na chamada taxa de subutilização da força de trabalho (agrega desocupados, os subocupados por insuficiência de horas e a força de trabalho potencial), o que representa 24,7% da população do nosso país. Essa é a maior taxa desde 2012 e o legado deixado pelo golpe em dois anos de gestão.

Desde 2016 a taxa de desemprego para a juventude não fica abaixo dos 24%. Quase um terço dos jovens(28,1%) entre 18 e 24 estão desocupados. Com isso, somos jogados para a informalidade, subempregos e falta de esperança, já que ao mesmo tempo que cresce a taxa de desemprego, muitos jovens são obrigados a interromper o sonho de uma graduação, visto que são obrigados a trabalhar para complementar a renda. Ao mesmo tempo, diante da falta de oportunidade, muitos jovens veem nas drogas uma “saída”. Graças a Reforma Trabalhista, a perspectiva de futuro é roubada e a juventude é lançada aos milhares no consumo de drogas e no tráfico.

O desemprego e o sonho da graduação
No ano de 2017, 170 mil jovens abriram forçadamente mão da graduação para garantir a sobrevivência. Um dos elementos que ajudaram nisso foram as regras mais rígidas de financiamento da educação, foram 98,9 mil contratos, muito distante dos 732,7 mil contratos do Fies estabelecidos em 2014 durante o governo Dilma.

A fórmula cruel do golpe deixa rastro de destruição por onde passa. Para garantir a destruição dos direitos, aplica uma série de medidas que influenciam diretamente sobre a vida de diversos brasileiros, as principais vítimas são mulheres e pretas. Porém, enquanto Temer tenta tirar nossos sonhos, o povo resiste e aponta uma saída!

Lula hoje é o candidato escolhido pela juventude e pelo povo para resolver essa crise. O mesmo se pronunciou pela federalização do Ensino Médio, pela revogação da Reforma Trabalhista, da Reforma do Ensino Médio e demais medidas do golpista Temer. Além disso, aponta uma saída para a crise econômica e das instituições com uma Constituinte Soberana para retomar o país nos trilhos e abrir portas para a esperança do povo.

Lutar por sua liberdade e pelo seu direito democrático de ser candidato é a principal campanha nesse momento. É hora de dar a resposta nas ruas para a crise enfrentada! Construa um comitê Lula Livre no seu bairro, faculdade, escola e lute conosco por um futuro digno para a juventude!

Victor Carvalho, membro do CNJR e militante da Juventude Revolução DF.

O legado do desemprego e falta de acesso ao ensino superior deixado pela Reforma Trabalhista
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