As eleições estão chegando, a perspectiva de futuro da juventude está em jogo. No ensino superior privado os estudantes se endividam com o novo FIES e têm cada vez mais disciplinas à distância. Os prounistas enfrentam uma cláusula de desempenho sufocante. As universidades públicas são destruídas pela EC 95 que gera redução de bolsas, paralisação de obras e demissões de funcionários.

Quando os jovens se mobilizam, se chocam com o estado de exceção. Ações de provocação, perseguição e violência da polícia são cada vez mais escancaradas. Não podemos tolerar atos como a invasão do DCE da UFF, investigações contra atividades políticas na UFSC e fiscalização de ementas na UNB.

Em seu último congresso, a UNE decidiu defender o direito da candidatura de Lula, caçada pelo TSE num processo injusto e ilegal, e apontar a realização de uma Constituinte para avançar nas reformas que o povo deseja. Porém, no CONEG que aprovou a plataforma eleitoral dos estudantes, optou por não apoiar nenhum candidato. A sua direção, liderada pela UJS (que é ligada ao PCdoB de Manuela, vice de Haddad), prefere jogar peso numa campanha “Bolsonaro Não”. A quem serve essa decisão? É um equívoco a maior entidade dos estudantes brasileiros ficar neutra quando está em jogo o futuro do país e dos jovens.

Fernando Haddad, o candidato de Lula, é a alternativa para derrotar aqueles comprometidos com o mercado e as reformas que retiram direitos, incluindo Bolsonaro e Alckmin. Seu compromisso é ampliar verbas e vagas nas universidades e convocar a Constituinte para revogar as medidas dos golpistas como a EC 95 e a reforma do ensino médio e a partir daí reformar o judiciário, a mídia e regulamentar a mídia.

O rápido crescimento de Haddad nas pesquisas mostra que os trabalhadores e jovens do Brasil têm lado, é desse lado que a UNE tem de estar para avançar em suas pautas históricas como a defesa do petróleo e da Petrobras e retomar as vagas e programas que mantém o estudante na universidade.

É o voto 13 desde o primeiro turno que pode derrotar o golpe. Agora é a hora da UNE chamar o voto 13, entrando de cabeça na campanha.

Como disse Lula em carta ao povo brasileiro: “peço que votem em Haddad para presidente e nos nossos candidatos a governador, deputado e senador para construirmos um país mais democrático, com soberania, sem a privatização das empresas públicas, com mais justiça social, mais educação, cultura, ciência e tecnologia, com mais segurança, moradia e saúde, com mais emprego e salário digno”.

Convidamos todos os estudantes e Centros Acadêmicos a participar de comitês nas escolas e universidades, organizar panfletagens, bandeiraços e fazer vídeos em todo o país chamando o voto 13!

Hélio Barreto, Executiva da UNE

Pela educação eu voto 13!
Classificado como:                                        

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *