Durante os dias 26 e 27 de outubro, a JRdoPT esteve reunida em Salvador na sua Plenária Nacional. Abaixo segue a resolução política adotada pela plenária.

A situação no nosso país se agravou com a eleição do governo Bolsonaro. A continuidade da prisão do Lula escancara que a lava jato é uma farsa. O judiciário tem lado e persegue. Os militares ameaçam. A juventude está sendo empurrada para um beco sem saída. Não temos outra escolha a não ser resistir. 

Para enfrentar a turbulência, caminhamos no último ano junto com o PT ao nos tornarmos a Juventude Revolução do PT. Estivemos lado a lado com vários jovens que não toleram ver seu futuro ameaçado e querem dar um passo além do ato de assinar uma ficha de filiação do PT.

Nesse ano que se comemora 30 anos da Juventude Revolução do PT, é preciso dar um passo a mais, nos lançarmos na construção de uma organização de massas que seja autônoma e ponto de apoio para a juventude conquistar direitos e alcançar sua libertação das amarras do capitalismo. Uma organização que decida democraticamente o que fazer, acertando, errando e aprendendo, que tenha sua própria arrecadação, que possa agir sem pedir autorização. Uma organização capaz de lutar para defender nosso presente e nosso futuro digno.  

Aquele que sabe que é negro
o coro da gente e segura a 
batida da vida o ano inteiro”

O desemprego atinge em cheio aos jovens que se vêem empurrados para os postos de trabalho informal sem nenhum direito ou para o trabalho formal precarizado pela reforma trabalhista. Casos de violência contra as mulheres e LGBTs aumentam a cada dia.

Olhando para o RJ vemos crescer o genocídio da juventude negra e pobre, a exemplo do assassinato de Ágatha Felix. Tentam acabar com a cultura e o lazer com a criminalização dos bailes, como fizeram ao prender Renan da Penha. Tentam tirar a liberdade da juventude em viver e se expressar. 

O governo federal quer privatizar as universidades federais com o Future-se, os governos estaduais tentam implementar as Organizações Sociais – OSs nas escolas e universidades estaduais. As empresas multinacionais querem de bandeja as riquezas do povo como, por exemplo, o pré-sal, enquanto o meio ambiente é destruído como vimos na Amazônia e no vazamento criminoso de óleo nas praias do Nordeste, ou mesmo no crime de Brumadinho – MG. A resistência em defesa dos territórios e dos direitos no campo e nas águas existe e se confronta com o aumento da repressão. Tudo isso coloca a necessidade de retomar a soberania nacional, reestatizando a Vale, por exemplo. 

Precisamos combater o obscurantismo desse governo que empurra os jovens para a ignorância, a desinformação e a intolerância. Querem censurar nosso pensamento, nossa cultura, nos impedir de nos manifestar nas ruas, nas comunidades e nas escolas. Queremos um basta! Defendemos nosso direito de ser jovem, de ter liberdade, de poder nos expressar! 

Para fazer esse combate, a JRdoPT precisa ser um ponto de apoio nas lutas que extrapolem o movimento estudantil para somar forças à resistência e dar fim a este governo autoritário. Devemos nos dirigir amplamente aos jovens que querem lutar por suas pautas. 

A resistência se expressa também em vários países contra retirada de direitos e o obscurantismo de governos de maneira explosiva, com milhares nas ruas, de forma espontânea e sem passar necessariamente pelas organizações tradicionais desgastadas por aplicar a política do imperialismo. Na França, por exemplo, os “Coletes Amarelos” se tornaram um movimento de milhares nas ruas contra as medidas adotadas pelo presidente Macron. A América Latina neste momento ferve com milhares nas ruas do Equador e no Chile contra a violência dos governos. Na Argélia, há oito meses ocorrem manifestações semanalmente com as massas nas ruas, incluindo jovens, por “Fora todos! Fora regime!” e pela liberdade dos presos políticos, entre eles, Luisa Hanune secretária geral do PT argelino a qual nós nos solidarizamos e aderimos a campanha internacional de libertação que deve ser reforçada ampliando e criando novas iniciativas. Como disse Lula “O atropelo ao direito e à democracia, os processos judiciais manipulados para aprisionar, sem provas, lideranças do povo, seja no Brasil, seja na Argélia, acobertam interesses econômicos de entrega dos recursos que pertencem à nação e aos estrangeiros, contrários à soberania nacional.”

Essas experiências nos mostram de que a mobilização é o único caminho para virar o jogo. 

“Eu ponho fé é na fé 
da moçada que não foge da 
fera e enfrenta o leão”

A situação é incerta e precisamos apontar uma perspectiva como saída política em uma situação em que se prepara uma explosão social no país. Queremos o fim do governo Bolsonaro, mas não para assumir o vice Mourão ou o deputado Rodrigo Maia convocar novas eleições com as mesmas regras. Isso por si só não resolve. O problema é que todo o sistema tá podre, basta ver o Congresso Nacional que aprova a reforma da previdência e retira outros direitos, e esse judiciário que mantém Lula preso político. 

No 7º Congresso do PT defendemos que é necessário tirar o Lula da cadeia, eleger um governo do PT e não parar por aí. É preciso uma constituinte para fazer aquilo que o Lula disse que se arrepende de não ter feito: a reforma política, a reforma tributária, a reforma agrária e tantas outras medidas que atendem reivindicações históricas da juventude. 

Lula Livre!

Devemos ajudar a expandir a campanha Lula Livre criando iniciativas das mais diversas e envolver os jovens que se simpatizam com essa luta. Para nós, lutar pela liberdade do Lula é enfrentar essas instituições apodrecidas que atacam a democracia e tiram da juventude a possibilidade de sonhar. 

O judiciário partidário sustenta essa condenação sem provas, está escancarado com os vazamentos do Intercept, foi quem colaborou para que hoje, sem Lula nas eleições, tivéssemos Bolsonaro como presidente tentando passar com rolo compressor por cima de tudo que conquistamos.

“Eu vou à luta com essa
juventude que não corre da
raia a troco de nada”

Nesse momento que acontece o 7º Congresso do PT reafirmamos: Precisamos de uma JPT autônoma. É necessário aprofundar esse debate para poder organizar os jovens petistas que cresce cada vez mais. Defendemos que a JPT esteja nos bairros juntos com os  jovens ao invés de estar enfiada nos gabinetes e reuniões nas cúpulas. 

O Processo de Eleições Diretas do PT – PED confirma a própria natureza degenerada e afasta a participação dos jovens com a ausência de discussão política e guerra pela contagem de garrafinhas. As cotas geracionais são uma falsa saída para participação dos jovens. Na prática, nas instâncias de direção são tratados como decorativos e nas chapas são chamados apenas para garantir a validade da inscrição das chapas. Queremos muito mais! Queremos ser parte viva e ativa em todos os espaços do partido. 

Queremos ajudar a defender as bandeiras históricas do nosso partido. Foi isso que a JPT fez ao questionar o governador Rui Costa quando falou em cobrar mensalidade na universidade pública. Privatizar não é coisa do PT! 

“Eu vou no bloco dessa mocidade
que não tá na saudade e 
constrói a manhã desejada!”

Lado a lado dos trabalhadores seguiremos nessa batalha. É possível derrotar o Bolsonaro! É possível retomarmos o nosso futuro pelas mãos! Vem com a gente construir essa organização autônoma de juventude para construirmos a nossa manhã desejada!

 Participe das nossas reuniões de núcleo! 

Filie-se ao PT!

Por uma organização autônoma de juventude
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