No ultimo dia 12 de Outubro, a Organização das Nações Unidas (ONU) renovou por mais um ano a presença da MINUSTAH, que ocupa o Haiti há oito anos e cujo comando é das tropas brasileiras, mostrando mais uma vez como esta instituição está a serviço do Imperialismo.

E embora o secretário geral da ONU Ban Ki-Moon tenha “recomendado” diminuir o efetivo, ele deu o recado pela continuação da ocupação: “Reafirmando minha vontade de continuar a concentrar as atividades da missão, recomendo ao Conselho de Segurança prorrogar seu mandato por mais um ano, até novembro de 2013” (Haiti Liberté, 12 de setembro)

Prorrogar o que? A epidemia de cólera levada ao Haiti pelas tropas do Nepal que já mataram mais de 7 mil haitianos? Prorrogar os estupros realizados pelos soldados da ONU? A repressão as manifestações dos trabalhadores por melhores condições de vida? Prorrogar a invasão a universidades haitianas, assassinatos e os mais diversos abusos?

São oito anos no Haiti e nada foi resolvido, muito pelo contrário, a situação só se agrava, o custo de vida é muito alto, o salário mínimo custa o equivalente a 10 reais por dia, o preço dos alimentos só aumentam, e tudo isso aprofundado agora pelo governo de Marthelly, fantoche do imperialismo estadunidense, eleito imerso em meio a fraudes, processo que as tropas garantiram com grande êxito, defendendo os interesses das grandes potencias.

Foi frente a essa situação que o comitê “Defender o Haiti é Defender nós mesmos” da Assembléia Legislativa de São Paulo, do qual a JR faz parte, atendendo ao chamado de diversas organizações haitianas e internacionais que lutam pela retirada das tropas da ONU do Haiti, pediu uma audiência a Ban Ki-Moon para mostrar os relatos dos diversos abusos e a situação caótica que se encontra o Haiti, a fim de exigir a retirada imediata das tropas da ONU.

Nós da Juventude Revolução –IRJ que defendemos a posição da retirada imediata das tropas, e estamos na luta junto a organizações brasileiras, haitianas e de diversos outros lugares do mundo, afirmamos a necessidade da soberania haitiana e o acesso do seu povo aos serviços públicos fundamentais, que são contraditórios com a presença de tropas que em oito anos nada resolveram!

Seguiremos firmes na batalha pelo fim da ocupação da ONU, exigindo do governo brasileiro a imediata retirada das tropas, em solidariedade ao povo haitiano e seu direito à autodeterminação!

Edielson Moreira, é membro do Conselho Nacional da JR

Retirada imediata das tropas da ONU do Haiti! Nenhum dia a mais de ocupação!