PM assassina moradora em bairro de Salvador

PM assassina moradora em bairro de Salvador

No dia 28 de outubro de 2019 a Polícia Militar do Estado da Bahia assassina mais uma vítima em uma das comunidades da cidade de Salvador. Os moradores realizavam uma manifestação contra a falta de água há três dias no bairro Jardim das Margaridas, no Conjunto Bosque das Bromélias, quando a Polícia Militar chegou efetuando disparos. Uma moradora, que estava em sua casa, foi atingida fatalmente no peito por uma bala de FUZIL, que atravessou a parede da casa e atingiu também a sua mãe. A moradora deixa uma filha de 11 meses. O caso foi distorcido por emissoras de TV, como a RECORD, que foi expulsa da comunidade pelos moradores por tentar esconder a realidade, inocentando os Policiais, noticiando que houve troca de tiros com bandidos, versão mentirosa contada pela PM. Ela não é a primeira vítima da PM no Bosque das Bromélias. Alguns meses atrás, um estudante de 21 anos, após entrada de viaturas da Polícia no bairro já atirando, correu para um prédio, foi perseguido, assassinado dentro de um apartamento e teve seu corpo arrastado do último andar pelos policiais. É isso que o sistema reserva para a maioria negra e pobre das periferias do Brasil. Bolsonaro e seu ministro, Sérgio Moro, que prendeu Lula sem provas, querem legalizar esse genocídio com a aprovação do pacote anticrime, dando carta branca para a polícia matar. Não podemos aceitar que práticas genocidas sejam repetidas pela Polícia Militar que é comandada por um governo petista, como aqui na Bahia. Rui Costa, basta do genocídio à juventude negra! Parem de nos matar, queremos viver! Assim no próximo dia 20 de Novembro, dia em que Zumbi dos Palmares, um dos maiores líderes da comunidade negra foi assassinado, ocuparemos as ruas para exigir o Fim do extermínio da juventude negra e pobre e o fim da Polícia Militar! AL

Atividade cultural em escola discute violência institucional

Atividade cultural em escola discute violência institucional

“Segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP), foram registrados 170 homicídios cometidos por policiais em todo o mês de agosto, esse número corresponde ao total de 5 mortes por dia no Rio de Janeiro, estado que, nos seus cinco primeiros meses com Witzel teve recorde de mortes violentas causadas por policiais. De janeiro a maio, o número passava já das 700 mortes.” ( O caso Ágatha e a política de extermínio da juventude no Brasil – http://tiny.cc/vwqydz) Na ultima sexta-feira, dia 04/10, a Juventude Revolução do PT de Juiz de Fora organizou uma atividade cultural com a presença de MC Sp, Da Lagoa do grupo Sararau Crioulos e Gustavo Bolonha da crew Flow Killa. A atividade teve o intuito de abordar a violência institucional e policial no Brasil e em Minas Gerais que afeta cotidianamente diversos jovens como no caso de racismo na UFMG em que seguranças da instituição agrediram um ex-estudante negro que iria se matricular num curso, e a agressão ocorreu porque, de acordo com a segurança o rapaz estava lá para “roubar os estudantes” (leia aqui nota sobre o caso) Na Escola Estadual Maria Ilydia, no bairro Furtado, mcs, poetas slammers, bboys se apresentaram para cerca de 150 estudantes que estiveram atentos às mensagens que foram passadas. Inclusive estudantes da escola se animaram e também apresentaram suas letras, suas rimas e alguns até se arriscaram em apresentar alguns passos de breaking. Nos intervalos das apresentações artísticas pudemos conversar sobre a morte de Agatha Felix, criança de 8 anos que nos Rio de Janeiro foi baleada com tiro de fuzil, que infelizmente não foi a primeira e nem foi a última – depois dela outras crianças foram vitimadas, mas que com sorte estas sobreviveram.   Pudemos falar sobre a desmilitarização da polícia militar, proposta que – segundo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Centro de Pesquisas Jurídicas Aplicadas da Fundação Getúlio Vargas e Secretaria Nacional de Segurança Pública – 77% da própria PM é a favor, ainda mais no momento em que o índice de suicídio entre policiais só aumenta. E quando este assunto é tratado sempre lembramos da truculenta abordagem feita pela PM, pq eles batem primeiro e perguntam depois desrespeitando o morador, como disse um jovem. Lembramos ainda que a polícia militarizada como conhecemos hoje, é uma herança da ditadura militar brasileira, que surgiu por um decreto em 1969.  Além disso nestes espaços pudemos discutir sobre a política de Bolsonaro que só faz agravar estes números que passarão impunes com o excludente de ilicitude (exclusão de alguma ação ilícita) do PL da morte (pacote “anti-crime) de Sérgio Moro. (Leia mais sobre isso aqui)  Ainda por cima discutimos o absurdo da política de austeridade do governador Zema que se enche de alegria com a ideia de privatizações, que na prática significa expulsar os mais pobres e negros dos espaços, significa expulsá-los das escolas, jogá-los nas ruas num cenário que não há emprego fazendo aumentar ainda mais marginalidade na qual a população negra se encontra.  Leonardo, militante da Juventude Revolução do

Março Vermelho: Por direitos, por futuro!

Março Vermelho: Por direitos, por futuro!

Todo ano a Juventude Revolução se propõe a construir o Março Vermelho, uma série de atividades dedicadas a relembrar a luta das mulheres e construir sua luta nos dias atuais. Se nesse tempo as mulheres trabalhadoras travaram grandes batalhas hoje enfrentamos batalhas diferentes mas igualmente grandes. O sistema capitalista de hoje, na fase dos monopólios, o imperialismo, não consegue atender as necessidades da população num geral e consegue atender ainda menos as demandas específicas das mulheres. Nossa luta está inteiramente ligada à luta pelo fim da exploração de classe porque são as mulheres, sobretudo negras, que predominam nos serviços mais precarizados, por exemplo, com as relações de trabalho mais instáveis e desprotegidas.