[ATUALIZADA ✅] Contribuição ao 15º CONEB da UNE

[ATUALIZADA ✅] Contribuição ao 15º CONEB da UNE

UNE EM DEFESA DOS DIREITOS E DA DEMOCRACIA Acontece em Salvador-BA, de 6 a 10 de fevereiro, o CONEB onde participam delegados eleitos nos Centros e Diretórios Acadêmicos de todo o Brasil. Com esta contribuição queremos ajudar a organizar a resistência estudantil no próximo período para que a UNE lute pelos direitos e democracia.Discuta na sua entidade e vem com a gente! O próximo período será de duras batalhas para os estudantes brasileiros. O resultado eleitoral com Bolsonaro ganhando nos preocupa e exige que organizemos a resistência em defesa dos direitos estudantis. De outro lado, 47 milhões de pessoas que votaram em Haddad do PT demonstram uma resistência importante que deve prosseguir. O governo eleito se mostra na contramão dos nossos anseios. Submetido aos interesses do capital financeiro e cercado de militares, já anunciou privatizar empresas públicas, destruir a previdência social, cobrar mensalidades em universidades públicas e continuar retirando o investimento nas áreas sociais. É um governo autoritário e antipopular, eleito num processo marcado pela fraude eleitoral, afinal o candidato preferido da maioria foi impedido de concorrer, Lula segue preso sem provas num processo de exceção. Bolsonaro teve apoio do sistema que alega combater: STF e TSE ignoraram o seu caixa 2 para disparar fake news no Whatsapp. Tentou censurar a UNE. A justiça foi cúmplice invadindo CAs, interrompendo atividades, confiscando materiais de campanha e censurando a liberdade de expressão. A candidatura do PT perdeu as eleições, mas de pé. Milhares de estudantes se engajaram buscando uma saída política para barrar o golpe e a retirada de direitos, a precarização dos serviços públicos e o desemprego. Em universidades de todo o Brasil houve panfletagens, adesivaços e atos públicos. A luta foi para defender vagas nas universidades públicas, renegociar as dívidas do FIES, defender a assistência estudantil e revogar as reformas de Temer. É certo que os tempos se anunciam difíceis, mas não vamos dar um passo atrás. Organizaremos a resistência em cada universidade e faculdade no país para defender o que conquistamos. DEFENDER OS DIREITOS DOS ESTUDANTES E A EDUCAÇÃO! É tempo de retomar e ampliar o diálogo com os estudantes para organizar a resistência, defendendo os direitos estudantis nas universidades públicas e privadas. Não nos intimidaremos com ameaças de militares, nem da justiça que querem cercear a liberdade de expressão. Lutaremos com intransigência contra tentativas de cobrar mensalidades nas universidades que prejudicará milhares de estudantes que dependem do ensino público. Defenderemos firmemente verbas para assistência estudantil, restaurantes, residências e bolsas. Lutaremos contra o absurdo aumento de mensalidades, os juros no “novo FIES” e critérios de desempenho no Prouni, e o aumento destrutivo do ensino a distância. Precisamos nos juntar em “frentes” que defendam direitos e democracia, lutando pela liberdade de Lula. Não podemos vacilar, porque querem destruir conquistas e aprisionar nosso futuro. Não cabe tentar “frentes amplas” com Carmen Lúcia, PSDB ou Folha de São Paulo como sugeriu a presidente da UNE. Pesou contra nas eleições os 13 anos do PT tentando governar conciliando interesses, buscando uma “governabilidade” política

Golpistas cortam 29% do FIES

Golpistas cortam 29% do FIES

O ministro da Educação, Mendonça Filho, anunciou corte de 29% no Fies (Fundo de Financiamento Estudantil). Com isso o corte no teto de financiamento mensal vai de R$ 7 mil para R$ 5 mil. Isso é equivalente a um corte de R$ 12 mil por pessoa num semestre, sendo o orçamento de antes de R$ 42 mil e agora R$ 30 mil semestral, o que dificulta acesso aos cursos de Medicina nas Universidades Privadas. Além disso o Fies, neste ano, oferece apenas 150 mil vagas, 100 mil vagas a menos do que no ano de 2016. De acordo com a senadora Regina Sousa (PT-PI), que já foi professora, ”o corte pegou muita gente de surpresa e vai aumentar a concorrência.” Isso significa deixar muitos jovens de fora da busca pela especialização; isso significa negar à boa parte da juventude o acesso à educação superior. É um absurdo! Num momento em que a política golpista de Temer anuncia corte de 45% das verbas destinadas às Universidades Federais e outros cortes na educação em geral dificulta o acesso nestas Universidades. E como o aumento do desemprego faz com que boa parte dos jovens tenham que trabalhar para poder ajudar em casa, eles têm menos chance de ter acesso a Universidade Privada sem uma ajuda do governo, o que dificulta ainda mais com o corte de mais de 60% nas vagas do Fies. E para reverter estes cortes como os outros ataques desferidos pelos golpistas contra a juventude e trabalhadores (como a PEC 55 que congela investimentos nas áreas sociais por 20 anos aprofundando o caos social) faz todo sentido a CNTE e ANDES tirarem o dia 15/03 para o começo da Greve Geral na Educação, um passo no sentido da Greve Geral por “Nenhum direito a menos” como propõe a CUT. A Juventude Revolução se dispõe a construir essa luta, lado a lado com os estudantes, mobilizando escolas, grêmios e a juventude a resistir aos ataques do governo golpista. Nenhum direito a menos, Fora Temer! Leonardo Ladeira, Militante da JR-RJ