Nem golpismo nem intervencionismo na Venezuela!

Nem golpismo nem intervencionismo na Venezuela!

Reproduzimos abaixo a nota publicada pelo Coletivo Trabalho e Juventude (aderente do Acordo Internacional dos Trabalhadores) sobre a situação da escalada golpista intervencionista na Venezuela. Para nós, Juventude Revolução do PT, não resta pedra sobre pedra acerca da ofensiva do Imperialismo estadunidense contra a soberania do povo venezuelano. A “crise humanitária” que o país está vivendo faz parte do combate Norte Americano para se apossar do petróleo da Venezuela, assim como foi na Líbia, Síria, Iraque. Assim como o PT repudia a intervenção na Venezuela , nós também repudiamos toda e qualquer forma de intervenção contra a autodeterminação dos povos. Rejeitamos toda a política imperialista que quer nos tirar uma perspectiva de futuro em nome das cifras para a burguesia.Tirem as garras da Venezuela! Nem golpismo nem intervencionismo!Reconhecimento de Nicolás Maduro como presidente legítimo da Venezuela! Em defesa da soberania, das conquistas e da autodeterminação de nossa nação Nós, dirigentes sindicais, militantes do movimento operário, trabalhadores, jovens, agrupados no coletivo Trabalho & Juventude, participante do Acordo Internacional dos Trabalhadores e dos Povos (AcIT): Declaramo-nos contrários à intentona golpista contra nossa pátria, promovida de maneira direta pela intervenção do imperialismo estadunidense e do cartel de Lima, com a autoproclamação como presidente de Juan Guaidó, usurpador ilegítimo, no qual ninguém votou para ser “presidente encarregado”, e cuja principal função é servir de alavanca para as políticas ditadas pela Casa Branca, que não busca outra coisa senão estabelecer a ilusão de duplo poder visando a acelerar uma crise para desagregar o Estado-nação, seja por um conflito interno ou por uma possível intervenção militar direta, apoiada por Donald Trump e por seus agentes diretos na América Latina, como Bolsonaro, Macri, Piñera, Duque, o governo do Canadá e os governantes da França, Alemanha, Espanha, ajoelhados diante da política de Donald Trump e acompanhando a política intervencionista e bélica do imperialismo. A intromissão imperialista atual na Venezuela não é nova. Em 11 de abril de 2002 estiveram por trás daquele golpe de Estado contra o presidente Chávez, quando reconheceram o ditador Pedro Carmona Estanga. O mesmo na paralisação petroleira em 2003. Em 2017 orquestraram os bloqueios violentos das ruas (“guarimbas”) provocando a morte de 131 pessoas. O governo estadunidense organizou, treinou, financiou e armou a tentativa de assassinato contra Nicolás Maduro; o bloqueio econômico, a campanha de desinformação e calúnias contra o governo. Outra vez é o petróleo que move o golpe. O usurpador Juan Guaidó, sob o pretexto de restabelecer a ordem democrática e o combate à crise humanitária, não demorou muito para externar as verdadeiras razões pelas quais se mobilizam os agentes internacionais. Tem relação com a indústria petroleira e percebe-se a premeditação. Entre os planos imediatos do recém proclamado “governo de transição”, aparece a renovação da Diretoria da empresa Citgo Petroleum Corporation, filial da PDVSA, com capacidade de operação de 750 mil barris diários, equivalentes a 4% do total refinado nos Estados Unidos. Guaidó prevê a criação de “uma nova lei nacional de hidrocarbonetos que estabeleça termos fiscais e contratuais flexíveis para projetos

15º ENJR: Por direitos, democracia e futuro: Por Lula livre, Lula presidente!

15º ENJR: Por direitos, democracia e futuro: Por Lula livre, Lula presidente!

Depois de dois anos do golpe, é o nosso futuro que está ameaçado. Os ataques aos direitos e a prisão ilegal de Lula colocam a democracia em risco. A luta para retomar nossos direitos integra a luta pela liberdade de Lula e a garantia de sua candidatura. GOLPE CONTRA OS DIREITOS! Na crise do capitalismo, os imperialistas não suportam a menor concessão de direitos para a juventude e a classe trabalhadora. Precisam destruir todo e qualquer resto de garantia que conquistamos em diversos países do mundo. Por isso bombardearam a Síria, dando continuidade a sua política de guerra e, através do FMI e Banco Mundial, aplicam contrarreformas. Nessa via, fazem também um cerco político e econômico para derrotar a resistência do povo Venezuelano. E, no Brasil, patrocinaram um golpe jurídico-parlamentar. Nós conquistamos, num longo processo de resistência, principalmente durante os governos do PT, mais empregos, salário mínimo com aumento real, aprovamos 10% do PIB e 75% do Fundo Social do Pré-Sal para educação permitindo maior acesso dos filhos dos trabalhadores às escolas e universidades públicas. Nada disso tem espaço em uma política econômica que prioriza o bolso dos banqueiros ao invés dos serviços públicos, por exemplo. Para ampliar os ataques à juventude e aos trabalhadores, os golpistas aprovaram no congresso nacional a emenda constitucional 95 que congela os investimentos públicos por 20 anos! É essa emenda que hoje arremessa a educação no caos, sem orçamento, preparando um terreno que pode levar à cobrança de mensalidades e taxas nas escolas e universidades públicas, reduzindo as vagas e sucateando-as. O golpe desinvestiu no país, empresas fecharam, patrões estão demitindo de qualquer jeito, porque a reforma trabalhista foi aprovada, e nós saímos de mãos abanando. Aumenta assim, o desemprego e a informalidade levando mais jovens à rodoviárias e transportes públicos para vender doces, por exemplo. Nessa situação, a juventude negra “desaparece” e morre de bala “perdida” como nunca. Afinal, se o próprio governo ataca os direitos, também não vai garantir a vida de quem fica na mira de uma polícia militarizada. Os eventos culturais estão concentrados nos centros das cidades. Sem passe livre estudantil e meia entrada irrestritos, fica cada vez mais difícil o acesso à cultura. As atividades que acontecem na nossa própria quebrada são no improviso, muitas vezes sem espaço físico adequado. São os movimentos culturais que se desdobram para fazer acontecer, enquanto nós sabemos que esse é também o papel do estado. Falta cultura, falta lazer, falta esporte, mas o que não falta são as drogas, cujo principal objetivo é destruir fisicamente a juventude e, por consequência, a sua capacidade de luta. As drogas são oferecidas como saída porque justamente não querem nos garantir a verdadeira solução para os nossos problemas: emprego, educação, saúde, cultura e esporte. O SISTEMA ESTÁ PODRE! O assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e dos 5 jovens de Maricá demonstram o fracasso da intervenção militar no Rio de Janeiro. As instituições estão completamente apodrecidas e são rejeitadas pela grande maioria do povo. Afinal, quem acredita