Na última semana explodiu a greve dos docentes nas Universidades Federais. Um movimento que não víamos há anos. No dia 22 contabilizavam-se já 43 Instituições Federais com aulas paradas. O motivo de deflagração da greve foi a exigência de reajuste salarial e as reivindicações do plano de carreira. O governo Dilma entretanto, enrolava nas mesas de negociação e editou uma medida provisória determinando 4% apenas de reajuste esse ano ( o que é menos que a inflação) e não oferece nada para o ano que vem.

Os professores universitários, ao verem que teriam um aumento salarial de 4% somente neste ano, o que faria na prática, com que ficassem 4 anos com 4% de reajuste apenas (de 2010 a 2013) e que sua reivindicação de plano de carreira não seria atendida, organizaram-se para lutar e foram à greve para exigir de Dilma, do PT, o atendimento das reivindicações da categoria.

Professores votam pela greve na Federal de Pernambuco

A JR defende o apoio dos estudantes a greve dos professores e às reivindicações docentes, pois entendemos também que o seu atendimento significa o fortalecimento do caráter público da Universidade e um passo importante na construção de sua autonomia, que há muito vem sendo desrespeitada. É a luta concreta em defesa da educação pública!

A UNE corretamente declarou apoio a greve. A hora então é de ajudar a construir mobilizações estudantis de apoio ao movimento e que também levantem as reivindicações dos estudantes tais como a aplicação de uma verba específica de R$ 1 bi para assistência estudantil e R$ 380 bi para educação, abertura de concursos públicos para docentes e técnicos administrativos, a reversão do processo de terceirização dos HUs, construção de mais salas de aula e laboratórios, combatendo assim as consequências negativas da aplicação do REUNI, que promoveu uma expansão do número de vagas nas IFES, mas limitou as verbas, trazendo consigo a falta de estrutura, como professores, salas de aula, laboratórios, bibliotecas e assistência estudantil, ampliando a rede de educação a distancia, inclusive para alunos de cursos presenciais.

Essa é uma dívida do governo do PT, é uma dívida da Presidenta Dilma, com os estudantes, funcionários e professores dessas instituições. E esse pagamento deve começar pelo atendimento das reivindicações dos docentes em greve e pelo atendimento das reivindicações de estudantes, cujas mobilizações começam a surgir e de técnicos que também estão mobilizados com indicativo de greve para o mês de junho, junto com o conjunto dos servidores federais.

Carlos Henrique, é  militante da JR em SP e Diretor de Assistência Estudantil da UNE

Todo apoio a greve dos professores universitários!

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