TIREM AS MÃOS DA PREVIDÊNCIA!

O país atravessa uma crise econômica e institucional. O governo Bolsonaro foi eleito após o golpe do impeachment, num processo com fraudes, caixa 2 e manipulação dos tribunais, que retirou Lula do pleito mantendo-o preso num processo forjado e sem provas.
É um governo autoritário e entreguista, comandado pelos militares e protegido do judiciário, que não investiga o laranjal do PSL, a ligação dos Bolsonaro com milícias e outros escândalos. O presidente que comemora o golpe militar de 64 e tem como Ministro da Justiça Sérgio Moro, que quer institucionalizar a licença aos policiais para matar jovens negros nas periferias. Bolsonaro age como soldadinho de Donald Trump, sobretudo para atacar a soberania da Venezuela, país vizinho que hoje sofre com bloqueio econômico e tentativa de intervenção militar externa.
Quer a todo custo aprovar sua principal medida a PEC 06 da Reforma da Previdência para substituir o atual modelo da previdência pública e solidária, que é uma conquista da classe trabalhadora brasileira, por um regime individual chamado de capitalização, para encher o bolso dos banqueiros.
Com esta Reforma o estado e os patrões deixariam de contribuir. A conta cairia sobre os trabalhadores que, com a capitalização e aumento da idade mínima, teriam de contribuir por 40 anos através de uma conta individual para se aposentar. É o modelo que vale atualmente no Chile e provoca muitos suicídios entre idosos.
Na Reforma, a previdência deixa de ser um direito constitucional e, aumenta-se a idade mínima para aposentadoria. Isso significa que os jovens terão que trabalhar sem parar para tentar se aposentar. Mas é uma missão impossível! Porque o jovem sofre com desemprego, que atinge mais de 13 milhões de brasileiros, com o emprego intermitente e baixos salários, que o obriga trabalhar até morrer. O governo ainda quer impor aos jovens a “carteira verde-amarela”, uma nova legislação trabalhista que reduz direitos.

Não aceitamos! Queremos empregos dignos, nenhum direito a menos. Queremos viver e não morrer trabalhando.
É possível resistir, é possível vencer!
É tempo de juntamos forças com os trabalhadores que foram às ruas no dia nacional de lutas contra a Reforma da Previdência em 22 de março e esquentou as turbinas para a greve geral. É muito importante nos somarmos aí e nos apoiar naqueles, como o PT, que afirmam “vamos derrotar essa Reforma”, não há o que negociar.
Nossas organizações estão de pé e vivas na luta, apesar dos ataques. É possível juntos ampliarmos a mobilização e aproveitar a disposição de milhares de estudantes e jovens que querem resistir, independente em quem votaram na eleição.
Em cada faculdade e universidade neste país resistiremos contra os ataques do governo. Combatemos para que a UNE esteja na linha de frente junto com os trabalhadores para derrotar essa Reforma. É hora mobilizar sala por sala, as entidades de base e fortalecer a resistência em defesa da aposentadoria, passar abaixo assinados contra Reforma nos locais de ensino e agitar os estudantes nesta luta. Discutir com cada estudante a importância de defender um futuro com mais empregos, melhores salários e com educação de qualidade.

DEFENDER O DIREITO A EDUCAÇÃO!

O governo tirou 5,3 bilhões da educação para 2019 e quer piorar com a “PEC do orçamento” que retira a obrigação dos governos de investir nos serviços públicos. O sucateamento do ensino público abre caminho para cobrar mensalidade nas universidades. A crise no MEC paralisa programas e recursos para bolsas. A Assistência Estudantil teve redução drástica de verbas, que atinge milhares de estudantes que dependem dos restaurantes universitários e residências. O desrespeito à autonomia das universidades, protagonizado pelos tribunais nas eleições, faz parte do cardápio desse governo que quer retroceder no processo de consultas para eleição de reitores.
Nas privadas as mensalidades sobem e o Prouni diminui. As regras do FIES endividam cada vez mais e, milhares não conseguem confimar seus contratos por conta do descaso do MEC. Agora, está autorizado 40% do currículo à distância nos cursos presenciais, só para aumentar o lucro dos tubarões do ensino. Os professores têm seus contratos precarizados pela reforma trabalhista.
O decreto presidencial que cria no MEC a subsecretaria de fomento ao ensino cívico-militar sinaliza o que pretende Bolsonaro para a educação. Esse governo quer entregar escolas públicas para as polícias militares e destruir os currículos impedindo o ensino científico. Com o pretexto da “ideologia” quer o obscurantismo com a “Lei da mordaça” que instala censura nas escolas.

Essa política de retirada de direitos está colapsando a educação brasileira e retirando de milhares de jovens o direito ao estudo digno conquistado com muito suor e sangue ao longo de muitas lutas.
Mas sabemos resistir!
Não vamos abrir mão do nosso direito à educação!

Estivemos nas ocupações em 2016 contra a PEC do fim do mundo; participamos das greves estudantis por mais verbas em 2017; lutamos para defender nosso direito a educação em 2018. Seguiremos firmes neste caminho, porque os jovens precisam estudar, querem uma perspectiva de futuro.
Queremos mais verbas para as universidades públicas, mais bolsas e condições dignas de permanência. Queremos professores com bons salários, mais segurança e melhores estruturas nos campus. Queremos mudar as atuais regras do Fies e a volta dos jovens para as salas de aulas.Queremos educação pública gratuita e de qualidade para todos os jovens brasileiros.

DEFENDER A DEMOCRACIA: LULA LIVRE!

A UNE aderiu aos atos de 7 de abril, quando completou um ano da prisão ilegal de Lula. É assim que deve continuar! A campanha Lula Livre é a luta para retomar a democracia no Brasil e está diretamente ligada à luta por direitos, pois não há democracia sem direitos.
A perseguição a Lula é expressão do caráter antidemocrático das instituições brasileiras, preservadas pela Constituição de 88 e que garante a manutenção da classe dominante no poder. Não por acaso, promoveram o golpe do impeachment sem crime de responsabilidade, e prenderam Lula ilegalmente, impedindo que o candidato favorito do povo participasse das eleições. Assim, elegeram e empossaram Bolsonaro com seu projeto antipopular de destruição das organizações populares.
A campanha Lula livre ultrapassa fronteiras e ganha o mundo com atos e manifestações que exigem sua liberdade. As entidades estudantis, especialmente a UNE, devem ser ponto de apoio para os estudantes brasileiros na batalha para massificar essa campanha, construir Comitês e fortalecer esta luta democrática.
Defender a liberdade de Lula é defender a democracia e os direitos, e dessa luta a UNE não pode arredar o pé. QUEREMOS LULA LIVRE!

A UNE NA SALA DE AULA E NAS RUAS!

A UNE tem a responsabilidade de organizar a resistência em defesa dos direitos dos estudantes. Nós resistimos aos ataques de Temer, como na luta contra a aprovação da PEC do congelamento dos gastos, nos engajamos na campanha de Haddad para defender nossos direitos e, hoje, seguimos nessa luta em cada faculdade e universidade.
No primeiro turno das eleições, a entidade, que infelizmente não tinha posição de voto, embarcou no movimento “Ele Não” que não apresentava uma alternativa concreta de voto e, no fundo ajudou a coesionar a tropa de Bolsonaro que tirou proveito, como demonstraram as pesquisas à época. Apenas no segundo turno, a UNE entrou na Campanha do voto 13 e se somou aos milhares de estudantes que já faziam campanha nos quatro cantos do país. A UNE deve se apoiar nessa disposição para ir às ruas com mais força neste próximo período.
A correlação de forças saída das urnas pode ser alterada nas ruas. O dia 22 de março mostrou o caminho da resistência e haverá novas mobilizações dos trabalhadores que através das suas Centrais sindicais preparam uma greve geral contra a Reforma da Previdência. Temos que juntar forças com aqueles que defendem os direitos e a democracia. É incompreensível e inaceitável que a UNE assine, junto com a Fiesp e a federação dos bancos, um “manifesto em defesa do STF” alegando defender a democracia. Ora, o STF anistiou assassinos que mataram Honestino Guimarães e Edson Luiz, presidiu o impeachment no Congresso e prendeu Lula! A defesa da democracia hoje passa pela continuidade da campanha pela liberdade de Lula que o STF mantém preso injustamente há mais de um ano.
Temos que defender os direitos e as liberdades democráticas ameaçadas pelo judiciário que protege Bolsonaro. Temos que defender nossos direitos ameaçados por estas instituições. Defender a UNE ameaçada no Congresso Nacional de Rodrigo Maia (DEM) que tenta emplacar uma CPI contra a entidade.
A UNE precisa de mais diálogo na diretoria e na base com os estudantes, articulando pautas locais com as gerais e retomando grandes mobilizações nacionais. Cada assembleia contra aumento de RU, passeata contra o corte nas bolsas, atos contra aumento de mensalidades, manifestações para manter o Fies, tem que contar com o apoio da UNE. É daí que vem sua força, a Une somos nós, nossa força e nossa voz!
Convidamos você estudante para vir conosco nessa luta. Entre em contato, mande suas contribuições. Participe das reuniões da tese na sua cidade e vamos juntos organizar a resistência no Movimento Estudantil. É hora da UNE nas salas de aula e nas ruas, porque a UNE É PRA LUTAR!


🚩 NOSSAS REIVINDICAÇÕES

✔️ Não à reforma da previdência! Todo apoio à Greve Geral!
✔️ Em defesa da democracia e dos direitos: Lula Livre!
✔️ Fim do genocídio da juventude negra, desmilitarização da PM!
✔️ Chega de aumentos nas mensalidades e altos juros do FIES. Garantia de matrícula já!
✔️ Verbas para as universidades públicas, recomposição do orçamento do MEC e da Ciência e Tecnologia!
✔️ Contra o corte de verbas para Assistência Estudantil!
✔️ Em defesa da autonomia universitária!
✔️ Contra a lei da mordaça!
✔️ Abaixo a violência sexual nas universidades, mais segurança da própria universidade no campus!
✔️ Contra qualquer tipo de discriminação e pela criminalização da LGBTfobia!
✔️ Passe livre estudantil e direito à meia-entrada irrestrita
✔️ Contra criminalização do Movimento Estudantil, em defesa do direito à organização e de nossas entidades, contra a CPI da UNE!
✔️ Toda solidariedade ao povo Venezuelano: Fora Trump da América Latina!

📝 ASSINAM ESSA TESE

👥 Helio Barreto (UNE)
👥 Kris Mackleiny (UNE)
👥 Nelsimaria Cardoso (DCE UFBA)
👥 Thays Silva (CALE UFAL ARA)
👥 Gabriel Lacerda (DCE UFJF)
👥 Jonatas Ferreira (DCE USP)
👥 Danielle de Paula (DCE UFSC)
👥 Thayse Reis (UCE)
👥 Maria Clara (DCE UFAL)
👥 Marina Cordeiro (DA Doctum)
👥 Raphaela Nasser (DCE UFJF)
👥 Bruno Nogueira (DCE UFJF)
👥 Luiza Zem (DCE UFJF)
👥 Leonardo Zotico (CALL UFSC)
👥 Letícia Rabelo (CALL UFSC)
👥 Helo Lunaro (CALL UFSC)
👥 Ion Neto (UCE)
👥 Matheus Alcântara (CALA UFSC)
👥 Ana Beatriz (CACIJ UDESC)
👥 Victor Caique (CADIR UNB)
👥 Amanda Leal (CALET UNB)
👥 Rafael Santos (CAVIS UNB)
👥 João Testi (CAVIS UNB)
👥 Carla Emanuelle (CAPSI UNB)
👥 Larissa Hiratsuka (DCE USP)
👥 Marciara Cardoso (CAFA UFBA)
👥 Brenda Sousa (CABD UFBA)
👥 Ronaldo Xavier (Gastro UFBA)
👥 Kelly Rodrigues (Gastro UFBA)
👥 Driely de Oliveira (CAV IFSP)
👥 Linda T. (CAMBIO UFAL ARA)
👥 Adriana Adrião (CAVEn UFAL ARA)
👥 Nayse F. (CACC UFAL ARA)
👥 João Paulo (Medicina UFAL ARA)