Cresce a resistência contra os ataques de Bolsonaro à educação pública

Cresce a resistência contra os ataques de Bolsonaro à educação pública

Depois de anunciar que cortaria 30% das verbas de três universidades por “balbúrdia”, o MEC anunciou, em novo comunicado, que o corte seria feito em todas as Universidades e Institutos Federais. Dias depois anuncia um corte de 2,4bi da educação básica com a desculpa de “ajustar as contas”. O governo Bolsonaro não está preocupado com “balbúrdia” o que eles querem é destruir a educação pública. Querem nos tirar o direito de estudar assim como querem tirar o nosso direito de aposentadoria. A resposta já está sendo dada através das mobilizações pelo país! Os estudantes estão se mobilizando para defender suas escolas, IFs e Universidades. Estão se mobilizando para se somarem na greve geral da Educação chamada pela CNTE para o próximo dia 15/05. Tirem as mãos da nossa educação e da nossa previdência! Confira algumas imagens e vídeos: Visualizar esta foto no Instagram. Assista ao depoimento do reitor da UFBA, João Carlos Salles, que hoje foi às ruas contra os cortes na educação! #15M #BolsonaroRespeiteAUniversidade Uma publicação compartilhada por União Nacional dos Estudantes (@uneoficial) em 6 de Mai, 2019 às 11:16 PDT Visualizar esta foto no Instagram. Uma publicação compartilhada por União Nacional dos Estudantes (@uneoficial) em 6 de Mai, 2019 às 12:40 PDT

PL da mordaça vai ficar pra 2019. Vitoria dos estudantes e educadores brasileiros!

PL da mordaça vai ficar pra 2019. Vitoria dos estudantes e educadores brasileiros!

Desde o resultado das eleições, o congresso nacional reanimou o debate sobre o PL Escola sem Partido. A tramitação em comissão especial foi acompanhada de perto pela UNE, UBES, ANPG e pelos sindicatos da educação. As entidades se posicionam contrárias à aprovação do projeto por entender que ele representa um ataque à qualidade do ensino brasileiro, restringindo o acesso ao conhecimento quando impede o professor de apresentar livremente os temas em sala de aula para que os estudantes possam debater e aprender. A comissão especial que trata da matéria encerrou hoje suas atividades do ano sem realizar a votação do projeto, após sucessivas seções serem convocadas com essa finalidade. A pressão do movimento educacional tanto no congresso como nas escolas e universidades fez a diferença. Mas a luta continua! Com a posse de Jair Bolsonaro em janeiro, devemos estar preparados para enfrentar este PL e uma série de outras medidas que visam destruir a educação. Com as bases nacionais comuns curriculares que tornam português e matemática as únicas disciplinas obrigatórias nas escolas, matérias à distância no ensino básico e cobrança de mensalidades nas universidades públicas. A Juventude Revolução do PT estará lado a lado com as entidades estudantis organizando a resistência em defesa dos direitos que a juventude e os trabalhadores conquistaram com muita luta. Junte-se a nós! Hélio Barreto – dirigente da UNE e militante da JR-DF

[ATUALIZADA ✅] Contribuição ao 15º CONEB da UNE

[ATUALIZADA ✅] Contribuição ao 15º CONEB da UNE

UNE EM DEFESA DOS DIREITOS E DA DEMOCRACIA Acontece em Salvador-BA, de 6 a 10 de fevereiro, o CONEB onde participam delegados eleitos nos Centros e Diretórios Acadêmicos de todo o Brasil. Com esta contribuição queremos ajudar a organizar a resistência estudantil no próximo período para que a UNE lute pelos direitos e democracia.Discuta na sua entidade e vem com a gente! O próximo período será de duras batalhas para os estudantes brasileiros. O resultado eleitoral com Bolsonaro ganhando nos preocupa e exige que organizemos a resistência em defesa dos direitos estudantis. De outro lado, 47 milhões de pessoas que votaram em Haddad do PT demonstram uma resistência importante que deve prosseguir. O governo eleito se mostra na contramão dos nossos anseios. Submetido aos interesses do capital financeiro e cercado de militares, já anunciou privatizar empresas públicas, destruir a previdência social, cobrar mensalidades em universidades públicas e continuar retirando o investimento nas áreas sociais. É um governo autoritário e antipopular, eleito num processo marcado pela fraude eleitoral, afinal o candidato preferido da maioria foi impedido de concorrer, Lula segue preso sem provas num processo de exceção. Bolsonaro teve apoio do sistema que alega combater: STF e TSE ignoraram o seu caixa 2 para disparar fake news no Whatsapp. Tentou censurar a UNE. A justiça foi cúmplice invadindo CAs, interrompendo atividades, confiscando materiais de campanha e censurando a liberdade de expressão. A candidatura do PT perdeu as eleições, mas de pé. Milhares de estudantes se engajaram buscando uma saída política para barrar o golpe e a retirada de direitos, a precarização dos serviços públicos e o desemprego. Em universidades de todo o Brasil houve panfletagens, adesivaços e atos públicos. A luta foi para defender vagas nas universidades públicas, renegociar as dívidas do FIES, defender a assistência estudantil e revogar as reformas de Temer. É certo que os tempos se anunciam difíceis, mas não vamos dar um passo atrás. Organizaremos a resistência em cada universidade e faculdade no país para defender o que conquistamos. DEFENDER OS DIREITOS DOS ESTUDANTES E A EDUCAÇÃO! É tempo de retomar e ampliar o diálogo com os estudantes para organizar a resistência, defendendo os direitos estudantis nas universidades públicas e privadas. Não nos intimidaremos com ameaças de militares, nem da justiça que querem cercear a liberdade de expressão. Lutaremos com intransigência contra tentativas de cobrar mensalidades nas universidades que prejudicará milhares de estudantes que dependem do ensino público. Defenderemos firmemente verbas para assistência estudantil, restaurantes, residências e bolsas. Lutaremos contra o absurdo aumento de mensalidades, os juros no “novo FIES” e critérios de desempenho no Prouni, e o aumento destrutivo do ensino a distância. Precisamos nos juntar em “frentes” que defendam direitos e democracia, lutando pela liberdade de Lula. Não podemos vacilar, porque querem destruir conquistas e aprisionar nosso futuro. Não cabe tentar “frentes amplas” com Carmen Lúcia, PSDB ou Folha de São Paulo como sugeriu a presidente da UNE. Pesou contra nas eleições os 13 anos do PT tentando governar conciliando interesses, buscando uma “governabilidade” política

Em defesa do conhecimento!

Em defesa do conhecimento!

SEGUIMOS NA LUTA CONTRA A ESCOLA SEM PARTIDO Desde o resultado das eleições acelerou a tramitação do PL escola sem partido no congresso nacional. A cada semana marcam uma seção com intuito de aprová-lo e enviar ao plenário. A quem interessa o projeto? Impedir os professores de debaterem os assuntos do currículo escolar com os alunos vai rebaixar a qualidade do ensino. O conhecimento científico é produzido através do debate de ideias e a escola sem partido pretende acabar com isso. Os entusiastas desse projeto argumentam que precisamos impedir a doutrinação nas escolas e impedir as universidades de se transformarem em completos antros comunistas. Nada sabem sobre os detalhes do currículo escolar, não conhecem a realidade das escolas brasileiras que é marcada por estruturas precárias e profissionais subvalorizados. No caso das universidades, querem desrespeitar sua autonomia amplificando atitudes como a tomada pelo MEC no início desse ano querendo fiscalizar uma ementa de disciplina no IPOL/UNB. A educação vem sendo duramente atacada desde o golpe de 2016. A EC 95 congelou os gastos nas áreas sociais, forçando cortes cada vez maiores na educação. O Senado aprovou um corte de metade dos recursos advindos do pré-sal para a educação. Com a reforma do ensino médio aprovada, os estudantes terão de escolher quais matérias estudar, sem acesso pleno ao conhecimento que a escola pode oferecer. A toque de caixa, o Conselho Nacional de Educação aprovou a introdução de disciplinas à distância no ensino médio, no caso do EJA tomando 80% da grade horária. Olhando de conjunto, fica fácil entender as intenções de Temer, que serão assumidas integralmente por Bolsonaro. Querem reduzir a todo custo a qualidade do ensino e com isso desqualificar os jovens para não terem bons empregos com bons salários num mercado cada vez mais difícil de se inserir. Por isso desvalorizam os professores, propõem que adolescentes estudem em casa, deixam as escolas em condições estruturais degradantes e, por fim, querem amordaçar estudantes e professores. O PL Escola sem Partido propõe um cartaz a ser afixado em cada sala de aula enunciando novas diretrizes legais que censuram o livre debate na escola. Ao proibir o professor de exibir ou mesmo questionar concepções políticas ou ideológicas em sala de aula estaríamos construindo uma escola engessada, que não formula questionamentos e não contribui para a evolução do pensamento. São diretrizes obscuras que através do cerceamento do debate vão impedir os estudantes de terem acesso ao conhecimento científico e através dele construírem opniões concretas sobre a realidade. Para completar o projeto quer obrigar os professores a inibir que “terceiros” façam intervenção política em sala. Isso na prática é proibir o movimento estudantil de existir, censurar a organização estudantil. Como se articulariam os grêmios e centros acadêmicos sem a ação em sala? É tempo de organizar a resistência e nos próximos dias o movimento estudantil deve jogar peso na mobilização contra aprovação desse projeto que vem rebaixar a qualidade das escolas e atacar nossas organizações. Embarque com a gente nessa luta!

BARRAR A LEI DA MORDAÇA!

BARRAR A LEI DA MORDAÇA!

Volta a tramitar no congresso nacional a Lei da mordaça, com mais força, ainda mais após o resultado das eleições, marcada pela continuidade do golpe que Bolsonaro representa. Bastaram poucos dias para o PL 7180/14, do deputado Flavinho (PSC-SP), denominado “Escola Sem Partido” ser colocada na ordem do dia na Comissão Especial na Câmara dos Deputados. A votação foi adiada, graças ao combate das entidades estudantis e sindicais que dedicaram peso em bloquear essa ação, porém já imediatamente remarcada. Diante disso, precisamos mobilizar em todos os locais possíveis, atividades para barrar esse retrocesso.

Após décadas, Chile aprova gratuidade do ensino superior

Após décadas, Chile aprova gratuidade do ensino superior

Após décadas sob um sistema educacional construído na ditadura de Augusto Pinochet, o congresso Chileno aprovou no dia 24 de janeiro, a lei do ensino superior que estabelece a gratuidade universal. Vigente desde 1980, o sistema educacional chileno tirou a responsabilidade de fornecer uma Educação pública, gratuita e de qualidade. Destruiu as universidades públicas e jogou a formação superior nas mãos da iniciativa privada com uma das mensalidades mais caras do mundo.

Sobre a situação da reitoria da UFSC

Sobre a situação da reitoria da UFSC

Em 27 de novembro a Juventude Revolução e a União Catarinense das e dos Estudantes (UCE) estiveram presentes na aula pública “Resistência ao abuso de poder e ao fascismo”, realizada na Universidade Federal de Santa Catarina. A atividade teve como objetivo discutir o Estado Democrático de Direito e a Autonomia Universitária. Tivemos a oportunidade de debater nossas posições sobre o Estado de Exceção que vivemos, principalmente em relação aos últimos acontecimentos da universidade. A UFSC passa por momentos incertos quanto à sua administração, visto os acontecimentos que tiveram início com a ação da Operação Ouvidos Moucos que afastou o reitor sem provas concretas e com acusação de obstrução de justiça. No dia 14 de setembro, a Polícia Federal prendeu 7 pessoas na universidade, incluindo o então reitor, Luiz Carlos Cancellier de Olivo, culminando no suicídio do mesmo no dia 02 de outubro. A PF e Ministério Público Federal o prenderam e afastaram da universidade em uma investigação sobre desvio de recursos sem ter apresentado nenhuma prova e sem dar a Cancellier a chance da plena defesa. No dia 10 outubro, o Conselho Universitário da UFSC (CUn) aprovou a permanência da vice-reitora de Cancellier, Alacoque Erdmann, no cargo de reitora até 2020, contudo o Ministério da Educação entrou em contato afirmando que há uma nota técnica que estabelece os procedimentos necessários para a escolha de novo reitor. Nesse meio tempo, a reitora em exercício suspendeu o afastamento do corregedor geral da universidade, membro que trabalha juntamente ao MPF nas investigações na UFSC. O chefe de gabinete da reitoria e outros membros da universidade sofreram pressão do MPF para deixarem seu cargo o que resultou em vários pedidos de exoneração por parte dos citados. A UFSC, assim como diversas universidades brasileiras, passam por um crise, reflexo do estado de exceção que vivemos hoje e do judiciário que extrapola seus limites e avança colaborando com um projeto de sucateamento da educação pública brasileira e a destruição dos direitos dos trabalhadores e da juventude. No dia primeiro de novembro ocorreu uma sessão extraordinária do CUn objetivando decidir como se dará o processo de escolha do novo reitor, após afastamento médico da reitora em exercício. Ubaldo Balthazar, diretor do Centro de Ciências Jurídicas e membro mais antigo do conselho, é aprovado por unanimidade reitor pro tempore até 26/04/2018, prazo solicitado ao MEC para a nomeação do novo reitor, além disso haverá uma consulta à comunidade universitária no dia 24 de março. A recente licença médica do corregedor geral da universidade mostra uma reviravolta na história, já que ele vinha trabalhando juntamente a PF nas investigações e é uma figura representativa das perseguições que o sistema educacional público brasileiro vem vivendo. É essencial termos a clareza que a operação envolvendo a Corregedoria Geral da União(CGU), Ministério Público Federal, a Polícia Federal e Judiciário demonstram o apodrecimento das instituições e seus órgãos, além de, no caso em específico, atacar o caráter público da universidade. Os acontecimentos na UFSC não são casos isolados. Situações de perseguição, fechamento de

Audiência Pública sobre PIBID em Florianópolis

Audiência Pública sobre PIBID em Florianópolis

Na segunda-feira, 4 de dezembro, a Juventude Revolução e a União Catarinense das e dos Estudantes (UCE) participaram de uma audiência pública sobre o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência – PIBID que ocorreu na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. O evento foi convocado pela deputada petista Luciane Carminatti  e tinha como objetivo levar um posicionamento sobre o cancelamento do programa e a substituição por uma alternativa que não representa o necessário para a boa formação de profissionais da educação. Recentemente o MEC apresentou um projeto de reformulação do programa de formação de professores chamado Residência Pedagógica. A Residência Pedagógica representa mais um passo na precarização da formação de professores e por consequência da educação brasileira. Ela muda o caráter de integração universidade-escola do programa já em vigor, além de tratar o PIBID somente como um programa de bolsas, ignorando o valores que o mesmo carrega. Anterior à audiência, ocorreu um ato em frente à Alesc onde os estudantes de licenciatura e apoiadores manifestaram sua insatisfação com o sucateamento das ferramentas educacionais dispostas e pelo desmonte da educação. Os estudantes de licenciatura da UFSC levaram como reivindicações principais a prorrogação do edital do PIBID de 2013 e o aumento do número de bolsas. O evento oficial contou com a intervenção de entidades estudantis – DCE e CA’s da UFSC, além da UCE -, com organizações do movimento estudantil, estudantes secundaristas e pibidianos de diferentes cursos e cidades do estado. O PIBID existe desde 2009 e se apresenta como o melhor programa prático de formação de docentes, contando com mais de 70 mil bolsas e 5 mil escolas conveniadas no Brasil. A possível extinção do programa acarretará na fragilização da permanência de estudantes no ensino superior, na má formação de futuros professores e no rompimento da conexão necessária entre universidade e escola pública. Nós sabemos o plano dos golpistas para a educação: a destruição do ensino público, a retirada de pensamento crítico dos estudantes e a produção de mão de obra barata. O investimento que será feito na Residência Pedagógica deve ser destinado ao melhoramento e ampliação do PIBID. Enfatizamos também a importância das entidades estudantis de representação, UNE e UCE, se posicionarem em defesa dos estudantes e que essas devem cumprir seu papel histórico e continuar mobilizando para a luta. Não há horizonte de mudança política com as instituições apodrecidas que estão no comando do país. O que nos resta é eleger um presidente com respaldo popular para convocar uma constituinte que revogue as reformas feitas por Temer e sua corja e mantenha os programas educacionais, o caráter público da universidade, qualidade na formação de professores e a soberania do povo brasileiro. E esse candidato tem nome: Luiz Inácio, Lula do partido dos trabalhadores!! Raissa Lira –  militante da Juventude Revolução de Florianópolis Leia outras materias da Juventude Revolução sobre o mesmo assunto: O PIBID não cabe no Brasil do golpe