Ou acabamos com o governo Bolsonaro, ou o governo Bolsonaro acaba com o Brasil!

Ou acabamos com o governo Bolsonaro, ou o governo Bolsonaro acaba com o Brasil!

Nota de Conjuntura da Juventude do Partido dos Trabalhadores 29/03/2020 Aos dirigentes do Partido dos trabalhadores e da sua juventude O mundo inteiro vive hoje uma situação de pânico e instabilidade agravada pela pandemia do Covid-19, o coronavírus. Sãos mais de 700.000 contaminados e 30.000 mortos pelos dados oficiais. O epicentro da crise passou da China, para a Europa, e segue em direção aos Estados Unidos, onde mais de 125.000 já foram registrados. Na Itália e na Espanha, o vírus já soma 16.000 mortos. No Brasil, chegamos a 130 mortes, e a quase 4.000 contaminados, enquanto o vírus se espalha pelo país em transmissão comunitária, e especialistas vêem a situação se agravar nas próximas semanas. Na contramão do recomendado pela Organização Mundial da Saúde e dos casos de sucesso no combate ao vírus, o governo de Jair Bolsonaro desdenha da gravidade da pandemia e radicaliza seu discurso ideológico fundamentalista liberal e negacionista da ciência. Antes mesmo da chegada do vírus, a política econômica de Paulo Guedes já apresentava seus resultados perversos na destruição de empregos formais, diminuição de investimento público e cortes na saúde e educação. Os resultados dos índices de crescimento não agradavam nem o mercado e a alta do dólar foi disparada pela crise econômica que atingiu as bolsas com o anúncio da pandemia. Nesse cenário, Bolsonaro se isolou ainda mais no seu núcleo fascista do governo, e passou a operar a crise ao lado dos ministros e assessores mais fundamentalistas e despreparados. Ao invés de atacar a crise sanitária com isolamento social, quarentena e medidas econômicas que garantam a subsistência dos trabalhadores brasileiros, Bolsonaro aprofunda sua necropolítica ao defender que a economia não pode parar, questionar se as escolas devem permanecer fechadas e dizer que os idosos devem ser cuidados pelos seus familiares. A edição da MP 927 é um exemplo dessa política, ainda que derrotada em parte, ela mostra a tônica do governo: desproteger a classe trabalhadora, privilegiando o empresariado, isentando o poder público de sua responsabilidade e deixando aos trabalhadores e trabalhadoras duas opções: morrer pelo vírus ou morrer pela fome. Com esse movimento, tornaram-se protagonistas do discurso do bom senso a direita e a centro-direita, capitaneadas por Rodrigo Maia, Davi Alcolumbre e João Dória. Esse grupo de políticos é conhecido, e foram suas posições golpistas e conservadoras que levaram a eleição de Bolsonaro com o processo de golpe contra Dilma Rousseff, a prisão ilegítima do Presidente Lula e a eleição fraudulenta contra Fernando Haddad. O protagonismo da oposição a Bolsonaro não pode estar na mão desse campo político, que não possui nenhum compromisso com a classe trabalhadora e não hesitaria em aplicar um golpe dentro do golpe para seguir ampliando o programa da direita. O Partido dos Trabalhadores deve seguir se posicionando nessa crise, seja para contribuir com as melhores medidas de proteção a classe trabalhadora, formal ou informal – como com o projeto de renda mínima universal – seja na construção de alternativas para pôr um fim ao governo Bolsonaro. O modo como

“O Congresso devia estar discutindo lei que impeça demissões”, diz prof. da Unifesp

“O Congresso devia estar discutindo lei que impeça demissões”, diz prof. da Unifesp

“Isso [a quarentena] vai ter consequências econômicas. As pessoas vão ficar sem trabalhar, sem produzir, vai haver queda na renda. Tem pequeno e médio empresário que não vai ter como manter seus negócios funcionando. O dono de um pequeno restaurante, por exemplo, não tem como manter seu restaurante se tiver que fechar durante esses meses. É óbvio que isso vai acarretar problemas. Ai que entra o governo, pra isso que serve o governo, ou deveria servir. O Estado precisa garantir renda pra população. Precisa ter um conjunto de medidas que garanta, primeiro, salário para todo trabalhador e tem que ter um decreto que impeça demissão nesse período. O que o Congresso tinha que estar discutindo agora é a votação de uma lei para impedir demissões. E se o pequeno e médio empresário não consegue pagar o salário, o governo tem que garantir o pagamento do salário [do trabalhador]. Segundo, suspensão de todos alugueis, por exemplo. Podem ser medidas combinadas: alugueis, taxas… E de onde tirará o dinheiro? Esse é um trecho da entrevista de Alberto Handfas, professor da Unifesp, pós graduado da New School de Nova York, diretor da Associação de Docentes da Unifesp (Adunifesp) e também um dos fundadores da Juventude Revolução. Assista a entrevista feita pela TV247 abaixo:

Primeiro a gente salva o povo, depois a economia

Primeiro a gente salva o povo, depois a economia

se liga na fala do Lula sobre esse governo autoritário e irresponsável que não cuida da população durante a pandemia Bolsonaro começou a semana soltando uma MP que autoriza os patrões a despacharem seus trabalhadores para casa sem salário e direitos trabalhistas por até quatro meses em função do corona vírus. Em menos de 24 horas, diante da pressão de diversos setores, retirou esse artigo da medida. Já tínhamos visto ele autorizar redução da jornada de trabalho com redução de salário. Na crise do capitalismo que a pandemia evidencia, o objetivo dessa governo autoritário é salvar os patrões e deixar o povo morrer, literalmente tendo que escolher entre saúde e salário. Enquanto isso, no congresso nacional, a comissão mista da Carteira Verde e Amarela aprovou relatório numa seção esvaziada e agora remete a MP pra votação em plenário. Continuam seus trabalhos como se nada estivesse acontecendo no país e no mundo. A verdade é que esse caos poderia ter seu efeito drasticamente reduzido se houvesse investimento real no SUS. Pelo contrário, desde a EC 95 ele já perdeu 22 bilhões de reais. Pra “salvar o país” da crise que o próprio governo alimenta querem destruir ainda mais nossos direitos. Não aceitamos isso. No vídeo, o Lula bem disse que o governo deveria estar mais preocupado em ajudar as pessoas a sobreviverem do que com a sua própria imagem no espelho. Deveria aumentar o investimento na saúde e gastar mais dinheiro garantindo salário dos trabalhadores pra que todo mundo fique em casa se prevenindo da doença. Bolsonaro faz o contrário: se o trabalhador quiser ficar em casa, vai ter que abrir mão do salário. Cada dia mais sentimos na pele os ataques desse governo. A saída pra essa crise aprofundada pela pandemia passa, cada vez mais, pela necessidade de dar um fim nesse governo autoritário.

8M: formação em Juiz de Fora discute origem da data e autonomia da JPT

8M: formação em Juiz de Fora discute origem da data e autonomia da JPT

Ontem, dia 8 de março, no Sinserpu (Sindicato Servidores Publicos municipais) a JRdoPT de Juiz de Fora, realizou a formação de verão para discutir a autonomia da JPT e a construção do fim do governo Bolsonaro. A formação discutiu a história da JR, do PT e a importância da autonomia financeira e política das organizações de juventude para fazer a luta pelos direitos dos jovens. Além disso, aproveitamos a importante data para discutir a origem do dia 8 de março e as amarras que as mulheres sofrem na sociedade capitalista. Foi utilizado o texto “A família, a juventude, a cultura”, de Leon Trotsky, para discutir os feitos da Revolução Russa no que diz respeito a questão da mulher.  O dia 8 de março surgiu a partir de uma greve de mulheres trabalhadoras na Rússia em 1917, organizada pela Internacional Comunista dos Trabalhadores, que foi pontapé inicial para os movimentos que culminaram na Revolução Russa.  Numa tentativa de apagar o movimento dos trabalhadores, a verdadeira história foi alterada, uma movimentação de classe foi distorcida para uma movimento de gênero – como se houvesse uma polarização homem x mulher – e a cor vermelha da luta foi substituída pelo roxo, que a ONU – instrumento do imperialismo estadunidense – introduziu. Os trabalhadores estão no mesmo barco, todos tem que lutar pela sobrevivência e contra os abusos do patrão, e as mulheres trabalhadoras, de maneira, mais específica, travam uma luta maior, ao terem que lutar por um salário igual ao dos homens, pelo direito à licença maternidade, pelo direito ao aborto legal e contra o assédio moral e sexual e tantas outras pautas gritantes que precisam de trabalho específica dentro das organizações da classe. Ainda hoje, mulher é vista como propriedade do homem e do lar, tendo que se submeter a tratamentos abusivos, a dupla jornada e aos trabalhos não remunerados de cuidado, que segundo pesquisa da OXFAM, rende 10,8 trilhões de dólares não pagos. Imagina a que pé a econômica mundial ficaria se esse dinheiro fosse pago às mulheres?  Dentro do capitalismo, não existe possibilidade de justiça e igualdade plena para mulheres, pois ele precisa que estas sejam tratadas como propriedade reprodutiva do lar e que seus direitos sejam mínimos ou nenhum, para que assim continuem sendo tratadas como mão de obra barata e sem capacidade de organização política. Na nossa realidade, as lutas pelas pautas concretas trarão conquistas e melhorarão a capacidade de organização das trabalhadoras. Então temos que estar na luta pela conquista de novos direitos e pela não retirada dos que já possuímos. Em Juiz de Fora, tanto no ato do 8M quanto na formação, foi pautado a reivindicação da delegacia da mulher 24h, pois ela fica aberta alguns dias da semana por algumas horas. Como fazer valer a lei Maria da Penha assim? Além disso, Ana Luiza, militante secundarista da JR, relatou uma movimentação que ela e o grêmio da escola fizeram pela exoneração de um professor que estuprou alunas, onde a escola se fez conivente e tentou

Doc sobre a uberização na Formação de Verão da JRdoPT em Salvador/BA

Doc sobre a uberização na Formação de Verão da JRdoPT em Salvador/BA

No dia 08/02 os núcleos de Salvador da JRdoPT realizaram a Formação de Verão com o tema “autonomia pra JPT lutar contra o governo Bolsonaro”. A atividade rolou no auditório do Centro de Referência do Parque São Bartolomeu, no Subúrbio Ferroviário. Além de discutir o texto “Como ganhar a juventude socialista” do Trotsky e a declaração do Comitê Internacional de Ligação, também foi exibido o documentário “Vidas Entregues” que aborda a realidade dos entregadores de aplicativos. No vídeo fica evidente que cada vez mais trabalhadores, principalmente jovens, estão sendo empurrados para esse trabalho precário por conta da falta de empregos formais. Eles relatam que ganham muito pouco, principalmente quando falta demanda, alguns tem que pagar aluguel da bicicleta ainda. Quando rola acidente não existe nenhum suporte dos apps. Vários relatam que as entregas se tornaram sua principal fonte de renda. Dizem que prefeririam ter a carteira assinada num trabalho formal, com salário digno, acesso a plano de saúde e demais direitos. Essa aí é a realidade imposta aos jovens pela crise do imperialismo. Uma crise que o Bolsonaro autoritário alimenta quando retira nossos direitos. Precisamos derrotar esse governo pra abrir uma perspectiva de futuro pros jovens. A JPT precisa de autonomia política pra embarcar de cabeça nessa luta, pra daí estar presente nas escolas e nos bairros combatendo o desemprego, a violência e falta de serviços públicos, lutando ativamente contra o governo Bolsonaro. Pega o link pro documentário aí: Ícaro Jesus, militante da JRdoPT Salvador

Viva o Partido dos Trabalhadores! Viva os 40 anos do PT!

Viva o Partido dos Trabalhadores! Viva os 40 anos do PT!

O maior desafio do PT é o partido continuar sendo instrumento dos trabalhadores para o combate. O mês de fevereiro marca o aniversário do PT. Completando 40 anos desde sua fundação, o partido é resultado da necessidade histórica de luta dos trabalhadores brasileiros que não esperam a sorte para decidir o seu futuro, mas querem decidir por si, através da luta e do combate. Nos dia 7,8 e 9 de fevereiro, foi comemorado na cidade do Rio de Janeiro os seus 40 anos de existência com grandes mobilizações, de diferentes caravanas, principalmente caravanas cariocas, à Fundição Progresso, localizado na Lapa.  Nos últimos anos, instalou-se no Brasil um Estado de exceção. Sob a ditadura do judiciário, o PT passou por diversos ataques promovidos pelas instituições políticas do país, que teve seu ápice na prisão do companheiro Lula, sem nenhuma prova. A prisão de Lula, fez parte de todo um ataque da burguesia, com ligação e apoio internacional, para tirar do povo o direito de decidir por si quem estaria à frente do país nas eleições presidenciais. Tal ataque levou à presidência Jair Bolsonaro, e é sob esse governo autoritário que o PT comemora seus 40 anos. Juventude esteve presente. A Juventude Revolução do PT esteve presente na comemoração. Com sua arrecadação própria, a JRdoPT fez biscoitos em forma de estrela para comemorar o aniversário do partido. Na sexta, a JRdoPT esteve presente, também, na frente do Edise, prédio central da Petrobrás em apoio a greve dos petroleiros que vem sendo o exemplo de luta contra o governo Bolsonaro nesse início de ano. Em um país onde o desemprego bate recorde, os empregos informais são o meio de sustento de maior parte da juventude, o  PT é o ponto de apoio para o combate que será feito, principalmente, em um ano de eleição nos municípios onde o serviço público vem sendo destruído, sufocados pela Lei de Responsabilidade Fiscal somada a EC95 que congela investimentos públicos (teto de gastos). Fomos à Lapa saudar os 40 anos do nosso partido, e a luta continua. Muitos jovens compareceram, se apoiam no PT para lutar contra o governo autoritário que destrói direitos e soberania levando o país ao abismo. É na luta como estão os petroleiros que poderemos dar um fim nesse governo. Estamos discutindo com os jovens petistas que a JPT precisa de autonomia política pra organizar esses muitos jovens que se apoiam no PT para enfrentar a situação atual. VIVA O PARTIDO DOS TRABALHADORES! LULA LIVRE! JPT presente no aniversário de 40 anos do PT no Rio de Janeiro

5º Congresso da Juventude do PT

5º Congresso da Juventude do PT

Contribuição da Juventude Revolução do PT ao 5º Congresso da JPT A Juventude do PT convoca seu 5º Congresso encarregada de uma grande tarefa: organizar-se para ajudar os jovens a resistir frente os ataques do governo autoritário de Bolsonaro. Para isso, é necessário construir uma Juventude do PT que seja expressão daquilo que é a juventude brasileira: viva, corajosa e cheia de sonhos! Uma juventude que pense pela sua cabeça e ande pelas suas próprias pernas, que esteja na luta, nas ruas e que aja sem pedir autorização a ninguém! Queremos construir, em unidade, uma juventude autônoma do Partido dos Trabalhadores, do tamanho do combate e dos anseios da juventude brasileira!Venha conosco!

Faltam 12 dias para o aniversário do PT

Faltam 12 dias para o aniversário do PT

No dia 10 de fevereiro de 1980 era lançando o Manifesto de Fundação do PT, um partido que nasceu “da vontade de independência política dos trabalhadores, já cansados de servir de massa de manobra para os políticos e os partidos comprometidos com a manutenção da atual ordem econômica, social e política. Nasce, portanto, da vontade de emancipação das massas populares”.

“Vem se filiar com a gente!”

“Vem se filiar com a gente!”

Campanha reivindica autonomia para JPT e prepara Congresso A Juventude Revolução do PT vem organizando uma campanha de filiação ao partido onde reivindica autonomia para a Juventude do PT. A iniciativa busca trazer mais jovens para organizar a luta “pelo fim desse governo autoritário, por um futuro com educação, emprego, esporte, saúde, cultura e lazer”, diz a ficha de filiação utilizada nas atividades. A campanha também prepara participação no 5º Congresso da Juventude do PT (11 a 14/6) que prevê a participação de novos filiados até 10 de fevereiro. Diversos núcleos discutem iniciativas com criatividade no verão. O núcleo de Volta Redonda (RJ), por exemplo, convidou nas redes: “a JR-PT VR tá com banquinha de filiação e venda de brigadeiros na praça ao lado do Bar Cantinho Gourmet!!! Vem se filiar com a gente!”. A atividade ocorreu no bairro Belmonte em local de concentração jovem onde circularam nas ruas com abaixo assinado que exige a anulação dos processos contra Lula. Segundo Estevão, militante do núcleo, “esgotaram todas as folhas do abaixo assinado de tanta adesão. Vários jovens queriam saber da campanha e se interessavam na ideia de se filiar. 6 assinaram a ficha. Foi uma experiência massa”. O resultado positivo da atividade confirma a disposição de setores da juventude para continuar na resistência e, neste movimento, se organizar. Muitos deles buscam o PT. Esse tipo de campanha com ânimo e cara jovem é um bom meio de chegar a milhares que não aguentam mais serem sufocados pelo autoritarismo e obscurantismo do governo Bolsonaro. Para combatê-lo é necessária uma juventude do PT autônoma que integre essa disposição que vários jovens demonstram ao serem abordados nesta campanha. Querem se organizar, pensar e agir com suas próprias pernas, sem autorização de ninguém. Esse ano será marcado pela resistência contra o imperialismo em vários países, como Argélia e Chile, e aqui, contra Bolsonaro, capacho de Trump. No país onde o desemprego jovem bate recordes, o genocídio contra a juventude negra aumenta, como visto em Paraisópolis, a educação sofre cortes, o futuro se torna uma grande interrogação. Resistir buscando organizar a juventude petista na defesa da sua autonomia é um caminho necessário. Por isso tem todo lugar esta campanha de filiação que prepara o Congresso da JPT neste primeiro semestre. Jeffei, militante da Juventude Revolução do PT em Volta Redonda – RJ. Publicado originalmente no Jornal O Trabalho n° 859.