55º Congresso da UNE aprova Fora Temer, Diretas Já E CONSTITUINTE!

55º Congresso da UNE aprova Fora Temer, Diretas Já E CONSTITUINTE!

O 55º Congresso da UNE reuniu cerca de 5 mil delegados e mais de 10 mil estudantes em Belo Horizonte para discutir o rumo do movimento estudantil para os próximos dois anos. Numa situação em que a juventude vê seu futuro ameaçado como na redução do FIES, cortes de verbas, ameaças de cobrança nas mensalidades em universidades públicas, aumento das mensalidades nas privadas, limite de gastos e as reformas trabalhista e da previdência esse congresso foi de máxima importância! Nossos desafios são grandiosos, e, portanto, precisamos de unidade para superar. O exemplo da unidade entre as centrais sindicais que construíram a histórica greve geral do dia 28 de abril – que desestabiliza o golpista e faz adiar a votação dos projetos no Congresso Nacional – serve para a juventude.

Governo golpista ataca acesso ao ensino superior

Governo golpista ataca acesso ao ensino superior

     O golpe foi para atacar a nossa soberania nacional e destruir nossos direitos. Direitos esses que arrancamos com o resultado de muita luta. Mais de um ano depois do golpe dado pelo imperialismo, usando as instituições apodrecidas e tendo Temer como representante público dessas políticas, o resultado é alarmante! A violência aumenta, o desemprego cresce absurdamente – 14 milhões -, e a juventude  vai ficando cada vez mais sem perspectiva de futuro. Desde que assumiu o governo brasileiro, a educação foi um dos primeiros pontos atacados por Temer. Além da reforma do ensino médio, que teve ampla resistência dos estudantes, o congelamento de gastos,  também tivemos o MEC cortando a homofobia da lista de preconceitos que devem ser combatidos. O acesso ao ensino, ou seja, o nosso acesso ao conhecimento vai se tornando cada vez mais difícil.      Além da redução do acesso ao FIES, colocando vários empecilhos aos estudantes para conseguirem o financiamento, o governo do ilegítimo Temer reduziu a possibilidade de acesso ao Enem dos estudantes mais pobres. Esse ano a taxa de inscrição sofreu um grande aumento. O aumento representa cerca de 20,5% a mais se compararmos com os exames anteriores. O salto de 68,00 reais do ano passado ( o que já era caro ), foi para 82,00 reais esse ano. Esse aumento considerável, em um país que a taxa de desemprego aumenta, coloca um resultado perverso no final da conta. O Enem de 2017 tem um número menor de inscritos ao se comparar com 2013! A argumentação do governo golpista é que a estratégia está ligada à redução de gastos e ao preço de aplicação da prova. Mentira!      Desde sua reforma do ensino médio a proposta do governo golpista é proibir o acesso ao conhecimento dos filhos e filhas dos trabalhadores do Brasil, fazendo com que a juventude tenha mão de obra precarizada, ajudando assim no lucro dos patrões. Num país onde tentam proibir a juventude de aposentar e de ter seus direitos, o governo Temer vem atacando, todos os dias, mais e mais, os direitos de toda uma geração. Recentemente saiu no jornal do Estadão, em sua publicação de 26 de abril, que 76% dos jovens adiaram o ingresso na faculdade por falta de dinheiro ou bolsa de estudos. A matéria deixa clara que 7 em cada 10 alunos queriam poder fazer o ensino superior, mas terão que adiar a possibilidade de estudo por questões financeiras. Os ataques de Temer continuam, mas não sem resistência! Os trabalhadores, junto com a juventude, deram o tom na greve geral: não aceitam as reformas e ataques do governo Temer, mostrando, através das suas organizações, a sua força. Não estamos derrotados! A ocupação em Brasília, com 200 mil trabalhadores e jovens, também reforçou a nossa resistência! Assim continuaremos nas fileiras para combater esse governo ilegítimo, nos organizando para, ao lado dos trabalhadores do Brasil, fazermos a próxima greve geral, convocada pela CUT, no dia 30/06. Uma greve geral maior do que a anterior!

Guerra do Trafico em Volta Redonda

Guerra do Trafico em Volta Redonda

No fim da noite de domingo, dia 04-06, um tiroteio no complexo da Vila Brasília, Volta Redonda-Rj, deixou 3 jovens mortos. De acordo com a polícia civil isso ocorre por conta de uma troca de tiros de uma “guerra entre facções” pelo controle do tráfico de drogas no local. Os moradores do Vila Brasília temem que outros confrontos voltem a acontecer. No dia 19-05 escolas dos bairros Mariana Torres, Coqueiros, Vila Brasília e Verde Vale não abriram, por conta dessa “guerra do tráfico”, deixando 3 mil alunos sem aulas. 3 dias depois, no dia 22,  as escolas voltaram a funcionar. Agora vemos novamente o fechamentos das escolas onde a secretária Municipal de Educação de Volta Redonda, Rita Andrade, atendendo aos pedidos de pais de alunos, representantes da comunidade e da direção da Escola Rubem Machado no bairro Verde Vale, suspendeu as aulas na tarde desta segunda-feira, dia 5, e cerca de 300 alunos foram dispensados. O pedido dos pais se deu em função do enterro de três jovens que teriam 16, 19 e 20 anos e foram executados com vários tiros. Na região Sul Fluminense do Rio de Janeiro a violência, os homicídios contra os jovens pobres e negros vem crescendo cada vez mais, como essa “guerra do trafico” que deixa moradores com medo de sair ou voltar pra casa. Não é coincidência isso acontecer neste momento pós-golpe que só faz aumentar o desemprego, que já chega em 14 milhões, que estabelece um teto de investimento nas áreas sociais como educação, precarizando ainda mais a situação precária das escolas públicas. Não é coincidência pois isso só torna mais frutífero o terreno para que o tráfico “abrace” essas pessoas que, aceitando este abraço, se colocam prontas para essa guerra de facções… enquanto quem mais lucra e não passa por risco nenhum diz que “não fiz nada de errado, só trafico drogas”, como Senador Zezé Perrela em áudio para Aécio. Essa situação é caótica. É a barbárie que este sistema nos reserva. Mas podemos mudar essa situação. E pra isso é necessário fazer o contrário do que Temer e sua corja de golpistas faz, é necessário aumentar os investimentos nas áreas sociais, em esporte, cultura, lazer, aumentar investimento na educação, e não como faz o prefeito de Volta Redonda, Samuca, querendo diminuir o lanche dos alunos. É preciso aumentar o emprego para que as pessoas não se vejam num beco onde uma das saídas é o tráfico, para que possam construir seu futuro Juventude Revolução de Volta Redonda

Contra a guerra e a exploração

Contra a guerra e a exploração

No último dia 4/4, ocorreu um ataque químico na cidade de Khan Sheikhun na Síria, matando 56 pessoas e deixando centenas de feridos. Logo após esse ataque, Donald Trump autorizou o lançamento de 50 misseis como resposta ao ataque químico. Esse foi o primeiro ataque dos Estados Unidos desde que a guerra civil começou em 2011. Mas afinal, o que está acontecendo na Síria? Tudo teve inicio em 2011, quando milhares de pessoas protestaram em diversos países do norte da África e do Oriente médio, durante a chamada “Primavera Árabe”(1). Na Síria, os protestos foram contra o governo autoritário de Bashar Al-Assad, que sucedeu seu pai e, governa o país, com mãos de ferro desde de 2001. Assad reprimiu brutalmente as manifestações populares, e a cada dia que passava, a repressão por parte de Assad se intensificava. Foi então que, Assad ordenou bombardeios e ataques com misseis, e os países próximos e aliados ao imperialismo, como Arábia Saudita, interviram com a desculpa de “defender o povo sírio”. Os Estados Unidos, que além de lucrar com a venda de armas ( desde o começo da guerra teve um aumento de 55% nas vendas), vê a Síria como um local estratégico para o seus negócios.  Para defender seus interesses, treinou e financiou grupos rebeldes, entre eles o ESL (Exercito Sírio Livre), que começou uma guerra civil no país e arrasa bairros onde a população ficou ao lado do regime sírio.  Desde que a guerra começou, já morreram mais de 400 mil pessoas Hoje as bombas são russas, americanas; sírias; francesas e etc,…  devastando o país e matando centena de milhares de inocentes. Quem sofre com essa guerra é o povo sírio que convive diariamente com as balas e os bombardeios. A Juventude Revolução luta contra a guerra e a exploração no Brasil e no mundo, entendendo que os problemas da juventude e dos trabalhadores, são os mesmos em todos os lugares: a exploração dos povos! ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ Nota: (1) -Entendemos que o processo que começou na Tunísia expulsando Ben Ali e depois no Egito derrubando Moubaraksão, na verdade, um processo revolucionário e um ataque ao imperialismo estadunidense. São a imprensa internacional, os “experts” e outros especialistas, os dirigentes políticos de todos os cantos que tentam reduzir esses movimentos a revoluções “democráticas”. Falam de “primavera dos povos árabes” como se o “mundo árabe” estivesse destinado a viver sob o jugo de ditadores, e dizem que graças à internet, ao Facebook e à “globalização”, a “juventude educada” quebrou estas correntes. Mas esta visão cheia de racismo e de ideologia pós-colonial, na realidade, visa a ocultar um movimento internacional – o da revolução proletária dirigida contra a dominação do imperialismo -, tentando limitar este movimento aos isolados “países árabes” João Santana –  militante da Juventude Revolução de SP

As instituições apodrecidas mostram a quem servem

As instituições apodrecidas mostram a quem servem

Semanas atrás publicamos em nosso site sobre a importância da desmilitarização da polícia, após o acontecido na favela do Acari, Rio de Janeiro. A morte de Maria Eduarda, a execução de dois jovens por dois policiais militares, mostrou ao Brasil, mais uma vez, o papel que a PM aplica para com a juventude, principalmente a juventude negra. Esse fato não é novo em nosso país. Ano passado a chacina de jovens na Cidade de Deus reforçou essa tradicional e horrível história, como também em Vigário Geral, Carandiru, Bahia, onde em 15 dias, a polícia militar baiana matou 15 jovens em Salvador, isso faz parte de uma política de Estado destinado a atacar a população mais pobre do nosso país. O Rio de Janeiro pode ser usado como exemplo para entender a política para a juventude negra. A instalação da UPP nas favelas cariocas, na época, com a  desculpa de política de pacificação, mas com o objetivo claro de valorização dos territórios, para o mercado imobiliário, deixou claro que as mortes, em grande maioria, são feitas pelos policiais. Nos locais onde os homicídios diminuíram, ou aumentaram, pós UPP, reforçam que a violência para com a juventude negra é uma violência legalizada. Onde a polícia decide o momento onde haverá tranquilidade ou assassinatos. A Polícia Militar é mais uma das instituições podres do nosso Brasil, que estão no bojo dos entulhos que herdamos da ditadura. Dia 19 de Abril mais uma vez, a política de genocídio da juventude foi exaltada pela justiça brasileira, deixando claro a que lado o judiciário está, desde “bater o martelo”, para o golpe dado por Michel Temer, ou fazendo como  o juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira, do 3º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, que continuando a caminhada do judiciário apodrecido, determinou a soltura dos policiais Fábio de Barros Dias e David Gomes, que foram FLAGRADOS executando dois jovens, já rendidos, em Acari. O juiz afirmou ter ouvido “a voz das ruas” e que o palco dos fatos “retrata o local dominado por organização criminosa”, e por isso seria justificada a soltura dos dois policiais. É de se assustar! O vídeo que viralizou na internet, flagrou exatamente o momento da execução, onde os dois jovens mortos não apresentavam qualquer tipo de resistência! Execução a sangue frio. Essa é a forma como as instituições do país tratam a população das periferias brasileiras, legalizando o genocídio da juventude negra e pobre do nosso país. O Caso de Rafael Braga As manifestações de 2013, quando milhares de jovens foram às ruas, deixando claro que havia um buraco enorme entre a população e o Congresso, marcaram um momento importante do movimento da luta, pois deixou nítido que a população, principalmente a juventude, não se sentiam representadas por nenhuma dessas instituições podres, e que era necessário reformá-las, através de uma constituinte para varrer os entulhos herdados da ditadura militar. Foi nesse momento que a tática Black Bloc ficou conhecida, tática essa que é um desserviço pra luta, foi também esse um

Mais mortos no Complexo do Alemão

Mais mortos no Complexo do Alemão

Na manhã de 4 de maio o complexo do Alemão, Zona Norte do Rio, sofreu mais uma ação do BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais). A ação deixou pelo menos 5 mortos (dentre eles Wesley de Lima Cardoso, que não tinha passagem pela polícia) e outras quatro pessoas ficaram feridas. Diante dos acontecimentos, cerca de 200 mototaxistas iniciaram um protesto às margens da comunidade, utilizando cartazes que comparavam a situação da região com a guerra na Síria. Essa é mais uma notícia sobre a intensa violência policial que atinge principalmente as camadas mais pobres e marginalizadas da sociedade. A cada 23 minutos um jovem negro é assassinado no Brasil e o crescimento da violência policial contra esses jovens é uma chocante realidade. Mais uma notícia que traz a tona a necessidade da desmilitarização da PolÍcia Militar, pois são diversos os motivos que nos levam ao inevitável questionamento sobre o papel da polícia na sociedade. A PM é uma organização que ainda está nos moldes da ditadura militar e traz consigo os resquícios desta barbárie, enxergando a população periférica como inimiga. Pela desmilitarização da Polícia Militar!   Estefani  Oliveira – militante da Juventude Revolução

Depois de parar o Brasil, vamos juntos ocupar Brasília pela Retirada da Reforma da Previdencia

Depois de parar o Brasil, vamos juntos ocupar Brasília pela Retirada da Reforma da Previdencia

A paralisação nacional no dia 15 e as mobilizações no dia 31, ambas em março, significaram a abertura de uma nova situação em nosso país. Foram iniciativas convocadas pela CUT e outras centrais sindicais que ajudaram a preparar a histórica greve geral do dia 28. O resultado foram categorias como metalúrgicos, bancários, professores de escolas públicas e privadas, rodoviários, metroviários, portuários, borracheiros, eletricistas, servidores públicos e em alguns locais o comércio parou, além de atos em várias cidades, capitais ou interiores. Foi uma demonstração de unidade e de uma crescente força de mobilização que reflete a disposição da classe trabalhadora e da juventude em impedir a retirada de direitos a qual tantos golpistas querem emplacar. Só o governo e sua mídia golpistas tentaram esconder! Mas com certeza eles sentiram o impacto. É preciso parar o país. Os piquetes ajudaram a materializar essa necessidade. Foi certa a decisão de jogar peso nas ações que garantia que não houvesse expediente ao invés de apenas chamar um ato ainda que eles também tenham tido sua importância. A Juventude Revolução em vários estados se envolveu nessa tarefa. Ao lado dos sindicatos fez piquetes, trancou vias, panfletou e fez coluna em atos resultante de toda essa mobilização durante o dia. Derrotar a reforma da previdência é possível e além de mobilização, exige atenção para não cair em armadilhas. Alguns parlamentares insistem em emendar o texto para torná-lo “menos pior” tentando salvar algumas categorias, na prática levando uma a se opor às outras. Está certa a CUT que rejeita as emendas e exige que a PEC seja retirada de tramitação para que não seja emendada e nem votada. Em outro sentido se comporta a UNE, dirigida majoritariamente pela a UJS. Na greve foi apequenada, não mobilizou a base a partir de assembleias como deveria. Onde houve assembleias como na UFSC, UNB e outras universidades e faculdades o resultado foi um engajamento maior e piquetes nos locais de estudo. O surpreendente, é que nesta conjuntura que se cria a força capaz de retirar a reforma da previdência, é que a direção da UNE despende forças em um abaixo assinado para emendar a PEC da Previdência negociando a manutenção das isenções fiscais das instituições filantrópicas que ofertam as bolsas do programa. Nos fatos, é uma campanha que divide o movimento e enfraquece a luta. Só a luta conjunta pela retirada da PEC 287 pode afastar a ameaça às bolsas do Prouni, pois nada impede que outra emenda do tipo seja incorporada, se continuar tramitando. A melhor defesa para que estudantes não percam suas bolsas e, o melhor caminho para defender os direitos, inclusive dos estudantes do PROUNI, é somar forças na luta pela retirada para que não seja votada. A PM e a Justiça tentam parar a mobilização Diante da mobilização, o governador do Goiás, Marconi Perillo (PSDB) mandou a PM reprimir brutalmente ao ponto de um policial quebrar um cassetete na cabeça do estudante da UFG Mateus Ferreira da Silva resultando em um traumatismo cranioencefálico e múltiplas

Nem o golpe e nem a repressão da PM irá parar nossa luta!

Nem o golpe e nem a repressão da PM irá parar nossa luta!

No dia 28 de Abril os trabalhadores e juventude de todo o Brasil, deram um recado muito claro ao governo golpista de Temer. Com a maior Greve Geral da história do nosso país, exatamente cem anos depois da primeira greve geral feita em nosso país, mais de 40 milhões disseram ao governo golpista, capacho dos interesses do imperialismo, que não aceitarão as reformas propostas por Temer e esse Congresso ilegítimo, que ataca direitos históricos da CLT e mexem na previdência, fazendo com que trabalhemos até a morte.