Atividade cultural em escola discute violência institucional

Atividade cultural em escola discute violência institucional

“Segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP), foram registrados 170 homicídios cometidos por policiais em todo o mês de agosto, esse número corresponde ao total de 5 mortes por dia no Rio de Janeiro, estado que, nos seus cinco primeiros meses com Witzel teve recorde de mortes violentas causadas por policiais. De janeiro a maio, o número passava já das 700 mortes.” ( O caso Ágatha e a política de extermínio da juventude no Brasil – http://tiny.cc/vwqydz) Na ultima sexta-feira, dia 04/10, a Juventude Revolução do PT de Juiz de Fora organizou uma atividade cultural com a presença de MC Sp, Da Lagoa do grupo Sararau Crioulos e Gustavo Bolonha da crew Flow Killa. A atividade teve o intuito de abordar a violência institucional e policial no Brasil e em Minas Gerais que afeta cotidianamente diversos jovens como no caso de racismo na UFMG em que seguranças da instituição agrediram um ex-estudante negro que iria se matricular num curso, e a agressão ocorreu porque, de acordo com a segurança o rapaz estava lá para “roubar os estudantes” (leia aqui nota sobre o caso) Na Escola Estadual Maria Ilydia, no bairro Furtado, mcs, poetas slammers, bboys se apresentaram para cerca de 150 estudantes que estiveram atentos às mensagens que foram passadas. Inclusive estudantes da escola se animaram e também apresentaram suas letras, suas rimas e alguns até se arriscaram em apresentar alguns passos de breaking. Nos intervalos das apresentações artísticas pudemos conversar sobre a morte de Agatha Felix, criança de 8 anos que nos Rio de Janeiro foi baleada com tiro de fuzil, que infelizmente não foi a primeira e nem foi a última – depois dela outras crianças foram vitimadas, mas que com sorte estas sobreviveram.   Pudemos falar sobre a desmilitarização da polícia militar, proposta que – segundo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Centro de Pesquisas Jurídicas Aplicadas da Fundação Getúlio Vargas e Secretaria Nacional de Segurança Pública – 77% da própria PM é a favor, ainda mais no momento em que o índice de suicídio entre policiais só aumenta. E quando este assunto é tratado sempre lembramos da truculenta abordagem feita pela PM, pq eles batem primeiro e perguntam depois desrespeitando o morador, como disse um jovem. Lembramos ainda que a polícia militarizada como conhecemos hoje, é uma herança da ditadura militar brasileira, que surgiu por um decreto em 1969.  Além disso nestes espaços pudemos discutir sobre a política de Bolsonaro que só faz agravar estes números que passarão impunes com o excludente de ilicitude (exclusão de alguma ação ilícita) do PL da morte (pacote “anti-crime) de Sérgio Moro. (Leia mais sobre isso aqui)  Ainda por cima discutimos o absurdo da política de austeridade do governador Zema que se enche de alegria com a ideia de privatizações, que na prática significa expulsar os mais pobres e negros dos espaços, significa expulsá-los das escolas, jogá-los nas ruas num cenário que não há emprego fazendo aumentar ainda mais marginalidade na qual a população negra se encontra.  Leonardo, militante da Juventude Revolução do

Plenária Nacional da Juventude Revolução – 21 e 22 de outubro, Brasília

Plenária Nacional da Juventude Revolução – 21 e 22 de outubro, Brasília

O Brasil sofreu um golpe para destruir os direitos e atacar a soberania nacional. A educação teve o investimento limitado por 20 anos e sofreu graves cortes orçamentários, o Ensino Médio teve reforma que retirou conteúdos, os trabalhadores sofrem com a aprovação da reforma trabalhista e toda a nação é ameaçada com o plano anunciado de privatizações. Temer, o congresso e o judiciário, rezando a cartilha do capital financeiro querem avançar sobre todos os nossos direitos e conquistas, impedindo a juventude de ter direito a um futuro digno! Mas a luta da juventude em 2016 com centenas de ocupações de escolas e mobilizações, a greve geral de abril dos trabalhadores e suas organizações mostraram a disposição de resistência, que apesar das dificuldades, precisa prosseguir. Só através da luta é que poderemos defender nossos direitos!

Solidariedade aos familiares de Maria Eduarda Alves da Conceição

Solidariedade aos familiares de Maria Eduarda Alves da Conceição

Na ultima quinta-feira, 30/03, Maria Eduarda Alves da Conceição, com apenas 13 anos, enquanto fazia aula de Educação Física no patio da Escola Municipal Daniel Piza, em Acari (Zona Norte do Rio de Janeiro) foi assassinada. Foi executada com três tiros: um na cabeça, um na nuca e outro nas costas. “A família gritava: “a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro matou minha irmã “.

PMs são denunciados por chacina em Salvador

Madrugada do dia 06.02. Cidade: Salvador, Bahia. Bairro: Cabula. Segundo relatos da população, a Polícia Militar executou 19 jovens (informações da imprensa falam em 12). Segundo a PM, os policiais foram recebidos a tiros. Para o governador, Rui Costa (PT), os policiais são como artilheiros na frente do gol. Esse é o breve resumo de uma matéria que fizemos sobre mais uma chacina promovida pela PM no Brasil. O caso ficou bastante conhecido na cidade. No dia 18.05 (mais de três meses depois), o Ministério Público comprovou o que a população local já sabia: “Houve tudo nessa vida, menos confronto. O que ocorreu foi execução. Execução sumária.”, afirmou o promotor Davi Gallo. Segundo ele, o motivo para a chacina teria sido vingança. Era uma resposta a traficantes que tinham ferido um tenente no pé. Nove policiais envolvidos devem responder por homicídio qualificado e tentativa de homicídio. Cada PM deve pegar, segundo o promotor, no mínimo, 168 anos de prisão.

Chacina: pelo menos 15 jovens foram assassinados pela PM em Salvador!

O grupamento de Rondas Especiais (Rondesp) da Polícia Militar da Bahia na madrugada de 06.02 promoveu mais uma chacina à juventude. Ao menos 15 jovens entre 15 e 27 anos de idade foram assassinados pela PM! A alegação da polícia é sempre a mesma: “fomos recebidos a balas.”. No bairro de Cosme de Farias, 03 jovens foram assassinados pela PM. O caso mais grave aconteceu na região de Vila Moisés, no bairro do Cabula, em Salvador. Foram 12 mortos e 04 feridos, entre 15 e 27 anos! Desta vez o pretexto era que os “bandidos” estavam prontos para assaltar um banco. Segundo a PM, foram encontrados vários quilos de droga, além de um grande arsenal bélico para assaltar o banco. O Secretário de Segurança Pública, Mauricio Teles, afirmou que “os nossos policiais, em uma situação de enfrentamento, não vão ficar esperando alguma coisa acontecer contra eles e contra a sociedade.”, ou seja, se é suspeito, mata antes pra garantir a “segurança da sociedade”? A despeito da declaração do secretário, a população presente no local contesta a versão da PM. Segundo os moradores, a polícia executou os suspeitos mesmo após eles se renderem. Um morador afirmou: “Foram muitos, muitos tiros de uma só vez nos rapazes que estavam desarmados!”. E continua: “Todos estavam com as mãos para cima, outros com a mão na cabeça. Foi quando um PM obrigou um dos rapazes a sair com eles. Antes, o garoto foi quebrado na porrada”. A Anistia Internacional vê indícios de execução sumária na ação da PM. A população local está em estado de pânico e com medo de falar e sofrer retaliação da polícia.