Garantia de bolsas e funcionamento do RU na UFJF em tempos de Pandemia.

Garantia de bolsas e funcionamento do RU na UFJF em tempos de Pandemia.

São 59 mortos e 2.555 infectados pela COVID-19 no Brasil até 25/03, segundo o portal G1. O vírus que se alastra pelo território nacional e leva estados e municípios a aderirem planos emergenciais de prevenção é motivo de piada para o governo federal. Bolsonaro em rede nacional, incentivou as pessoas a quebrar a quarentena, além de denominar o vírus que coloca o mundo todo em alerta de “gripezinha”. Na contra mão do que o povo precisa, Bolsonaro tentou empurrar goela à baixo a MP 927, quis suspender contrato de trabalho por 4 meses, fazendo o trabalhador sair com uma mão na frente e outra atrás. Em meio a este cenário as universidades publicas são obrigadas a suspender suas atividades, afim de evitar aglomerações e, consequentemente, a propagação da COVID-19. Neste momento, aos estudantes se deparam com uma série de problemas, como a Assistência Estudantil. Bolsas, Restaurantes Universitários, Moradias são ameaçadas em todo Brasil, o que exige de nós organização para garantir as condições necessárias para que os estudantes possam passar por este momento conturbado. Na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), o DCE conseguiu garantir a permanência das Bolsas de Iniciação Cientifica (IC), Treinamento Profissional (TP) e as destinadas a Assistência Estudantil, organizadas pela PROAE. Além das bolsas, foi garantido alimentação para os alunos do Campus de Governador Valadares e para os alunos da Moradia Estudantil no Campus Juiz de Fora. O debate se deu no Conselho Superior (CONSU) do dia 17 e 18/03, onde a JRdoPT esteve presente apoiando o DCE. No quadro do CONSU ainda foi garantido via resolução Nº10/2020, o impedimento da substituição das atividades relativas a disciplinas presenciais para plataformas de ensino a distância, garantindo assim a qualidade de ensino e o acesso democrático a todos, visto que uma parcela dos estudantes não tem acesso regular a internet. Ações como essa servem para mostrar como a juventude se defender nessa situação, como fez o DCE da UFJF que ocupou o Conselho Superior da universidade com as pautas dos estudantes, as condições para que os alunos da UFJF possam permanecer em casa de forma digna foram garantidas. Com as bolsas e a Alimentação garantidas a quarentena dos alunos se viabiliza. Mais que nunca, em momentos de dificuldade, é a hora de fortalecer as entidades estudantis, como os CA’s, DA’s, DCE’s e a UNE, para que a partir delas as reivindicações dos estudantes possam ser levadas a diante. E mais, para que a partir delas possa sair a faísca do movimento para por fim no governo Bolsonaro, inimigo da educação e do povo brasileiro. Yuri Vieira do Vale, militante da JRdoPT em Juiz de Fora/MG

Bolsonaro quer proibir paralisação de call center. Todo apoio aos trabalhadores de teleatendimento!

Bolsonaro quer proibir paralisação de call center. Todo apoio aos trabalhadores de teleatendimento!

Neste dia 21/03, em meio a pandemia do coronavírus (covid-19), o governo federal edita um decreto para incluir como atividade essencial as centrais de atendimento telefônico, os call centers. No texto diz que a interrupção desses serviços “coloca em perigo a sobrevivência, a saúde ou a segurança da população.”, mas na verdade é o funcionamento normal dessas empresas que colocam em perigo a sobrevivência e saúde dos trabalhadores de telemarketing. Com a paralisação destes serviços, os únicos que correm perigo são os bolsos dos donos das empresas que perderão sua grande fatia do lucro. E como Bolsonaro é amigo do empresários e inimigo do povo, faz esse decreto para conter as paralisações.  Esse decreto vem como resposta às manifestações e paralisações ocorridas nos dias anteriores que afetaram, em vários estados, capitais e cidades do interior, as gigantes empresas de teleatendimento Almaviva, Atento e Teleperformance. Exemplos são os protestos em Belo Horizonte, com cartazes que traziam frases como “fechem os call center”; “não podemos morrer na PA (posto de atendimento)”; em Juiz de Fora/MG, Teresina/PI e em Volta Redonda/RJ, onde cerca de mil trabalhadores da Youtility paralisaram as atividades.  Mesmo a doença tendo matado mais de 12 mil pessoas no mundo, o presidente pensa que é apenas uma “gripezinha”. Diferente dele, o prefeito de Belo Horizonte/MG decretou a suspensão, por tempo indeterminado, de atividades de empresas de teleatendimento e central de telemarketing a partir do dia 23 e o descumprimento da medida pode levar a cassação do alvará da empresa, sendo exceção apenas os teleatendimentos de “serviços médicos, hospitalares, farmacêuticos, laboratoriais, clínicas e demais serviços de saúde”.  Além disso é necessário uma presença maior do sindicato e um canal de denúncia anônima às empresas que não respeitarem tais regras, pois é conhecida a prática das empresas de jogar pra baixo do tapete as irregularidades quando o sindicato ou vigilância aparece nos locais. Dessa maneira pouco custa que empresas desrespeitem as exigências e finjam estarem respeitando quando os órgãos competentes forem averiguar. Um posicionamento da CUT pode ajudar a organizar os trabalhadores de teleatendimento para impedir que sofram as consequências, seja ao contrair a doença ou ser demitido. Ela pode ajudar a organizar os sindicatos de cada região para responder com greves e paralisações como fez o Sindicato dos Trabalhadores de Call Centers (STCC) de Portugal que organiza greve de 24 de março a 5 de abril. Uma resposta a Bolsonaro que impede paralisações e seus lacaios que discutem reduzir em 50% salário dos trabalhadores, ou ainda quando apresenta e depois recua de MP que deixa trabalhadores por 4 meses sem salário. Durante a pandemia do coronavírus, Bolsonaro e seus ministros acentuam o que já vinham fazendo, atacam os trabalhadores, estudantes e mais pobres. Por isso, para defender os trabalhadores de call center precisamos lutar contra todo o governo Bolsonaro, pois enquanto continuar Paulo Guedes, Mourão, Weintraub e cia, continuaremos sendo alvos, continuaremos perdendo direitos e com investimento em saúde e educação sendo reduzidos. 

Primeiro a gente salva o povo, depois a economia

Primeiro a gente salva o povo, depois a economia

se liga na fala do Lula sobre esse governo autoritário e irresponsável que não cuida da população durante a pandemia Bolsonaro começou a semana soltando uma MP que autoriza os patrões a despacharem seus trabalhadores para casa sem salário e direitos trabalhistas por até quatro meses em função do corona vírus. Em menos de 24 horas, diante da pressão de diversos setores, retirou esse artigo da medida. Já tínhamos visto ele autorizar redução da jornada de trabalho com redução de salário. Na crise do capitalismo que a pandemia evidencia, o objetivo dessa governo autoritário é salvar os patrões e deixar o povo morrer, literalmente tendo que escolher entre saúde e salário. Enquanto isso, no congresso nacional, a comissão mista da Carteira Verde e Amarela aprovou relatório numa seção esvaziada e agora remete a MP pra votação em plenário. Continuam seus trabalhos como se nada estivesse acontecendo no país e no mundo. A verdade é que esse caos poderia ter seu efeito drasticamente reduzido se houvesse investimento real no SUS. Pelo contrário, desde a EC 95 ele já perdeu 22 bilhões de reais. Pra “salvar o país” da crise que o próprio governo alimenta querem destruir ainda mais nossos direitos. Não aceitamos isso. No vídeo, o Lula bem disse que o governo deveria estar mais preocupado em ajudar as pessoas a sobreviverem do que com a sua própria imagem no espelho. Deveria aumentar o investimento na saúde e gastar mais dinheiro garantindo salário dos trabalhadores pra que todo mundo fique em casa se prevenindo da doença. Bolsonaro faz o contrário: se o trabalhador quiser ficar em casa, vai ter que abrir mão do salário. Cada dia mais sentimos na pele os ataques desse governo. A saída pra essa crise aprofundada pela pandemia passa, cada vez mais, pela necessidade de dar um fim nesse governo autoritário.

JRdoPT realiza plenária “UBES é pra lutar” em São Leopoldo/RS

JRdoPT realiza plenária “UBES é pra lutar” em São Leopoldo/RS

A plenária ocorreu no último dia 14 e contou com estudantes secundaristas da região central da cidade, de diferentes escolas. A JRdoPT iniciou explicando um pouco da história da União Brasileira dos Estudantes Secundáristas (UBES) e sua importância e protagonismo no movimento estudantil. Após isso, iniciou-se a discussão da tese, lendo-se parágrafo por parágrafo, comentando e dialogando sobre a importância dela e das pautas colocadas nela, assim como de reforça-la. Na ocasião foi levantado que é importante a UBES defender emprego para toda a juventude, principalmente em momentos como este, onde o pagamento e a garantia dos estágios e jovens aprendizes estão ameaçados.Além disso, também foi reforçada a importância dos grêmios estudantis e de impulsiona-los nas escolas: Vê o relato: “Quando se trata de educação, temos que impor nossos direitos assim como um Grêmio Estudantil nas escolas, a voz do aluno tem q ser ouvida! Em relação à reforma do ensino médio, já é uma forma de desvalorização da educação e isso acaba deixando-a mais precária do que já se encontra! Todo suporte é necessário pra nossa educação “crescer”, temos que lutar por ela, e enaltecer nossos direitos. No Agrícola, estamos na batalha de construir um Grêmio Estudantil desde o ano passado, debatendo com a direção que quer impor as coisas. O Grêmio é uma ferramenta dos estudantes e somente eles podem decidir como vai ser”, Militante da JRdoPT do Centro Estadual de Educação Profissional Visconde de São Leopoldo (Agrícola), que refere também que alunos temem represálias da direção por se organizarem para exigir seus direitos. Logo em seguida a UBES suspendeu seu congresso em função da pandemia do corona. A discussão continua no objetivo de termos uma UBES forte na defesa dos direitos estudantis.  Marcia Damke, militante da JRdoPT no RS

O Rio sob duas Pestes

Entre os principais estados do país, o Rio de Janeiro encontra-se em fragilidade para combater o novo Coronavírus. Anos de política de sucateamento dos serviços públicos do estado, através de privatizações, entrega dos hospitais às OS (Organizações Sociais), geram um grande desafio. Hoje, com a tentativa de privatização da CEDAE, a água de grande parte das casas de regiões periféricas está praticamente podre e várias comunidades estão sem abastecimento. Então como combater uma epidemia na qual sua principal prevenção subsiste em água e sabão? Muitos trabalhadores ainda não dispensados de seus serviços ameaçados de contaminação, em especial nas fábricas; os estudantes sem aulas observam alarmados a proposta do secretário de educação de que o calendário seja “resolvido” com parte pelo EaD. Quem, de fato, possui condições para estudar dessa forma? Empresas ameaçam demissão em massa; jovens que trabalham como autônomos nos trens do Rio, nas barcas, nas ruas, trabalhando como Uber e tendo nenhum tipo de direito ou assistência, veem desolados seu horizonte – resultado da reforma trabalhista, na qual a juventude foi cruelmente atacada aumentando desemprego. Mas por que Rio de Janeiro, em especial, e o Brasil, em geral, estão em uma situação tão complicada para proteger a população e combater a pandemia?  Primeiramente, o governo autoritário de Bolsonaro, a partir de sua negligência e bizarrice por natureza, brinca com a vida do povo. Fantasiando e iludindo, Guedes, escudeiro do mercado financeiro, já fala em mais retiradas de direitos dos trabalhadores e prepara demissões e reduções de salários. No horizonte dramático que nos espera, também a Lava-Jato possui seu grau de responsabilidade quando operou e ainda opera no sentido de destruir setores importantes da indústria do Rio de Janeiro e nacional, abusando dos processos de investigação ao ponto de transformá-los em guerra aos interesses do povo brasileiro. Afundado em uma crise fiscal, herdada da época da ditadura, agravada com o governo Pezão e potencializada com a intervenção militar, o Rio de Janeiro foi se afogando em dívidas e mais dívidas. Witzel Estuda a possibilidade da não cobrança, por 60 dias, das contas de água, luz, gás e telefone. Segundo o governador, a CEDAE tem dinheiro em caixa para ficar sem os pagamentos – a mesma que o próprio diz estar falida e precisa ser privatizada.  Em estado de emergência, o Rio de Janeiro passou de 33 casos do vírus para 109. Com todos os problemas de saneamento básico que o estado enfrenta, os esgotos a céu aberto que vemos nas vielas e guetos do Rio, a situação é preocupante. Em um momento onde a quarentena é a medida usada para precaução, para que se possa conter aumento da pandemia, jovens e mais jovens estão no mercado de trabalho informal, para garantir o sustento de suas famílias, vão às ruas vender produtos, trabalham de entregadores e motoristas em aplicativos, enfrentando a possibilidade de infecção. Mas existe saída para a crise! Em primeiro lugar, para combater a pandemia no Brasil, é necessária a revogação da EC95 que congelou investimentos em serviços

Debate sobre Pacote Anticrime na MULTIVIX

Debate sobre Pacote Anticrime na MULTIVIX

No dia 11 de março, a gestão do Centro Acadêmico de Direito da Faculdade Brasileira (CADAM) realizou um debate com três advogados e professores criminalistas para tratar sobre as alterações no Código Penal e no Código de Processo Penal Brasileiro a partir da aprovação do denominado “Pacote Anticrime”, proposto pelo ex-juiz federal e atual “superministro” da justiça do governo federal, o fascistóide Sérgio Moro. A palestra é mais uma iniciativa do CA para atender a uma demanda antiga dos estudantes do curso para que sejam realizadas mais palestras na faculdade, com intuito de aprimorar a qualidade de ensino ofertada. Além disso, a gestão optou por realizar a atividade a noite, atendendo os estudantes do noturno, geralmente os mais prejudicados pela ausência de atividades acadêmicas que, quando ocorrem, geralmente são organizadas apenas durante a manhã, horário em que a maior parte dos estudantes do noturno estão trabalhando. Com a presença de mais de 200 alunos e vagas do auditório esgotadas, a palestra foi um sucesso e cumpriu seu objetivo. Pôr quase três horas os palestrantes tiveram a oportunidade de apresentar as principais alterações provocadas pela Lei 13.964/2019 e as suas consequências práticas para os brasileiros e para a já desumana e dramática situação carcerária do país. O primeiro aspecto que chama atenção é o profundo caráter ideológico que envolve o pacote, a começar pelo próprio nome pretensioso escolhido para denominá-lo e o uso de palavras como “aperfeiçoamento” no texto da lei. Mas o que realmente assombra são as alterações de natureza punitivista que passarão a valer, que vão desde endurecimento brutal e irracional das penas até a negação de direitos fundamentais de um Estado Democrático de Direito. Dentre essas alterações, podemos citar rapidamente algumas, como: – A transformação do crime de furto mediante explosivo em crime hediondo: sim, um crime que é praticado contra o patrimônio, não contra a pessoa, como ocorre contra o caixa eletrônico de bancos, sem violência ou grave ameaça, passa a ser considerado crime hediondo. É a banalização do “crime hediondo”. Será que o insignificante prejuízo dos banqueiros com a explosão de um caixa eletrônico vale a condenação por crime hediondo de um ser humano? – O aumento da pena máxima de encarceramento de 30 para 40 anos: a justificativa para isso segundo o “superministro” seria, pasmem, o aumento de expectativa de vida dos brasileiros. Ou seja, se os brasileiros estão vivendo mais, por que não ocupar um pouco mais deste tempo de vida na cadeia? O que poderia facilmente ser algum tipo de piada de um filme tragicômico de uma realidade distópica, se torna de fato realidade, como parece ser o rumo dos acontecimentos no Brasil desde o golpe de Estado de 2016. O conjunto das alterações pode ser acessado no link: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/lei/L13964.htm Oposição pra reduzir danos? A maioria dos parlamentares do PT, PCdoB e PSOL votaram A FAVOR deste projeto de lei macabro do Moro, depois de algumas alterações no projeto original, numa política de “redução de danos” que nada tem haver com o interesse

UNE em defesa da Assistência Estudantil

UNE em defesa da Assistência Estudantil

A União Nacional dos Estudantes lançou nota defendendo a manutenção das políticas de permanência nas universidades públicas e a liberação imediata das verbas do PNAES, nesse momento em que propõe a suspensão das atividades acadêmicas em função da pandemia do corona vírus. A Danielle de Paula, diretora de Assistência Estudantil da UNE, disse o seguinte: “Diante dessa grave situação, Bolsonaro não se importa com a calamidade que os estudantes estão expostos. Essa postura do governo já era esperada, é o mesmo que cortou o orçamento das universidades, se apoiando no teto de gastos da EC95. Sua resposta pra crise é atacar nossos direitos e serviços públicos. A nota da UNE ajuda a mostrar que não tem outra saída a não ser botar esse governo abaixo. Não queremos nem Bolsonaro, nem Mourão!” Confere aí a nota no site da UNE: https://une.org.br/noticias/nota-da-une-sobre-o-covid-19-e-as-politicas-de-permanencia/

Cortes na educação geram cortes no FIES

Cortes na educação geram cortes no FIES

Bolsonaro quer destruir os serviços públicos e entregar pra privatização. Um dos setores mais atacados é a educação. Os cortes que geram a precarização nas universidades públicas também afetam os estudantes das particulares. Cresce cada vez mais o número de disciplinas EaD nas grades curriculares de cursos presenciais e as taxas sobre disciplinas encarecem junto a mensalidade e, cada vez mais, as faculdades têm menos estrutura para receber os alunos. O mesmo MEC que permite que as faculdades presenciais ofereçam disciplinas obrigatórias à distância, piorando o ensino pra aumentar o lucro, anuncia a redução de vagas no FIES pela metade, de 100 mil vagas oferecidas passando para 54 mil. Muitas faculdades já abrem semestres anunciando que não possuem essas mesmas vagas. O ministério que já tinha mudado as regras pra dificultar o acesso dos jovens ao programa agora alega que precisa reduzir as vagas por conta dos cortes. A ausência do FIES obriga muitos jovens de baixa renda a sair da faculdade por não conseguir pagar a mensalidade. Com o aumento constante das mensalidades e corte dos poucos programas de auxílio que existem, os estudantes que já trabalham pra se manter vêem a realidade do diploma na mão cada vez mais distante. Vamos resistir a essa situação de ataques. Dia 18 estaremos nas ruas lutando contra o governo Bolsonaro em todo o país. Somos contra os cortes na educação. Somos contra o corte de vagas no FIES. Quem entrou, quer formar. Quem ainda não entrou, quer entrar. Marina Cordeiro, militante da JR do PT em Juiz de Fora

Estudantes chilenos “Por la dignidad”

Estudantes chilenos “Por la dignidad”

O dia 8 de março registrou a maior manifestação do ano no Chile, onde milhares vão às ruas exigir a saída do atual sistema que destrói os direitos e os serviços públicos a quase cinco meses. Nessa data vivos a exigência do fim dos fundos privados de aposentadoria (no + AFP). No interior desse movimento é expressiva a participação dos estudantes, que realizaram assembléia nacional no dia 1º de março para retomar o calendário letivo com muita mobilização. Os estudantes lutam contra a privatização e por condições dignas de acesso à educação numa defesa dos serviços públicos que também toca a saúde, o transporte e a previdência.  A repressão policial ao movimento é forte, com muitos mortos e feridos. A entidade estudantil secundarista do Chila – ACES – fala em 2500 manifestantes presos e coloca sua liberdade imediata como reivindicação do movimento.  O país vive um descrédito generalizado as instituições do sistema e dos partidos que ao longo dos últimos 30 anos compartilharam o poder retirando direitos e privatizando serviços públicos. A convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte surge como uma exigência para varrer o atual sistema e conquistar a dignidade do povo. Confere aí o vídeo do dia 08: https://www.facebook.com/watch/?v=215807173138296