Bolsonaro quer proibir paralisação de call center. Todo apoio aos trabalhadores de teleatendimento!

Bolsonaro quer proibir paralisação de call center. Todo apoio aos trabalhadores de teleatendimento!

Neste dia 21/03, em meio a pandemia do coronavírus (covid-19), o governo federal edita um decreto para incluir como atividade essencial as centrais de atendimento telefônico, os call centers. No texto diz que a interrupção desses serviços “coloca em perigo a sobrevivência, a saúde ou a segurança da população.”, mas na verdade é o funcionamento normal dessas empresas que colocam em perigo a sobrevivência e saúde dos trabalhadores de telemarketing. Com a paralisação destes serviços, os únicos que correm perigo são os bolsos dos donos das empresas que perderão sua grande fatia do lucro. E como Bolsonaro é amigo do empresários e inimigo do povo, faz esse decreto para conter as paralisações.  Esse decreto vem como resposta às manifestações e paralisações ocorridas nos dias anteriores que afetaram, em vários estados, capitais e cidades do interior, as gigantes empresas de teleatendimento Almaviva, Atento e Teleperformance. Exemplos são os protestos em Belo Horizonte, com cartazes que traziam frases como “fechem os call center”; “não podemos morrer na PA (posto de atendimento)”; em Juiz de Fora/MG, Teresina/PI e em Volta Redonda/RJ, onde cerca de mil trabalhadores da Youtility paralisaram as atividades.  Mesmo a doença tendo matado mais de 12 mil pessoas no mundo, o presidente pensa que é apenas uma “gripezinha”. Diferente dele, o prefeito de Belo Horizonte/MG decretou a suspensão, por tempo indeterminado, de atividades de empresas de teleatendimento e central de telemarketing a partir do dia 23 e o descumprimento da medida pode levar a cassação do alvará da empresa, sendo exceção apenas os teleatendimentos de “serviços médicos, hospitalares, farmacêuticos, laboratoriais, clínicas e demais serviços de saúde”.  Além disso é necessário uma presença maior do sindicato e um canal de denúncia anônima às empresas que não respeitarem tais regras, pois é conhecida a prática das empresas de jogar pra baixo do tapete as irregularidades quando o sindicato ou vigilância aparece nos locais. Dessa maneira pouco custa que empresas desrespeitem as exigências e finjam estarem respeitando quando os órgãos competentes forem averiguar. Um posicionamento da CUT pode ajudar a organizar os trabalhadores de teleatendimento para impedir que sofram as consequências, seja ao contrair a doença ou ser demitido. Ela pode ajudar a organizar os sindicatos de cada região para responder com greves e paralisações como fez o Sindicato dos Trabalhadores de Call Centers (STCC) de Portugal que organiza greve de 24 de março a 5 de abril. Uma resposta a Bolsonaro que impede paralisações e seus lacaios que discutem reduzir em 50% salário dos trabalhadores, ou ainda quando apresenta e depois recua de MP que deixa trabalhadores por 4 meses sem salário. Durante a pandemia do coronavírus, Bolsonaro e seus ministros acentuam o que já vinham fazendo, atacam os trabalhadores, estudantes e mais pobres. Por isso, para defender os trabalhadores de call center precisamos lutar contra todo o governo Bolsonaro, pois enquanto continuar Paulo Guedes, Mourão, Weintraub e cia, continuaremos sendo alvos, continuaremos perdendo direitos e com investimento em saúde e educação sendo reduzidos. 

O significado do desmonte ambiental de Bolsonaro

O significado do desmonte ambiental de Bolsonaro

Na segunda-feira, dia 19, as fotos de São Paulo coberta por um céu escuro às 3 da tarde causaram estranhamento. O céu estava escuro pois a temporada de queimadas que atinge a floresta amazônica foi tão forte que a fumaça escura e densa se alastrou até o sudeste.  Essas queimadas na amazônia – no Acre, Rondônia e Bolívia, mais especificamente –  já duram quase 20 dias, com a fumaça atingindo uma grande extensão territorial afetando moradores e destruindo o habitat de diversas espécies de fauna e flora. As queimadas já são cenas comuns no Brasil, a prática é considerada normal e abre espaço para pecuária e para o agronegócio que é financiado e comandado pelos donos de grandes terras, que inclusive compõem o Senado e a Câmara dos deputados; contudo, nos últimos meses o desmatamento e a exploração dos recursos ambientais se agravou, como mostra os dados publicados pelo INPE. Há pouco tempo o Instituto Nacional de Pesquisa Espacial divulgou que a taxa de desmatamento da Amazônia aumentou em 40% entre meados do ano passado e julho desse ano. Isso se deve as decisões que o novo governo está levando em relação ao meio ambiente e a agricultura, por exemplo: corte de 50% do Ibama para a construção do PrevFogo, um centro de prevenção a incêndios; corte de 5,4 mi do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Preservação da Biodiversidade) para fiscalização e combate a incêndios; nomeação para ministra da agricultura a líder da bancada parlamentar ruralista, Tereza Cristina Dias, bancada com vários representantes acusados de assassinato, trabalho escravo e abuso de agrotóxicos; não demarcação de novas terras indígenas, que, de acordo com a FUNAI, as terras indígenas ajudam a frear o desmatamento, além de ser um direito conquistado da população indígena; etc. Bolsonaro abre espaço e dá permissão a multinacionais para a exploração de madeira, petróleo e minerais e tenta insistentemente a aprovação para a invasão e exploração das terras indígenas, incentivando situações como o massacre na aldeia indígena dos Waiãpi no Amapá. Isso tudo em 8 meses de governo! A inclinação de Bolsonaro à subserviência aos latifundiários e fanáticos, além da política alinhada com os interesses de multinacionais e bancos, leva o país ao abismo a que nos encaminhamos. O que esperar de um governo que tenta a todo custo vender a previdência do povo ao capital financeiro? O que esperar quando esse mesmo governo ceifa a maior floresta do mundo e a vida dos povos originários? O objetivo é vender os direitos dos trabalhadores e nossas riquezas naturais.  A Amazônia registra 56% dos conflitos de terra no Brasil, segundo a Comissão Pastoral da Terra, que envolve indígenas, garimpeiros, agricultores e sem terra, trazendo à tona a necessidade da reforma agrária para o desenvolvimento social, político e ambiental do país. Além disso, a exploração abusiva é nociva tanto ao bioma quanto ao mantimento do povo, o uso responsável garante a estabilidade da população e do ecossistema, contudo isso não é possível dentro de um sistema que sobrevive do abuso

Não foi concessão, foi luta!

Não foi concessão, foi luta!

Em 13 de maio de 1888 foi assinada a Lei Áurea. Não foi concessão, foi luta do povo negro! Hoje, a dívida histórica com a população negra reforça que a resistência sempre esteve na ordem do dia. A desigualdade só cresce, principalmente com as medidas do golpe, com a reforma trabalhista, Lei da terceirização irrestrita e EC 95. O ataque a aposentadoria, os cortes na educação afetam toda a juventude, mas especialmente os negros e negras que são maioria da população. Abaixo o genocídio da população negra! Abaixo a Reforma da previdência! Abaixo os Cortes na educação! VIVA A LUTA DO POVO NEGRO! Vem com a gente lutar por um futuro digno ao povo negro! Filie-se no PT!

BARRAR A LEI DA MORDAÇA!

BARRAR A LEI DA MORDAÇA!

Volta a tramitar no congresso nacional a Lei da mordaça, com mais força, ainda mais após o resultado das eleições, marcada pela continuidade do golpe que Bolsonaro representa. Bastaram poucos dias para o PL 7180/14, do deputado Flavinho (PSC-SP), denominado “Escola Sem Partido” ser colocada na ordem do dia na Comissão Especial na Câmara dos Deputados. A votação foi adiada, graças ao combate das entidades estudantis e sindicais que dedicaram peso em bloquear essa ação, porém já imediatamente remarcada. Diante disso, precisamos mobilizar em todos os locais possíveis, atividades para barrar esse retrocesso.

Para eles, vale tudo contra a democracia!

A Folha de São Paulo soltou reportagem essa quinta-feira confirmando que Bolsonaro fez contratos milionários com empresas para promover as fake news contra o PT e Fernando Haddad. Bolsonaro finge ser radical e antissistema, mas de todas as formas prova o contrário. Ele já deixou claro que vai aprofundar a política econômica odiada de Michel Temer e agora já não pode esconder que é uma peça do vale tudo encabeçado pelo judiciário para impedir o PT de vencer as eleições. Processo que faz parte de uma perseguição política, que passou pelo impeachment da Dilma e pela prisão do Lula. Mas o PT se mantém de pé com a maior bancada federal e com Haddad no 2ª turno. Por isso Bolsonaro tem de investir R$ 12 milhões em informações caluniosas. As redes sociais jogam um peso importante nessa eleição. Sobretudo quando Bolsonaro se recusa a debater ao vivo. No escondidinho é mais fácil mentir para o povo. É uma das faces autoritárias do candidato que vai aprofundar a retirada de direitos dos trabalhadores e jovens. O PT entrou com requerimento para que a conduta que viola a lei eleitoral seja investigada. Como afirma em nota: “Os métodos criminosos do deputado Jair Bolsonaro são intoleráveis na democracia. As instituições brasileiras têm a obrigação de agir em defesa da lisura do processo eleitoral”. Na reta final, nosso papel continua sendo dar a resposta nas ruas, discutindo com cada jovem o que está em jogo nessa eleição. Que Haddad presidente é a única saída para defender nossos direitos e a democracia no país. Nota do PT na íntegra

“Mulheres contra Bolsonaro”: a quem serve?

“Mulheres contra Bolsonaro”: a quem serve?

Há poucos dias, através das redes sociais milhares de mulheres se juntaram em um grupo de facebook “pluripartidário” com algo em comum: o repúdio ao candidato Jair Bolsonaro (PSL). Conforme descrevem as organizadoras, “a maioria dessas mulheres reunidas neste grupo fechado […] defendem que, no primeiro turno, as colegas votem em quem quiserem, menos no candidato do PSL. E, caso ele alcance o segundo turno, votem no adversário do militar, seja quem for.” (Carta Capital). A mobilização “Mulheres contra Bolsonaro” faz uma anticampanha ao candidato, inclusive, através da #EleNão. A cada dia surgem nos estados grupos e mais grupos de mobilização que reúnem mulheres da esquerda à direita, orientando a realização de atos no próximo dia 29.

O agro é POP. O POP não poupa ninguém!

O agro é POP. O POP não poupa ninguém!

A Comissão Especial da Câmara que analisa o Projeto de Lei dos Agrotóxicos aprovou, no dia 25 de julho, por 18 votos a 9 o PL 6299/2002 que flexibiliza a utilização dos agrotóxicos no Brasil. O projeto prevê, dentre outras atrocidades a substituição do termo “agrotóxico” por “produto fitossanitário”, um floreio para tentar esconder o perigo por trás do uso do produto. Somado a isto, ainda tira a obrigatoriedade dos avisos sobre os riscos nas propagandas dos produtos.