Na noite de quarta-feira última, cerca de 500 estudantes se reuniram no prédio da faculdade de História e Geografia (USP) para rechaçarem a ação criminal imputada contra os 72 estudantes que ocuparam a reitoria da universidade no ano passado.

Claramente, esse processo está inserido num amplo ataque que visa a criminalização dos movimentos sociais em todo país, o que ficou demonstrado com a condenação sem provas de dirigentes do PT na AP 470, chamada de “julgamento do mensalão”

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O ato convocado pelo DCE da USP, ADUSP, Sintusp, UNE, Fórum dos processados, professores, deputados e intelectuais, entre outras entidades mostra o caminho da ampla unidade necessária para barrar este processo, mesma unidade que deveria servir de base para combater todas as tentativas de criminalização dos movimentos sociais, das tentativas de condenações sem provas, que atacam os direitos democráticos

Na ocasião, a Juventude Revolução que está solidária à luta pelo fim do processo contra os estudantes da USP, buscou fez uma difusão do boletim, que discute a questão: “Os 72 estudantes são acusados de formação de quadrilha (sic!), desobediência de ordem, pichação de monumento, dano contra o patrimônio publico além de transporte de explosivos. Acusações que podem levar a 7 anos de prisão! E sem se contentar com o fato de que não poderá provar qual foi a conduta de cada um na situação, a promotora Eliana Passarelli, autora da denuncia, já adianta que todos devem ser considerados culpados por omissão à depredação de patrimônio publico!

Trata-se de um ataque brutal aos estudantes em questão e a todo o movimento estudantil e de mais uma tentativa de criminalização dos movimentos sociais, que como se vê, a justiça quer transformar em rotina nesse país, disposta a sempre abrir mão das provas se necessário demonstrando até onde está disposta a ir, do STF ao Ministério Publico, para atacar o movimento operário, estudantil e popular.

(…) Esperamos que os companheiros do PSTU, e do  PSOL que dirigem majoritariamente o DCE da USP, caiam na real. É preciso de unidade para defender o movimento operário e estudantil do ataque do STF e da justiça, da criminalização dos movimentos, da condenação sem provas!”

Uma assembléia geral foi convocada para o dia 14/03. Ela deve ser convocada amplamente em conjunto com os centros acadêmicos para dar força à resposta dos estudantes. Por isso está posta a necessidade das diversas forças políticas desenvolverem um combate em unidade e assim derrotar as forças reacionárias que tentam criminalizar o movimento estudantil, operário e popular!

Carlos Henrique, é  estudante da USP e militante da JR em São Paulo.

Ato contra processos reúne 500 estudantes na USP