Prender para resolver o quê?

Prender para resolver o quê?

Em 2016 mais de 62.500 pessoas foram assassinadas no Brasil, destas 33.590 eram jovens entre 15 e 29 anos de idade, mais da metade. Entre os jovens negros, a chance de ser assassinado é 2,7 vezes maior que a de não negros, sendo que 76,2% dos assassinados pela polícia são negros (Atlas da Violência, 2018). Diante desta realidade, um questionamento é essencial: são os jovens, sobretudo os negros, os principais responsáveis pela violência no Brasil? Definitivamente, não.

Em defesa do conhecimento!

Em defesa do conhecimento!

SEGUIMOS NA LUTA CONTRA A ESCOLA SEM PARTIDO Desde o resultado das eleições acelerou a tramitação do PL escola sem partido no congresso nacional. A cada semana marcam uma seção com intuito de aprová-lo e enviar ao plenário. A quem interessa o projeto? Impedir os professores de debaterem os assuntos do currículo escolar com os alunos vai rebaixar a qualidade do ensino. O conhecimento científico é produzido através do debate de ideias e a escola sem partido pretende acabar com isso. Os entusiastas desse projeto argumentam que precisamos impedir a doutrinação nas escolas e impedir as universidades de se transformarem em completos antros comunistas. Nada sabem sobre os detalhes do currículo escolar, não conhecem a realidade das escolas brasileiras que é marcada por estruturas precárias e profissionais subvalorizados. No caso das universidades, querem desrespeitar sua autonomia amplificando atitudes como a tomada pelo MEC no início desse ano querendo fiscalizar uma ementa de disciplina no IPOL/UNB. A educação vem sendo duramente atacada desde o golpe de 2016. A EC 95 congelou os gastos nas áreas sociais, forçando cortes cada vez maiores na educação. O Senado aprovou um corte de metade dos recursos advindos do pré-sal para a educação. Com a reforma do ensino médio aprovada, os estudantes terão de escolher quais matérias estudar, sem acesso pleno ao conhecimento que a escola pode oferecer. A toque de caixa, o Conselho Nacional de Educação aprovou a introdução de disciplinas à distância no ensino médio, no caso do EJA tomando 80% da grade horária. Olhando de conjunto, fica fácil entender as intenções de Temer, que serão assumidas integralmente por Bolsonaro. Querem reduzir a todo custo a qualidade do ensino e com isso desqualificar os jovens para não terem bons empregos com bons salários num mercado cada vez mais difícil de se inserir. Por isso desvalorizam os professores, propõem que adolescentes estudem em casa, deixam as escolas em condições estruturais degradantes e, por fim, querem amordaçar estudantes e professores. O PL Escola sem Partido propõe um cartaz a ser afixado em cada sala de aula enunciando novas diretrizes legais que censuram o livre debate na escola. Ao proibir o professor de exibir ou mesmo questionar concepções políticas ou ideológicas em sala de aula estaríamos construindo uma escola engessada, que não formula questionamentos e não contribui para a evolução do pensamento. São diretrizes obscuras que através do cerceamento do debate vão impedir os estudantes de terem acesso ao conhecimento científico e através dele construírem opniões concretas sobre a realidade. Para completar o projeto quer obrigar os professores a inibir que “terceiros” façam intervenção política em sala. Isso na prática é proibir o movimento estudantil de existir, censurar a organização estudantil. Como se articulariam os grêmios e centros acadêmicos sem a ação em sala? É tempo de organizar a resistência e nos próximos dias o movimento estudantil deve jogar peso na mobilização contra aprovação desse projeto que vem rebaixar a qualidade das escolas e atacar nossas organizações. Embarque com a gente nessa luta!

Democracia: só com LULA LIVRE!

Democracia: só com LULA LIVRE!

Trechos da tese UNE é pra Lutar: Organizar a resistência! Em defesa dos direitos e da democracia! para o 15º CONEB Resgatar a nossa democracia, interrompida desde o golpe de 2016, é necessário para retomar a conquista dos direitos e da soberania nacional. Não da pra falar de democracia quando a maior liderança política do país está no cárcere numa decisão política injusta do judiciário. A constituição federal assegura a presunção de inocência até que se prove culpado e que não se prenda enquanto couberem recursos. Lula é inocente e deve ter a sentença anulada. A justiça tem de ser feita, não podemos progredir num país submetido a uma justiça parcial e sem regras, que não respeita a democracia. Sérgio Moro, perseguidor de Lula e do PT, agora vem participar do governo Bolsonaro, comprovando que aos dois interessa a prisão de Lula e a perseguição das organizações populares, e que as instituições seguirão jogando contra os interesses do povo. O regime de exceção instalado e hoje materializado na prisão do Lula, sob o argumento vazio do combate à corrupção, é uma ameaça às nossas organizações e nosso futuro. O filho do presidente eleito fala em prender uns cem mil do MST. É o autoritarismo de quem quer “fuzilar a petralhada”. Não permitiremos. Saímos em defesa do PT, da UNE e das organizações populares. Pelo direito à organização e as liberdades democráticas: QUEREMOS LULA LIVRE!

Juventude Revolução do PT no DCE da UFJF!

Juventude Revolução do PT no DCE da UFJF!

 No dia 05 de novembro se iniciou a disputa pelo DCE da UFJF, 2714 estudantes de diversos cursos e dos dois campi participaram do processo, que no dia 23/11, declarou a Chapa 1- Todo Mundo no DCE como vitoriosa com 2.010 votos ! A chapa 1- Todo mundo no DCE, composta pela JR do PT, outras organizações e independentes envolveu estudantes de todas as áreas da universidade em sua construção, fez uma campanha que dá gosto de ver, dialogando com CA’s e DA’s a fim de se inteirar das demandas específicas de cada curso e organizar a luta da defesa da universidade pública e dos direitos. No dia 28/11 o resultado foi homologado pelo Conselho de CA’s e DA’s (CONCADA) da UFJF. O resultado mostra que os estudantes da UFJF identificam que é preciso resistir contra os ataques que começaram no governo Temer e que Bolsonaro pretende seguir a fazer, medidas como a EC 95 e a Lei da Mordaça ameaçam a existência da universidade pública gratuita e de qualidade, e é só com um DCE representativo e ligado as mobilizações nacionais convocadas pela UNE que podemos juntos barrar os retrocessos, defender a democracia, os direitos e a universidade pública! Yuri, militante da JR-MG

Rebeliões escravas

Rebeliões escravas

Neste mês de Novembro, mês da Consciência Negra, em que o farsante Bolsonaro acaba de ser eleito; em que um membro do MBL diz que a Ku Klux Klan é de esquerda, após esta declarar apoio ao Bolsonaro; em que a proposta do “Escola Sem Partido” está em discussão no Congresso Nacional, é importante resgatarmos acontecimentos, lutas, resistências e etc do nosso Brasil. Mais particularmente é importante mostrarmos exatamente a história que tentam falsear, maquiar e impedir de ser ensinada e discutida, pois, como diz o autor do texto abaixo, os poderosos “só admitem relatos de eventos que lhes garanta uma imagem positiva e, com isso, a continuidade de seu poder.

UNE reedita cartilha que ensina como formar CAs e DCES

UNE reedita cartilha que ensina como formar CAs e DCES

Publicação pode ser baixada online e incentiva participação dos estudantes no movimento estudantil A universidade é um espaço onde os jovens podem organizar coletivamente suas opiniões e também formularem propostas. A essa atividade, que acontece dentro e fora das salas, é dado o nome de movimento estudantil, algo que envolve tanto a organização de uma festa como a participação em uma passeata, a criação de uma empresa júnior ou a representação política para debater as principais questões do país. Nesse processo, os jovens se organizam em entidades como os DAs, DCEs, Uniões Municipais e Estaduais de estudantes, Executivas Nacionais de cursos. Todas essas organizações juntas formam, há mais de 81 anos, a União Nacional dos Estudantes (UNE). Existem diversas formas para participar da UNE e do movimento estudantil. A principal é a própria colaboração em cada DA, DCE ou qualquer outra entidade dos estudantes, debatendo os problemas locais e propondo soluções. Para sanar as dúvidas em relação ao tema e incentivar a participação dos estudantes no movimento estudantil a UNE reeditou a cartilha que explica um passo a passo como formar seu CA, DA ou DCE. Fonte: UNE ACESSE A CARTILHA 👇