Em Recife, JR debate a (contra)reforma do Ensino Médio

Em Recife, JR debate a (contra)reforma do Ensino Médio

Após uma série de ataques, agora com a aprovação de mais uma medida do governo golpista de Michel Temer, desta vez que ataca o Ensino Médio do país, o núcleo da Juventude Revolução de Recife promoveu o debate intitulado “Reforma do Ensino Médio: os desafios para uma educação de qualidade”, nesta segunda feira (20/02), na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). O espaço teve como debatedores os professores Eduardo Jorge, do Departamento de Educação (DEd) da universidade e com formação em Educação Física, e da professora Juliana Andrade, também professora do DEd e com formação em História. O debate contou com cerca de 60 pessoas, entre professores e estudantes, tendo na sua maioria estudantes do curso de História, e trouxe à tona pontos importantes sobre esse ataque direto á classe trabalhadora. Cada um dos palestrantes trouxe suas percepções, desde a análise da conjuntura da política mundial até os rebatimentos diretos desta reforma do ensino médio no campo da educação. Terminadas as exposições, houve o debate com a participação dos ouvintes. No final, o espaço foi um sucesso. A Juventude Revolução vem se articulando em Recife cada vez mais e tomando a frente em ações dentro da universidade e no movimento estudantil como um todo. No dia 07 de Março, haverá a reunião de mobilização e organização para a paralisação nacional do dia 15, entre outras ações que serão realizadas. Contamos com a sua participação. Vamos para as ruas! Marcelo Gomes – Militante da JR em Recife-PE

Juventude Revolução rumo ao 3º Encontro Nacional de Grêmios!

Juventude Revolução rumo ao 3º Encontro Nacional de Grêmios!

Dos dias 30/01 a 01/02, em Fortaleza –CE, diversos estudantes estarão reunidos, discutindo o futuro e o rumo das lutas que os secundaristas e também a UBES irão tomar nos próximos períodos, para a defesa dos direitos e o combate ao governo golpista de Temer! 2016 foi um ano marcado por muitas lutas, diante os ataques centrais do golpista, como a reforma do ensino médio e o congelamentos de gastos, com a PEC 55, os estudantes responderam à altura, ocupando escolas e mais escolas, demonstrando a disposição de lutarem por nenhum direito a menos. Isso ficou claro com o ato em Brasília no dia 29 de novembro, onde os estudantes, junto com suas organizações e com os trabalhadores, tomaram a capital do país e foram fortemente reprimidos pela polícia militar, tendo um cenário de guerra, como há muitos anos não víamos! Mas houve obstáculos! O atraso de iniciativa das organizações dos estudantes, como UBES, dirigidas pela UJS – ligado ao PcdoB, que queria fazer emendas à MP de reforma do ensino médio, num momento onde não havia possibilidade de emendar e sim, de combate – desviou o foco central da luta tentando “estadualizar” as ocupações, sabotando assim o poder de fogo que o movimento demonstrava ter, tendo que admitir, forçosamente, mesmo que tarde, a luta pela retirada da MP. Isso fez com que ficasse disperso o movimento! Essa situação favoreceu para o crescimento do horizontalismo, reforçando e abrindo, ainda mais, o flanco para os ataques da PM, MBL e os que se colocavam contra as ocupações. Para nós, da Juventude Revolução, esse 3º Encontro Nacional de Grêmios, deve manter o combate, organizando a juventude para combater os próximos ataques que virão, e nao serão poucos! É preciso com que a UBES assuma a responsabilidade de organizar os estudantes, para que tenhamos um ponto de apoio para a luta e para a resistência. É o que está em jogo nesse 3º Congresso. Mais do que nunca é Fora Temer. Nenhum Direito a Menos!

Mais de 800 escolas ocupadas no Paraná

Mais de 800 escolas ocupadas no Paraná

No Paraná, o movimento contra a reforma do ensino médio e contra a PEC 241, que congela os investimentos nas áreas sociais, segue forte e ganhando forças a cada dia. Além das mais de 800 escolas, 14 universidades também estão ocupadas. A Juventude Revolução tem participado do movimento, explicando a necessidade da luta para exigir a retirada imediata da MP 746 (a reforma do ensino médio). Não vai ter arrego! Confere o boletim que a JR Araucária-PR produziu:

Estudantes fundam grêmio em escola de Volta Redonda

Estudantes fundam grêmio em escola de Volta Redonda

O Colégio Estadual São Paulo, em Volta Redonda – RJ, agora tem seu próprio grêmio estudantil. Em 50 anos de existência da instituição, essa é a primeira organização que responde pelos alunos. O CESP é uma escola de maioria absoluta vinda da periferia, e com um contingente muito pequeno de alunos, são 180 no total, contando os dois turnos em atividade (matutino e vespertino), por essas questões a escola se encontra esquecida pelo poder público e, passa por várias dificuldades como a falta de merenda e materiais para aula de Educação física. Além de alguns problemas internos que devem ser esclarecidos pela direção, como uma sala de informática que nunca foi usada, segundo os próprios alunos. Com base na orientação da Juventude Revolução, um de nossos militantes conhecido como Zézim, que também é estudante do CESP, iniciou a formação de um grêmio. – A maioria ali, nunca teve um contato com o grêmio. Grande parte, nem mesmo tinha ouvido falar – Então foi necessário fazer um trabalho paciente, de sala em sala, explicando o que era e pra que servia um grêmio. No dia 15 de setembro de 2016, foi convocada uma assembleia geral, com a presença de 36 alunos dos dois turnos, durante essa reunião eles aprovaram o estatuto e elegeram por maioria dos votos o nome Juventude de Luta, além disso foi formada a Comissão eleitoral que viria cuidar da organização das eleições. A partir daí foi dada inicio a formação das chapas, de acordo com as regras previstas no estatuto aprovado. Nosso camarada Zézim formou sua chapa com o nome de Revolução Estudantil, para continuar aplicando a política de um grêmio livre. Na próxima semana sua chapa assumirá a direção do GRES Juventude de Luta.  

Nas ruas, contra o aumento da passagem!

Pelo passe Livre Estudantil e a estatização dos transportes O ano começou fervendo. Em diversas grandes cidades houve aumento de passagem, levando em várias dessas cidades estudantes e trabalhadores às ruas exigir a revogação do aumento. Na imensa maioria das cidades o transporte público está entregue ao controle de empresas privadas, o que exige a manutenção de uma taxa de lucro, custo que é repassado ao bolso do trabalhador, de maneira direta (pelo valor da tarifa) ou indireta com o poder público bancando através de um subsídio. Com o ajuste fiscal e a consequente queda na arrecadação de estados e municípios muitos prefeitos e governadores, mesmo em ano eleitoral, decidiram repassar o aumento diretamente à população. A Juventude Revolução tem participado das manifestações em São Paulo, no Rio, em Cuiabá, em Florianopolis – onde cerca de 300 estudantes participaram da primeira manifestação -, e outras ci dades, levantando não só a bandeira da revogação dos aumentos, mas defendendo também a necessidade de criar ou ampliar o passe livre estudantil e criar empresas públicas de transporte, rumo a completa estatização. Em São Paulo a passagem passou de R$3,50 para R$ 3,80. As manifestações tem sofrido uma brutal repressão da PM comandada por Alckmin. (com o inadmissível meio silêncio de Haddad, que não condenou a ação). No dia 12/01 a segunda manifestação não chegou a sair da concentração. O Choque cercou a manifestação de todos os lados e fez chover bombas de gás e bala de borracha. Repressão da PM em São Paulo. Assista aqui. Mas apesar da repressão a luta continua e coloca a necessidade de superar a falta de democracia do MPL que define sozinho o trajeto, em atos em que não há carro de som pra organizar a manifestação, comissão de segurança feito pelos próprios manifestantes etc. Além de exigir as reivindicações a JR tem discutido a necessidade criação de um comitê contra o aumento da passagem com entidades e organizações para que se crie um quadro democrático de organização e condução das manifestações. (Texto publicado em janeiro de 2016, no boletim nacional da JR. Confira aqui!)

19 de novembro: Dia Nacional de Solidariedade à Ocupação de Escolas em SP!

Desde a semana passada, uma onda de ocupações organizadas por estudantes tem tomado as escolas de São Paulo para enfrentar as medidas de fechamento de escolas e de ciclos ou turnos feita pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). Enquanto escrevemos já são mais de 30 ocupações registradas, ​n​ovas estão sendo planejadas. No congresso da UBES, em que a JR interviu no ultimo fim de semana​, ​essa questão foi colocada no centro da discussão com uma importante ajuda de nossa intervenção. Foi aprovada ​por unanimidade dos delegados no Conubes, a proposta feita pela Juventude Revolução, de um dia nacional de solidariedade às ocupações e à luta contra o fechamento das escolas a ser realizado no dia 19 em todo o país. Coincidentemente, a primeira escola ocupada, E.E. Diadema, fez quase ao mesmo tempo um chamado no mesmo sentido. Respondendo ao chamado desses estudantes e da própria UBES, a Juventude Revolução ajudará a organizar panfletagens, passeatas, ocupações simbólicas neste dia 19, reforçando a luta dos estudantes de todo o país em defesa da escola pública. Não nos enganemos. A medida de Alckmin em SP, assim como a ameaça de Beto Richa no Paraná, ou a entrega de escolas públicas na mãos de Oorganizações Sociais ​e da PM em GOIÁS ​embora tenham a ferocidade caracteristica do PSDB, são alimentadas pela política de ajuste fiscal comanda por Joaquim Levy, que diminui a arrecadação de estados​, nos quais esses governadores ousam tomar medidas deste tipo contra a juventude e o povo trabalhador. Nas manifestações que ocorrerão em todo o país é preciso exigir de Alckmin no palácio dos bandeirantes: Volte atrás. Recue! Revogue estas medidas! Ao mesmo tempo exigimos de Dilma que ajude a impedir essa b​a​rb​á​rie. O MEC deve intervir se necessário​: é inaceitável fechar escolas públicas! Já passou da hora de Dilma demitir Levy e mudar a política economica, para recuperar a economia e impedir que Alckimin ou outros usem como deculpa o ajuste fiscal para atacar os serviços públicos. Como cantamos durante o CONUBES: São Paulo, Paraná, ou em qualquer lugar, isso não tem desculpa, se fechar a nossa escola, ocupa, ocupa! Dia 19 os estudantes terão uma só voz!

Estudantes do Distrito Federal fazem abaixo assinado contra professor machista e preconceituoso

Estudantes do Centro Educacional 07 do Gama (DF) fizeram um abaixo assinado exigindo providencias da Direção da escola, pois afirmam ter sido vítimas de agressão verbal por parte de um professor de Artes que além de hostilizá-lo(a)s praticou machismo, homofobia e racismo. Uma aluna do Terceiro ano diz ter sido assediada pelo professor que tentou beijá-la a força, um estudante da mesma turma disse que foi vítima de homofobia apenas pela cor rosa da capa de seu celular, e as denúncias não param por ai. “Fui constrangida na frente de toda a turma. Para completar o professor disse que mais uma mulherzinha fresca em seu caminho não faria diferença quando ameacei ir à Direção da escola”. É o que afirma outra estudante. Insatisfeitos com tal situação, os estudantes das diferentes turmas, resolveram agir e elaboraram o abaixo assinado. Uma aluna deu inicio a mobilização e dois dias depois já havia sido recolhidas mais de 200 assinaturas só na última Quarta-feira (17/09). As assinaturas foram entregues a Direção que transferiu o professor para a Regional de Ensino, segundo informações da Coordenação da escola. Ficou-se sabendo que o professor já havia sido transferido de outras escolas por motivos semelhantes. Sempre estivemos junto com os professores na luta pela valorização da carreira e pela garantia do direito de greve e continuaremos, mas não nos curvaremos as opressões deste tipo. Lênin afirma em “As Operárias” que o proletariado não chegará a emancipar-se completamente se não conquistar para as mulheres uma liberdade completa.  É um absurdo  termos professores com essa postura atuando em sala de aula. Ângela, militante da JR no DF

Chapa ‘Grêmio é pra Lutar!’ é eleita com 468 votos na Escola Salete de Gusmão em Maceió!

A chapa ‘Grêmio é pra Lutar!’ que disputou sozinha a eleição na Escola Estadual Salete de Gusmão em Maceió – AL, recebeu 468 votos na última quinta-feira (05-12-2013) no processo de eleição do Grêmio Livre Estudantil. Ao todo foram 482 votos, sendo 10 votos brancos, 4 votos nulos e 468 votos na Chapa única que elegeu uma diretoria com mandato de um ano. Não foi uma luta fácil,  os estudantes passaram meses preparando a eleição, montando chapa e dialogando com outros alunos sob a necessidade de organizar o grêmio livre estudantil para fortalecer a luta por melhorias para a escola. Nos próximos dias irá ser iniciada a luta por merenda de qualidade para todos, bebedouros, ventiladores, quadros brancos e carteiras; Cobrar do estado a reforma completa da escola e do ginásio poliesportivo; Criar grupos e promover apresentações culturais de teatro, hip-hop, capoeira, show de talentos entre os alunos; organizar campeonatos esportivos em diversas modalidades; Seminário de conscientização estudantil com debates e vídeos sobre temas importantes; Entre outras ações que estiveram na lista de propostas da chapa ‘Grêmio é pra Lutar!’. A iniciativa de formar o grêmio estudantil vai no sentido de organizar os estudantes pela base para conquistar uma educação pública, gratuita e de qualidade para todos. Mais fotos da eleição ZaZo, coordenador da Juventude Revolução – AL

Estudantes do CEM 02 do Gama questionam Regional de Ensino

No dia 05/12 cerca de duzentos estudantes do Centro de Ensino Médio 02 do Gama (DF) saíram às ruas da cidade para lutar contra a anulação das eleições para diretoria da escola. O processo eleitoral foi interrompido de forma ditatorial pela secretaria de educação que na apuração dos votos chegou à meia noite destituindo a comissão local alegando falta de lisura no processo e cancelando as eleições, com base em denúncias que nem foram apuradas. Os estudantes cantavam pelas ruas pedindo respeito aos próprios votos. Na Regional de Ensino foi entregue uma carta de repúdio e um abaixo assinado com cerca de 500 assinaturas. Estamos indignados e não descansaremos até sermos escutados. Foi mais um fato que provou o caráter da tal “gestão democrática” que não serviu para discutir a implantação da semestralidade nas escolas de Ensino Médio do DF, empurrada pela Secretaria de Educação aos estudantes e professores. William de Oliveira, militante da JR no DF