MATO GROSSO – ELEIÇÕES SUPLEMENTARES AO SENADO: É VOTO 13 POR DEMOCRACIA E DIREITOS!

Ao ser anunciada pelo TSE, Tribunal Superior Eleitoral, a sentença sobre a cassação do mandato da então senadora e ex-juiza Selma Arruda (eleita como “a senadora de Bolsonaro” e auto-apelidada de “Moro de saias” ), por caixa 2 de campanha e campanha indevida, uma disputa política se estabelece no estado. Trata-se de uma eleição suplementar ao Senado federal que irá colocar de um lado todos aqueles que aplicam a política do golpe tocadas por Bolsonaro e o governador Mauro Mendes (DEM), que estadual e nacionalmente andam de mãos dadas com as instituições para destruição dos direitos. E, do outro lado um campo político que precisa mais do que nunca assumir o papel de ser uma alternativa ao autoritarismo e obscurantismo. A base da militância petista mato-grossense e de diversos setores dos movimentos sociais populares propõem uma candidatura do PT para essas eleições, com as condições de reunir todas as forças que dizem construir o campo democrático e popular. Trata-se de uma candidatura que tenha condições de se apresentar ao povo e ser ponto de apoio a resistência pelos direitos. O nome apontado é do deputado estadual Ludio Cabral (PT), que vereador por dois mandatos, foi candidato a prefeitura da capital Cuiabá (2012), chegando ao segundo turno, e candidato a governador do estado (2014) obtendo 37% dos votos, ficando em segundo lugar da disputa contra o candidato do agronegócio, o ex-governador Pedro Taques (PSDB). Além atualmente ter liderado a oposição contra a perversa reforma da previdência estadual na assembleia legislativa, o que mostra que se desponta como uma liderança política em defesa dos direitos. Como diz o manifesto “LÚDIO SENADOR PRA VENCER”, assinado amplamente pela militância: “Aos que lutam por direitos, que combatem o governo autoritário, tanto Federal quanto Estadual, a oportunidade de uma eleição majoritária ao Senado exige um nome que consiga aglutinar as forças das lutas, das ruas, dos movimentos da classe trabalhadora e, ao mesmo tempo, a força institucional dos partidos e dos agentes políticos dispostos a enfrentar os barões do agronegócio que hoje hegemonizam o poder em todas as esferas. Precisamos de um candidato que, com firmeza, mostre os retrocessos, desde o golpe, e contribua com força e legitimidade popular para o fortalecimento da Democracia e, a sua preservação duramente construída com a luta e o sangue das gerações passadas. É preciso romper com o golpe que mergulhou o Brasil no ódio, na desesperança e estagnação. Precisamos de um candidato que mostre os retrocessos desde o golpe e não hesite quando o assunto for anulação do processo contra Lula.” a JRdoPT se mobiliza ombro-a-ombro com a base da militância petista entorno da candidatura do deputado estadual Ludio Cabral nessas eleições suplementares ao Senado (votação no dia 26 de abril), sobretudo pela unificação e o fortalecimento do Partido dos Trabalhadores nessa eleição, em que é mais do que necessário, é uma obrigação perante aos trabalhadores e a juventude, uma candidatura própria do partido. Não cabe repetir os erros de alianças com setores da burguesia e do agronegócio que

Não ao fechamento das escolas estaduais em MT!

Não ao fechamento das escolas estaduais em MT!

O governo Mauro Mendes (DEM), através da Secretaria de Educação Estadual quer fechar duas escolas no estado, a EE Nilo Póvoas em Cuiabá e a EE Virgínio Nunes em Barão de Melgaço, além disso, municipalizar outras 5 escolas. Isso significa na prática diminuir a oferta do Ensino Médio em um estado onde mais de 30 mil jovens estão fora das escolas. Assim como outros governadores, Mauro Mendes está aplicando a política do Bolsonaro em nosso estado. Nacionalmente existe o corte de verbas para a educação, a tentativa de implementação do “Fature-se” (Projeto Future-se) e da Reforma do Ensino Médio, e impulsionam a lei da mordaça. Essas medidas são resultado da política do golpe em 2016 que junto aprovou a Emenda Constitucional 95 (congela por 20 anos o investimento na educação e saúde). Assim, a educação pública é atacada tanto na qualidade, quanto no acesso quando tentam fechar as escolas, por exemplo. No país onde o desemprego jovem bate recordes, o genocídio contra a juventude negra aumenta, como visto em Paraisópolis, a educação sofre cortes, o futuro se torna uma grande interrogação. É preciso resistir e se organizar pelos nossos direitos! Não vamos aceitar o fechamento de escolas e a precarização da educação em Mato Grosso! É inadmissível fechar escolas quando existem tantos jovens fora da escola em MT. A luta em defesa da educação pública precisa ser nacional. Por isso, venha com a Juventude Revolução do PT participar do 43° CONUBES (Congresso da União Brasileira de Estudantes Secundaristas). Na luta contra o obscurantismo e o autoritarismo do governo Bolsonaro combateremos pela formação de uma chapa petista que lute contra os cortes na educação, em defesa da liberdade de organização, contra a militarização das escolas, pela anulação dos processos contra Lula e tenha como perspectiva política o fim do governo Bolsonaro. Núcleo da Juventude Revolução do PT em Cuiabá.

REDOBRAR OS ESFORÇOS NA LUTA PELA LIBERDADE DE LUISA HANUNE

REDOBRAR OS ESFORÇOS NA LUTA PELA LIBERDADE DE LUISA HANUNE

A situação se agrava na Argélia. Luisa acusada de conspiração e mais líderes detidos, reforça a necessidade de ampliação da campanha internacional pela liberdade de Luisa Hanune e todos os presos políticos. Por isso, no dia 25/09/2019, voltaremos à Embaixada da Argélia em Brasília para manifestar nossa solidariedade e exigir a libertação. Abaixo reproduzimos textos da circular nº 2 publicada pelo Acordo Internacional dos Trabalhadores e dos Povos – ACIT. Junte-se a nós nessa campanha! Processo iminente? O canal 3 da rádio nacional, anunciou em 4 de agosto a iminência do julgamento de Said Bouteflika (irmão do presidente Bouteflika), Toufik, Tartag (ex-chefes dos serviços de segurança) e Luisa Hanune. Imediatamente, Me Brahimi, advogado de Bouteflika, negou: “Sou formal, a informação dada pela rádio nacional é falsa. O caso ainda está em instrução”. Sim, mas … o canal 3 é uma rádio nacional, isto é, controlada pelo regime, e sua “informação” indica alguma coisa. Nos próximos dias veremos o que é. Trata-se de algo que tem um significado: é a tentativa do porta voz do regime de amarrar o destino de Luisa Hanune ao clã do irmão de Bouteflika. É uma vontade do regime, assumida por outros grupos políticos, afirmar que Luisa Hanune não está presa devido ao seu apoio à revolução em curso na Argélia, mas por fazer parte de uma conspiração com o clã do irmão de Bouteflika. O que é obviamente contrário aos fatos. O argumento era que ela havia participado de uma reunião com o Irmão Bouteflika e Toufik, uma reunião banal e informal para a qual, como lembrou um líder do Partido dos Trabalhadores na conferência de imprensa do Comitê Nacional pela libertação de Louisa Hanoune em 29 de julho, ela tinha ido a pedido de Said Bouteflika, assessor oficial do presidente, para dizer que “o presidente deve sair assim como o governo e as duas câmaras parlamentares devem ser dissolvidas”. Foi nestas circunstâncias que Luisa Hanune e o grupo parlamentar do Partido dos Trabalhadores decidiram renunciar ao Assembleia Nacional Popular. Luisa Hanune foi a porta-voz da demanda do povo para que todo o regime fosse embora. E esta é precisamente a razão pela qual o juiz de instrução a acusa de “conspiração para mudar o regime”. Não há conspiração, mas na verdade um desejo de mudar o regime, que é a exigência de dezenas de milhões de argelinos. Faz quarenta e cinco anos desde que a ativista Luisa Hanune lutou contra o regime, inicialmente na clandestinidade sob o regime do partido único (que lhe rendeu seis meses de prisão em 1984, e novamente em 1988, durante o levante da juventude em Argel que o regime reprimiu, fazendo quinhentos mortos). Após a introdução do sistema multipartidário e sua eleição para o Assembleia Nacional Popular, ela continuou a combater o regime e suas políticas de todas as formas. Nos últimos 20 anos, ela teve a oportunidade de conhecer muitos líderes políticos, incluindo o Presidente, Primeiros-Ministros, Ministros, o chefe do Estado-Maior Gaïd Salah e líderes da oposição. Faz

Cuiabá: Preparação para votação na chapa 210 no dia 08/09

Cuiabá: Preparação para votação na chapa 210 no dia 08/09

A Juventude Revolução do PT em Cuiabá já esquenta a preparação para a votação na chapa nacional 210 – Diálogo e Ação Petista no dia 08 de setembro quando correrá a votação no Processo de Eleição Direta – PED do PT que faz parte do 7º Congresso do PT. No dia, fizeram pintura de camisetas para estarmos uniformizados no dia da votação e também uma faixa “pela autonomia da juventude do PT”. Confira, abaixo: Leonardo Rondon, militante da Juventude Revolução do PT no Mato Grosso.

Carta aos jovens petistas

Carta aos jovens petistas

Contribuição da Juventude Revolução do PT ao 7° Congresso do partido A JR do PT decidiu participar do Processo de Eleições Diretas (PED) nas chapas do Diálogo e Ação Petista após debate e incorporação da bandeira da autonomia da Juventude do PT e da defesa de pautas comuns (*abaixo). Até o dia 26 de julho estaremos engajados nesta luta e queremos discutir com vocês a participação nas chapas nacional, estaduais, municipais e zonais. Vem com a gente! No momento que se prepara o 7º Congresso do PT é importante dizer: precisamos de uma Juventude do PT autônoma. Essa é uma questão chave: defender uma organização autônoma da juventude do partido, onde se discuta democraticamente as questões e se decida coletivamente o que fazer e como agir. Ela é necessária para fazermos nossa própria experiência, errando e acertando, buscando se conectar verdadeiramente com a periferia, escolas etc., e aprender a lutar junto com a classe trabalhadora. A JPT não precisa esperar autorização da direção para falar ou agir, muito menos ficar presa na estrutura de gabinetes, mandatos e prefeituras. Sim, é possível. A JPT fez isso quando questionou de bate pronto a declaração do governador da Bahia, Rui Costa (PT), ao defender cobranças nas universidades públicas. Fez certo! Não precisa pedir licença para defender direitos. Fala-se muito de valorizar a juventude no partido, mas infelizmente somos lembrados na hora de cumprir as cotas no PED, quando as chapas são obrigadas a ter certo número de jovens para se inscrever. Como se fôssemosobjetos para cumprir regras burocráticas. Como Juventude do PT, queremos ser parte viva do partido nas lutas sociais por emprego, pela vida, por educação pública e direito ao futuro digno com aposentadoria pública e solidária, sobretudo porque o desemprego já alcança 25% dos jovens, os cortes na educação atingem escolas e universidades, e aumenta violência da PM e do tráfico nas periferias. Queremos participar dos debates e decisões sem amarras. Aprendemos com os mais experientes, sem dúvida, mas também podemos ensinar e contribuir com nossa disposição e ousadia. Queremos ajudar o partido no que for preciso, mas questionando o que não concordarmos. Por exemplo, não somos obrigados a defender alianças com setores das oligarquias ou de partidos burgueses nas eleições em nome da tal “governabilidade”. Queremos autonomia para combater o genocídio da juventude negra pelas PMs, independente do governo que esteja no poder. A JPT deve ter reuniões periódicas para discutir, por exemplo, a intervenção nos congressos como o da UNE. A ação unitária dos jovens do partido, respeitada a pluralidade das correntes e grupos internos, é o caminho para disputar a UNE e recolocá-la na linha de frente das lutas estudantis. A fragmentação da JPT nesta disputa só interessa aqueles que dominaram a direção da entidade há 30 anos e, agora bajulam o STF, essa instituição antidemocrática que mantém Lula preso. A JPT pode ser um verdadeiro ponto de apoio para aqueles que querem lutar contra as medidas desse governo autoritário, obscurantista e entreguista de Bolsonaro, lambe-botas de Trump. Defendemos a JPT viva na resistência,

Organizar a juventude contra a reforma da previdência!

Organizar a juventude contra a reforma da previdência!

O cenário atual no Brasil está marcado pelas mobilizações do dia 22/03. O “esquenta” da greve geral foi um sucesso. Centenas de milhares foram às ruas contra a reforma da previdência de Bolsonaro. Cerca de duas semanas depois, dia 07/04, milhares voltaram às ruas em defesa da liberdade do ex-presidente Lula. A juventude esteve presente na defesa dos direitos e da democracia.

Bloco Lula Livre esquenta o carnaval de Porto Alegre

Na manhã do último domingo (24/03), último dia de programação do Carnaval de Rua de Porto Alegre, houve o desfile ofícial do Bloco “Ai que Saudade do Meu Ex”, bloco construído pela base petista de toda a região metropolitana. A saída do bloco esquentou a capital gaúcha, reunindo centenas de homens, mulheres e crianças que desfilaram e divertiram-se ao som de marchinhas de carnaval e músicas de autoria do bloco e gritos de “Lula Livre” que ecoaram por todo o caminho, desde a concentração. Confira a letra da música do bloco! Ai, que saudade do meu ex Autores: Paulo Viana, Luís Valério e Cado Selbach Ai, que saudade do meu ex Quando é que ele vai voltar A minha é a mesma de vocês Quase um ano mês a mês Esperando ele voltarAi, que saudade do meu ex Que lutou pra nos libertar O povo tá de olho em vocês O que o nosso Lula fez Vocês não vão apagarEu tô doido pra te ver, ô Lula! Tô sonhando em te encontrar na rua Falando com o povo Trazendo esperança Pulsando o coração feito criança.” Eu tô doido pra te ver, ô Lula! Tô sonhando em te encontrar na rua Falando com o povo Trazendo esperança Pulsando o coração feito criança.“ O bloco “Ai Que Saudade do Meu Ex” foi iniciativa de companheiros petistas de Porto Alegre, para poder usar do espaço oferecido na cidade para a celebração desta festa popular brasileira para denunciar a prisão política do ex presidente, e fazer ecoar nas ruas o que já é claro para todos nós: que povo não esqueceu de Lula, que sabemos da fraude que foi sua prisão, e que não descansaremos até obtermos sua liberdade! Compareceram vários sindicalistas, dirigentes da CUT-RS e de sindicatos e federações de várias categorias, como metalúrgicos, bancários, professores, petroleiros, servidores públicos, trabalhadores da alimentação e da saúde etc. Também desfilaram dirigentes e parlamentares do PT e de outros partidos como Henrique Fontana (PT), a deputada estadual Sofia Cavedon (PT) e a ex-deputada Jussara Cony (PCdoB). Apesar da proibição da prefeitura de bandeiras do partido e uso da palavra “petista” no desfile, a folia não parou! Várias pessoas usavam máscaras do Lula, fantasias que remetiam ao ex presidente, faixas e também cartazes e estandartes que pediam “Lula Livre”, “Lula Nobel da Paz” e “Não Mexam na Previdência”, entre outros. O desfile foi finalizado com o reforço da organização do bloco para o compromisso com a campanha Lula Livre, cujo comitê gaúcho está organizando uma caravana para estar no próximo dia 7 de abril, em Curitiba, quando a prisão política do ex-presidente completa um ano. No mesmo dia haverá também o Festival Lula Livre, no Memorial Luiz Carlos Prestes, em Porto Alegre. Durante todo o ano até o momento do desfile, houve reuniões e ensaios para o evento recheados de militantes e simpatizantes da luta. A preparação incluiu uma festa no dia 15/03 e panfletagens do material nas cidades e nas principais universidades da região apresentando o bloco e fazendo a discussão acerca da prisão de Lula. A JRdoPT esteve presente, além de no

20.02 marca início do combate à reforma da previdência

20.02 marca início do combate à reforma da previdência

O dia 20.02 marcou o início de um combate contra a mal chamada Reforma da Previdência de Bolsonaro, apresentada ao Congresso no mesmo dia. No ato central, em Sâo Paulo, milhares de trabalhadores e jovens se reuniram na Praça da Sé, convocados pela CUT e demais centrais sindicais. Vágner Freitas, presidente da CUT, falou em greve geral. Fortalece a luta nacional, a greve (desde o dia 04.02) dos servidores municipais de SP, contra a reforma da previdência de Covas. Em outras capitais e cidades, também acontecerem atos ou panfletagens. Em Salvador (BA) diversas centrais sindicais se manifestaram em frente a sede da Previdência Social. Uma palavra de ordem ecoava: greve geral para barrar a reforma da previdência. No Distrito Federal, foi realizada uma panfletagem na rodoviária para explicar à população os ataques que a reforma nos traz. A Juventude Revolução do PT marcou presença dando tom das reivindicações contra a reforma, pela liberdade de Lula e pelos direitos sociais.

Nota do Partido dos Trabalhadores: Crueldade contra Lula

Nota do Partido dos Trabalhadores: Crueldade contra Lula

A decisão do Supremo Tribunal Federal, reconhecendo o direito legal de Lula, chegou tarde demais para que ele acompanhasse o sepultamento do irmão mais velho. A decisão também impôs restrições ao encontro de Lula que inviabilizavam a possibilidade dele ver o irmão pela última vez e estar com seus entes queridos no momento. Uma dessas restrições era a de que o encontro ocorresse em uma unidade militar. Quando a decisão foi divulgada, Vavá já estava sendo sepultado. As condições do corpo não permitiam aguardar os rituais da burocracia. A perseguição ao ex-presidente Lula não tem fim e neste episódio rebaixou-se ao nível da crueldade e da vingança. A Polícia Federal de Sérgio Moro negou autorização para Lula acompanhar o velório do irmão Genival (Vavá) Inácio da Silva, que faleceu de câncer na terça (29) e foi sepultado hoje às 13 h. O artigo 120, parágrafo 1o., da Lei de Execução Penal garante a todo cidadão participar dos funerais de familiares: irmãos, pais e filhos. Esse direito legal e humanitário, que atende a todos os cidadãos, foi negado a Lula pelos mesmos perseguidores e carrascos que o condenaram e prenderam ilegalmente, para impedir que fosse eleito presidente da República. A autorização para Lula participar do velório do irmão era um ato meramente administrativo, conforme a lei. O responsável pela garantia desse direito era o delegado Luciano Flores, atual superintendente da Polícia Federal no Paraná, onde Lula está cumprindo sua injusta e ilegal pena de prisão. Ao receber petição da defesa de Lula para o comparecimento ao velório de Vavá, o delegado Flores alegou verbalmente que não tinha condições logísticas e materiais para transportar o ex-presidente até São Bernardo. No dia 4 de março de 2016, no entanto, o mesmo delegado Flores deslocou-se em avião da PF até São Bernardo, com uma grande equipe da Lava Jato, para submeter Lula a uma condução coercitiva ilegal no aeroporto de Congonhas. O atual ministro da Justiça, Sergio Moro, que determinou a condução coercitiva em 2016, nada fez para que seu subordinado cumprisse a lei. Ambos são cúmplices, junto com os procuradores da Lava Jato, da farsa judicial que levou Lula à prisão, sem ter cometido crime algum, sem acusações plausíveis e sem provas. Diante de mais esta agressão à lei e aos direitos de Lula, a defesa apelou sucessivamente à juíza responsável pela execução penal e ao desembargador de plantão no TRF-4. Ambos, com grande morosidade, reafirmaram sua notória parcialidade contra o ex-presidente Lula, submetendo-o a um regime de exceção por motivos claramente políticos. Lula já foi perseguido, falsamente acusado, condenado sem provas, teve negado o direito de disputar as eleições, de dar entrevistas, receber visitas religiosas e até de nomear seus próprios advogados. Negar-lhe, por ação, protelação ou omissão, o direito de compartilhar, com a família e os amigos, as despedidas ao irmão mais velho é um gesto mesquinho, além de ilegal, que reforça sua condição de preso político, vítima de odiosa armação jurídica. Nem mesmo a ditadura foi tão cruel e mesquinha