O caso Ágatha e a política de extermínio da juventude no Brasil

O caso Ágatha e a política de extermínio da juventude no Brasil

O estado do Rio de Janeiro vem protagonizando as manchetes de jornais com os mais recentes recordes em relação ao aumento de mortes violentas decorrentes de operações policiais. Marcado por políticas de segurança pública, como por exemplo as UPPs (Unidade de Polícia Pacificadora), os sumiços, óbitos e relatos de tortura tornaram-se parte do cotidiano do povo fluminense. Hoje, sob governo de Wilson Witzel, o crescimento de mortes autorizadas e defendidas pelo governador coloca em alerta todo o país. O caso mais recente de Ágatha Félix, morta por um tiro de fuzil enquanto estava dentro de uma Kombi com sua família, comoveu o país e reacendeu um profundo debate sobre violência policial, genocídio dos jovens brasileiros – principalmente negros – e o modelo de política de segurança pública, não só do governo do estado do Rio, mas da segurança pública a nível nacional. O caso Ágatha Félix e as estatísticas do Rio. Já em 2018, quando recém eleito ao governo do estado, Witzel apresentava sua política genocida ao defender que os policiais cariocas “iriam mirar na cabecinha e… fogo” reafirmando, assim, que o caminho a ser traçado era transformar as periferias do Rio de Janeiro em um grande campo de guerra. Apesar de dizer que, os inimigos são os bandidos os “não cidadãos de bem” -, a política de segurança pública falida, de Wilson Witzel, apresenta números assustadores. No mês de agosto, segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP) , foram registrados 170 homicídios cometidos por policiais em todo o mês de agosto, esse número corresponde ao total de 5 mortes por dia no Rio de Janeiro, estado que, nos seus cinco primeiros meses com Witzel teve recorde de mortes violentas causadas por policiais. De janeiro a maio, o número passava já das 700 mortes. O caso Ágatha Félix apresenta outro número, também, assustador: ​Ágatha foi a quinta criança morta no Rio de Janeiro pela polícia militar e outras 16 foram baleadas. Hoje, no Rio de Janeiro, até mesmo a infância está ameaçada diante da perspectiva assassina e sanguinária de Wilson Witzel que, em seu pronunciamento recente sobre o caso, lamentou a morte de Ágatha mas defendeu, firmemente, a política de extermínio aplicada nas periferias cariocas. Ao fim, o que está em jogo é que para a juventude poder ter direito de viver, no estado do Rio, é necessário dar fim à política de Witzel, seu governo e, também, na forma de segurança pública baseada em uma polícia militarizada. Sob o discurso da “segurança pública” colocam em prática um plano de extermínio, enquanto destroem os direitos básicos – escola, trabalho e moradia – desses jovens e trabalhadores, e na ausência de políticas públicas que garantam esses direitos, a massa negra e pobre do Brasil periferia continua sendo a maior vítima do descaso e da violência. Governo Bolsonaro, Sérgio Moro e Witzel: todos defensores do extermínio! O governo federal não escapa à regra defendida por Witzel. Bolsonaro, recentemente, ao defender o Pacote Anti-Crime de Sérgio Moro, que dá carta branca para que

REDOBRAR OS ESFORÇOS NA LUTA PELA LIBERDADE DE LUISA HANUNE

REDOBRAR OS ESFORÇOS NA LUTA PELA LIBERDADE DE LUISA HANUNE

A situação se agrava na Argélia. Luisa acusada de conspiração e mais líderes detidos, reforça a necessidade de ampliação da campanha internacional pela liberdade de Luisa Hanune e todos os presos políticos. Por isso, no dia 25/09/2019, voltaremos à Embaixada da Argélia em Brasília para manifestar nossa solidariedade e exigir a libertação. Abaixo reproduzimos textos da circular nº 2 publicada pelo Acordo Internacional dos Trabalhadores e dos Povos – ACIT. Junte-se a nós nessa campanha! Processo iminente? O canal 3 da rádio nacional, anunciou em 4 de agosto a iminência do julgamento de Said Bouteflika (irmão do presidente Bouteflika), Toufik, Tartag (ex-chefes dos serviços de segurança) e Luisa Hanune. Imediatamente, Me Brahimi, advogado de Bouteflika, negou: “Sou formal, a informação dada pela rádio nacional é falsa. O caso ainda está em instrução”. Sim, mas … o canal 3 é uma rádio nacional, isto é, controlada pelo regime, e sua “informação” indica alguma coisa. Nos próximos dias veremos o que é. Trata-se de algo que tem um significado: é a tentativa do porta voz do regime de amarrar o destino de Luisa Hanune ao clã do irmão de Bouteflika. É uma vontade do regime, assumida por outros grupos políticos, afirmar que Luisa Hanune não está presa devido ao seu apoio à revolução em curso na Argélia, mas por fazer parte de uma conspiração com o clã do irmão de Bouteflika. O que é obviamente contrário aos fatos. O argumento era que ela havia participado de uma reunião com o Irmão Bouteflika e Toufik, uma reunião banal e informal para a qual, como lembrou um líder do Partido dos Trabalhadores na conferência de imprensa do Comitê Nacional pela libertação de Louisa Hanoune em 29 de julho, ela tinha ido a pedido de Said Bouteflika, assessor oficial do presidente, para dizer que “o presidente deve sair assim como o governo e as duas câmaras parlamentares devem ser dissolvidas”. Foi nestas circunstâncias que Luisa Hanune e o grupo parlamentar do Partido dos Trabalhadores decidiram renunciar ao Assembleia Nacional Popular. Luisa Hanune foi a porta-voz da demanda do povo para que todo o regime fosse embora. E esta é precisamente a razão pela qual o juiz de instrução a acusa de “conspiração para mudar o regime”. Não há conspiração, mas na verdade um desejo de mudar o regime, que é a exigência de dezenas de milhões de argelinos. Faz quarenta e cinco anos desde que a ativista Luisa Hanune lutou contra o regime, inicialmente na clandestinidade sob o regime do partido único (que lhe rendeu seis meses de prisão em 1984, e novamente em 1988, durante o levante da juventude em Argel que o regime reprimiu, fazendo quinhentos mortos). Após a introdução do sistema multipartidário e sua eleição para o Assembleia Nacional Popular, ela continuou a combater o regime e suas políticas de todas as formas. Nos últimos 20 anos, ela teve a oportunidade de conhecer muitos líderes políticos, incluindo o Presidente, Primeiros-Ministros, Ministros, o chefe do Estado-Maior Gaïd Salah e líderes da oposição. Faz

CIDADE DE DEUS E VILA KENNEDY, O RETRATO DO DESCASO COM O POVO!

CIDADE DE DEUS E VILA KENNEDY, O RETRATO DO DESCASO COM O POVO!

Os jornais dizem, o dia a dia comprova, nossos olhos vêem e, a cada dia que passa, nos certificamos do abismo em que a juventude vem sendo empurrada. O Brasil apresenta números assustadores e nada positivos. Desde desemprego ao aumento de doenças que já haviam sido superadas; rebeliões em presídios e crescimento de trabalhos na informalidade – com os poucos ainda sobraram -, violência e, principalmente, o genocídio cometido sobre a juventude pobre, principalmente negra, do país, vamos vendo nossa juventude sendo protagonista dos obituários. Tudo isso é extremamente preocupante. Podemos usar o Rio de Janeiro como um exemplo que nos permite olhar para o país. A polícia militar no Rio aplica o seu verdadeiro papel. Militarizada, essa polícia é treinada e preparada para guerra. Ao olharmos os números, percebemos que, diariamente, esta guerra acontece, principalmente, nas periferias do estado. Segundo ISP (Instituto de Segurança Pública), sob o governo Witzel, a polícia militar no Rio já responde por quase metade das mortes na região metropolitana do Rio de Janeiro. O número chega a 41,5% das mortes violentas[1]. Os números de homicídio e assassinatos no Rio correspondem aos mesmos de uma guerra civil. A maioria das mortes são de jovens, alguns, adolescentes, que não conseguem, sequer, chegar a maioridade e perdem sua vida, seu futuro, seus sonhos e sua família. O dia 03/09/19 reacende a discussão sobre a cidade do Rio de Janeiro, direitos sociais e, também, sua violação. As ruas pelas regiões da Cidade de Deus, uma das favelas mais conhecidas do estado, permaneceram fechadas com protestos de moradores contra a ação do famoso Caveirão[2]. Diversos vídeos de moradores mostram a ação do Caveirão derrubando barracos na comunidade. Casas de trabalhadores jogadas no chão, fios de energias destruídos com moradores aos gritos, alguns, sob desespero, chutando o carro da PM em defesa do pouco que conquistaram. “A gente trabalha. A gente respeita vocês. Isso é covardia”[3] – grita uma moradora a confrontar os policiais do Batalhão de Operações Especiais – BOPE – causadores das derrubadas. Com a situação, os moradores da Cidade de Deus atravessaram ônibus nas ruas, queimaram lixo, fecharam o trânsito em protesto contra a ação policial. “Isso é errado. Isso é o que o governador faz. O caveirão passando por cima de barraco, a gente sem defesa nenhuma. Eu acordei aos gritos. Isso é errado, pessoal. Vocês mexeram no formigueiro” grita outro morador, revoltado com a ação policial. No mesmo dia, em outra comunidade do Rio, agora na Vila Kennedy, protestos tomam conta da Av. Brasil, após um pedreiro ser morto com um tiro na cabeça enquanto trabalhava em cima de uma laje. Segundo moradores, a polícia chegou atirando e matou o pedreiro conhecido como Juninho. “Acabaram de matar um trabalhador em cima da minha laje! O cara fazendo minha laje! O cara trabalhando, cara, o policial atirou (…) é impressionante como a gente tá sofrendo aqui na Vila Kennedy” [4] O relato do dono do bar onde o pedreiro fazia a laje, retrata a realidade das

Por unidade petista no congresso de reconstrução da UEE-MT

Por unidade petista no congresso de reconstrução da UEE-MT

Entre os dias 30/08 e 01/09 acontece em Mato Grosso o 3° Congresso de reconstrução da União Estadual dos Estudantes. Nós da JRdoPT nos dirigimos publicamente a cada jovem petista mato-grossense chamando a unidade em um bloco petista entorno da bandeira Lula Livre para defender os direitos. Confira: Nota publica da JRdoPT, um chamado aos jovens petistas a unidade no Congresso de reconstrução da UEE-MT A Juventude Revolução do PT, se dirige a cada jovem petista mato-grossense a se debruçar no congresso de reconstrução da União Estadual dos Estudantes de MT.  Entedemos que frente ao governo Bolsonaro, entreguista e inimigo dos direitos da juventude, as juventudes petistas e suas organizações tem um papel fundamental na mobilização e organização da resistência. É o PT coeso e unido capaz de ajudar a conduzir as lutas em defesa do nosso futuro.  Sem direitos não há democracia, por isso, a defesa de Lula Livre é incontornável para nós e a Juventude Petista em bloco é a forma capaz de pavimentar o diálogo com todo o conjunto do ConUEE e as demais organizações. Para dizer NÃO a reforma da previdência, os cortes na educação e ao Future-se, nenhum PL Alternativo! Sem esconder nenhuma pauta que nos é cara. Pela unidade da juventude petista em Mato Grosso! Juventude Revolução do PT em Mato Grosso.

O significado do desmonte ambiental de Bolsonaro

O significado do desmonte ambiental de Bolsonaro

Na segunda-feira, dia 19, as fotos de São Paulo coberta por um céu escuro às 3 da tarde causaram estranhamento. O céu estava escuro pois a temporada de queimadas que atinge a floresta amazônica foi tão forte que a fumaça escura e densa se alastrou até o sudeste.  Essas queimadas na amazônia – no Acre, Rondônia e Bolívia, mais especificamente –  já duram quase 20 dias, com a fumaça atingindo uma grande extensão territorial afetando moradores e destruindo o habitat de diversas espécies de fauna e flora. As queimadas já são cenas comuns no Brasil, a prática é considerada normal e abre espaço para pecuária e para o agronegócio que é financiado e comandado pelos donos de grandes terras, que inclusive compõem o Senado e a Câmara dos deputados; contudo, nos últimos meses o desmatamento e a exploração dos recursos ambientais se agravou, como mostra os dados publicados pelo INPE. Há pouco tempo o Instituto Nacional de Pesquisa Espacial divulgou que a taxa de desmatamento da Amazônia aumentou em 40% entre meados do ano passado e julho desse ano. Isso se deve as decisões que o novo governo está levando em relação ao meio ambiente e a agricultura, por exemplo: corte de 50% do Ibama para a construção do PrevFogo, um centro de prevenção a incêndios; corte de 5,4 mi do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Preservação da Biodiversidade) para fiscalização e combate a incêndios; nomeação para ministra da agricultura a líder da bancada parlamentar ruralista, Tereza Cristina Dias, bancada com vários representantes acusados de assassinato, trabalho escravo e abuso de agrotóxicos; não demarcação de novas terras indígenas, que, de acordo com a FUNAI, as terras indígenas ajudam a frear o desmatamento, além de ser um direito conquistado da população indígena; etc. Bolsonaro abre espaço e dá permissão a multinacionais para a exploração de madeira, petróleo e minerais e tenta insistentemente a aprovação para a invasão e exploração das terras indígenas, incentivando situações como o massacre na aldeia indígena dos Waiãpi no Amapá. Isso tudo em 8 meses de governo! A inclinação de Bolsonaro à subserviência aos latifundiários e fanáticos, além da política alinhada com os interesses de multinacionais e bancos, leva o país ao abismo a que nos encaminhamos. O que esperar de um governo que tenta a todo custo vender a previdência do povo ao capital financeiro? O que esperar quando esse mesmo governo ceifa a maior floresta do mundo e a vida dos povos originários? O objetivo é vender os direitos dos trabalhadores e nossas riquezas naturais.  A Amazônia registra 56% dos conflitos de terra no Brasil, segundo a Comissão Pastoral da Terra, que envolve indígenas, garimpeiros, agricultores e sem terra, trazendo à tona a necessidade da reforma agrária para o desenvolvimento social, político e ambiental do país. Além disso, a exploração abusiva é nociva tanto ao bioma quanto ao mantimento do povo, o uso responsável garante a estabilidade da população e do ecossistema, contudo isso não é possível dentro de um sistema que sobrevive do abuso

A juventude quer viver! Fim ao genocídio da juventude negra!

A juventude quer viver! Fim ao genocídio da juventude negra!

Pesquisa recente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) afirma que o desemprego atinge 12,3% dos brasileiros, número este, correspondente ao total de 13 milhões de desempregados no país. Segundo o mesmo IBGE, o número de subutilizados – aqueles que desistiram de procurar emprego – atingiu número recorde desde 2012. O aumento dos trabalhadores no mercado informal também apresentou crescimento recorde, no primeiro trimestre de 2018. Na juventude, o número de desempregados é mais alarmante, chegando a 40% da força de trabalho jovem no país. Tais números, que comprovam a piora das condições de vida, ligam-se ao resultado do aumento da violência e dos homicídios, principalmente, entre os jovens pobres e negros.