No ultimo dia 5 de março, se reuniu no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo o comitê “Defender o Haiti é defender a nós mesmos”.
Além de um debate político referente a situação que o Haiti se encontra hoje, depois de mais de 8 anos de ocupação do país pelas tropas militares da ONU que seguem sendo comandadas pelo Brasil, foi dado o primeiro ponta pé sobre a organização da visita do senador Moise Jean Charles, autor de uma proposta no Senado Haitiano pela saida das tropas de seu país. Discutiu-se também a preparação da delegação brasileira a Conferencia de 1º de junho no Haiti, que deve ser a mais ampla possível.
Com a vinda do Senador prevista para abril, o comitê deve preparar uma atividade na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo que tem como data indicativa o dia 15 de abril as 19 horas e nos dias 17 e 18 o senador tem previsão de estar em Brasília. Foi retomado também a situação da juventude, em especial a juventude negra, do Brasil que sofre com a política de genocídio em diversas partes do país, principalmente nas periferias, morros e comunidades mais pobres. Será avaliado a possibilidade do senador participar de uma atividade com os jovens. A próxima reunião será no dia 11.03 no Sindicato dos Jornalistas de SP.
Qual a situação depois do terremoto de 2010?

Segundo matéria do jornal “Folha de São Paulo” depois de 3 anos e mais de 6,4 bilhões de dólares “doados” ao Haiti, até a chamada comunidade internacional se questiona sobre a eficácia das doações. As melhorias que a ONU e o governo haitiano ressaltam é a melhoria com as demolições e a retirada dos escombros e um novo e moderno terminal para o aeroporto de Porto Príncipe.
Por outro lado afirmam que “no entanto, a reconstrução física segue em ritmo lento. Prédios públicos continuam no chão, como ministérios e o Palácio Nacional. Faculdades não foram reconstruídas e continuam em local provisório. Na principal via do centro, o Boulevard Jean-Jacques Dessaline, vendedores trabalham entre restos de prédios” (3 anos depois!).

A principal critica vem não daqueles que estão preocupados com a recuperação do Haiti, mas sim dos países que reclamam que os projetos de “cooperação” não decolam. Ou seja, os projetos que beneficiariam financeiramente esses países.
O próprio presidente haitiano, Michel Martelly, retomou o problema das ONG´s no país, que afirmou que a culpa não pode recair toda sobre o país, pois 66% da ajuda internacional vai para as ONG´s e não para os cofres do Tesouro. Apenas um terço foi direto para o governo.

Vale lembrar que as tropas da ONU continuam com suas ações de repressão aos movimentos socias, organizações de juventude e trabalhadores.

A JR deve retomar com toda a força essa campanha, preparando debates nas escolas e universidades, além de mobilizações.

Joelson Souza, é militante da JR em São Paulo

Comitê “Defender o Haiti é defender a nós mesmos” se reúne para dar continuidade a luta pelo fim da ocupação