A militância nas ruas nas ultimas semanas, contando com a enorme participação da juventude, garantiu a vitória eleitoral da presidente Dilma Roussef, do PT. Foi uma batalha suada, para vencer tudo o que representava a candidatura de Aécio Neves do PSDB, o candidato preferido dos bancos, das multinacionais e do capital internacional. O candidato cujo partido trata a juventude na base da polícia e do cassetete e que ameaçava nossos direitos e conquistas.

Foi preciso combater o preconceito, a mídia golpista e os setores mais reacionários da sociedade.  Vencemos apesar das alianças do PT com partidos como o PMDB, que em muitos estados apoiou Aécio abertamente.

A Juventude Revolução tem orgulho de dizer que fez parte dessa caminhada. Sabemos que depois de 12 anos de governo do PT, há ainda muito por ser feito. As mudanças de fundo, como a reforma agrária para dar terra a quem nela trabalha, a desmilitarização da PM que mata a juventude nas periferias, e um aumento radical de verbas na educação com 10% só para educação pública, para ficar em apenas 3 exemplos, são questões que tem que sair do papel.

Os reacionários agora tem chorado dizendo que o PT dividiu o país.  Mas a juventude que apanha da polícia nas periferias, e que está fora das universidades, que não tem escola de qualidade nem espaços de lazer, já conhece o país dividido há muito tempo e sabe quem é que cria a “divisão”.

A Juventude trabalhadora, empurrada a empregos precários, com baixos salários e pouco direitos, enquanto seu patrão nada nos lucros, sabe quem cria a “divisão”.

Os porta-vozes do “mercado” falam hipocritamente que é preciso “união” e “entendimento”. Mas para eles isso significa entendimento para avançar sobre os direitos dos trabalhadores e jovens.

Por tudo isso, sabemos que essa vitória eleitoral é apenas parte da batalha. Nossa luta Continua. E tem que ser mais forte do que nunca.

Afinal, o congresso eleito é o mais reacionário desde 1964. Mais empresários, mais ruralistas e menos sindicalistas. Prevaleceu, de novo, o poder do dinheiro nessas eleições, que tem regras herdadas da ditadura. 30 grandes empresas financiaram a maioria dos candidatos.

Não dá mais pra aceitar isso. A hora é de intensificar a luta que temos travado por uma Constituinte para reforma  política!
Depois do  plebiscito de 1 a 7 de setembro, que colheu quase 8 milhões de votos por uma constituinte do sistema político, entregamos o resultado à presidente Dilma. Na ocasião ela reconheceu a necessidade de uma constituinte porque “esse congresso não se autoreformará”.

Já no discurso de posse Dilma falou em um  plebiscito para reforma política, explicando que se engajará nessa reforma, que precisa ser feita.

O congresso já reagiu. Incluindo aí os “mui aliados” do PMDB, a maioria é contra um plebiscito. “preferem” um referendo, ou seja, querem que esse congresso, cada dia mais conservador, se encarregue de fazer uma reforma política, para só depois, com tudo pronto, o povo dizer se concorda ou não. Dilma não pode ceder as pressões.

Quem pode acreditar que esse congresso fará mudanças para caçar seus próprios privilégios? Fazer um referendo, entregando o conjunto de mudanças urgentes no sistema político a esse congresso é como pedir a raposa para tomar conta do galinheiro.

Por isso, estamos com Dilma quando ela diz que quer um plebiscito para reforma política, que tem que “desaguar numa assembleia constituinte”. É o povo quem tem que decidir, não esse congresso. E dizemos mais: um plebiscito oficial, para uma CONSTITUINTE (sem financiamento empresarial, com um eleitora igual a um voto, sem senado) é o único caminho para dar voz ao povo!

Esse é o caminho para avançar nas mudanças que o povo precisa.

Nos próximo dias vamos intensificar nossas  reuniões e ações para defender nossas conquistas e lutar por uma Constituinte para a reforma política.

Lute conosco. Participe das reuniões para discutir iniciativas nesse sentido. Organize-se!

Conselho Nacional da Juventude Revolução

Depois da eleição: com Dilma pelo plebiscito da Constituinte para a reforma política!