O estado de São Paulo está fervendo  de lutas. Não passa um dia sem que haja manifestações na porta da secretaria estadual de educação, na praça da República na capital paulista.
Por todo o estado pipocam manifestações em escolas, nas regionais de ensino ou em locais tradicionais de mobilização popular.

Essa é a resposta que os estudantes, pais e professores tem dado a absurda proposta do governo Geraldo Alckmin (PSDB) de fechamento de escolas inteiras, ou de transferências de turmas inteiras de uma escola para outra.

Esse é o caso por exemplo do que ocorre na centenária escola estadual Oswaldo Cruz, na Mooca. O governo quer transferir todos os estudantes do ensino médio e do fundamental II  (6° ao 9° ano) para outra escola mais distante.

A resposta dos estudantes organizados com o  grêmio estudantil foi imediata. Desencadearam uma série de mobilizações contra  proposta. Foram juntos com estudantes de outras escolas para a porta da regional de ensino na ultima terça feira (6/10)  e para a porta da secretaria de educação no dia seguinte, na quarta (7/10).

Agora preparam uma nova mobilização no bairro, para integrar a comunidade local e organizam sua participação no grande ato convocado pela APEOESP (o sindicato dos professores) para o dia 20/10.


Todos ao dia 20 com a APEOESP, pais e estudantes!
A proposta do governo é feita com o argumento tosco de que o fechamento de escolas ou a concentração de ciclos na mesma escola (uma escola só de ensino médio, outra só de fundamental etc.) teriam caráter pedagógico.

A realidade, porém, é evidentemente outra. O que está por trás desta operação é o  descaso do governo com a população. Com a medida pretende economizar gastos em educação, demitindo professores contratados, deixando as salas de aula ainda mais superlotadas e quem sabe até preparando o terreno para entregar mais escolas para o município.

A resistência é grande, mas ainda está dispersa. Se por um lado o grande número de manifestações tem demonstrado a vontade de luta dos pais, professores, e principalmente estudantes, por outro lado ainda falta unificar toda essa resistência numa grande manifestação que obrigue o governador a recuar e não permita que ele ouse reprimir o movimento com a Polícia, como ele já começou a fazer na manifestação deste dia 9/10 na paulista.

Neste sentido, a APEOESP tem convocado duas grandes manifestações. Uma no  dia 20/10 e outra no dia 29/10. Essa é uma oportunidade  para unificar todas as lutas  que tem acontecido até agora. A UBES e as entidades estudantis tem que se somar a essas manifestações.

É o que fará a Juventude Revolução, que convida todos os jovens estudantes a fazer o mesmo.
Para debater esta e outras questões, convidamos a todos para uma reunião no dia12/10 no Centro Cultural São Paulo (Metrô Vergueiro) às 14h.

Luã Cupolillo,  é militante da JR em São Paulo-SP

Desorganização de escolas proposta por Alckmin mobiliza milhares de estudantes