Em uma assembleia lotada, com cerca de 400 estudantes, foi decidida a paralisação de uma semana começando neste dia 16/03. A mobilização ocorre porque os 3200 discentes do campus de Guarulhos da Unifesp perderam no início do ano a Ponte Orca, ônibus gratuito que trazia os alunos direto do metrô Carrão para a universidade o ônibus fretado da Beija flor, que leva alunos até o metrô carrão.

Os prejuízos são financeiros (acarretam cerca de R$ 11,00 por dia nos ônibus da Empresa Metropolitana de Transporte Urbano) e também acadêmicos. Sem o ônibus expresso, os estudantes que trabalham chegam atrasados e quem mora longe precisa sair mais cedo da aula.

Essa situação é reflexo do corte de 30% no orçamento do MEC. É o contingenciamento de recursos determinado pelo plano de ajuste fiscal do ministro Levy, para aumentar o superavit fiscal primário. É literalmente tirar dinheiro da educação para dar para o banqueiro e o especulador.

O caminho que os estudantes escolheram, a greve, está correto! Nessa situação, é preciso unificar a luta entre todas as federais afetadas pelo corte para exigir que o governo Dilma recue no plano Levy e reverta os cortes. É a responsabilidade que a UNE precisa responder em seu Conselho de Entidades Gerais que se reúne nesse final de semana.

Estudantes da Unifesp Guarulhos em paralisação pelo transporte e contra o corte de verbas no MEC