Nesta última quinta, 25/02, 300 alunos do colégio João XXIII se manifestaram no bairro Retiro. Logo no inicio do ano letivo os alunos e professores receberam a notícia de que turmas seriam fechadas e alunos remanejados. Essa mudança tem colocado mais 40 alunos na mesma sala, prejudicando o ensino e extrapolando o que a estrutura da escola permite. A alegação da prefeitura, gerida pelo PMDB, é de que a arrecadação, devido à crise, diminuiu muito na cidade.

Sabemos muito bem que, devido ao plano econômico que vem sendo aplicado, para se economizar dinheiro para fazer superávit fiscal primário, prefeituras por todo o Brasil se encontram endividadas. Porém, ao mesmo tempo, o prefeito Neto (PMDB) dá isenção de imposta para a CSN. A mesma CSN que vem colocando trabalhadores nas ruas, ameaçando fechar o seu auto-forno, e colocando na cidade um sentimento de desespero com ameaças aos direitos dos operários, como o fim do turno de 6 horas conquistado durante a greve de 88.

Assim como os estudantes em São Paulo, os alunos do João XXIII se colocaram às ruas contra esse plano de remanejamento e corte de professores que vem acontecendo na escola. O acesso à educação é um direito, e como direito não será negociável. É o que afirmam os alunos da escola. O Sindicato dos professores, Sinpro –SF, também mobilizou seus professores que vão fazer um ato na câmara municipal, com mais três escolas da FEVRE, além do João XXIII, nesta quinta-feira 03/03.

A Juventude Revolução esteve presente no dia 25/02 apoiando os alunos e estará presente no dia 03/03. Não aceitaremos os remanejamentos! Queremos o fim do fechamento de turma, o reingresso dos professores dispensados, melhores estruturas nas salas de aula. Junto com os 300 alunos do João XXIII, estaremos lado à lado na luta. Não iremos recuar!

Jeffei, é militante da JR em Volta Redonda – RJ

Juventude se mobiliza em Volta Redonda contra remanejamento e superlotação de salas