Quando a juventude foi às ruas em junho de 2013 mudou a pauta política do país. Expressando as reivindicações por transporte, saúde e educação públicas, abalou as instituições. Governos, o judiciário e principalmente deputados e senadores estão distantes do povo. O recado foi claro: com esse congresso não dá!

É por isso que no plebiscito popular por uma Constituinte que acaba de se realizar e no qual nos engajamos firmemente, milhões foram às urnas dizer SIM à necessidade de uma Constituinte (uma assembleia de representantes eleitos) para mudar o sistema político. A juventude aderiu em massa.

E para mudar, e avançar na defesa da soberania popular e nacional e na democracia, uma Constituinte é urgente. Hoje, os deputados que em tese deveriam tomar medidas para beneficiar o povo agem de acordo com os interesses de quem financia suas campanhas milionárias: as grandes empresas.

Um eleitor não é igual a um voto. O voto de 1 em Rondônia, por exemplo é igual ao de 11 em SP, criando distorções, fazendo com que os trabalhadores, concentrados em grandes áreas urbanas elejam menos representantes. O congresso é um balcão de negócios onde se impõem os interesses de empresários, ruralistas e “coronéis”.

Agora que se aproximam as eleições e a luta pela Constituinte está em pauta, nós da Juventude Revolução, organização que luta pelos direitos da juventude, consideramos necessário debater as opções que se apresentam e as forças sociais por trás de cada candidatura, pois muita coisa está em jogo.

De um lado há  a candidatura de Marina. Ela se apresenta como “o novo, a mudança” e diz que vai “unir todo o Brasil”, como se não houvesse classes com interesses opostos. Além de ter voltado atrás em sua posição a respeito do casamento entre homossexuais, de passar a defender a anistia aos militares e falar contra o aborto, que vitima mulheres em todo o país, ela pretende ampliar as terceirizações negando direitos aos trabalhadores e gerando ainda mais empregos precários.

Sobre a reforma política, Marina não fala em Constituinte.  Defende o “distritão”, que favorece candidatos avulsos com mais dinheiro para campanhas, ao invés do  voto em partidos e programas. E quer fazer eleições de cinco em cinco anos, diminuindo o debate político e ampliando o tempo de mandatos.

Por trás do discurso do “novo”  está a velha política. Marina é apoiada por grandes bancos como Itaú, especuladores internacionais e generais do Clube Militar. O apoio desses “senhores” não é acaso. Sua eleição significaria um enorme retrocesso para a juventude e para a classe trabalhadora, colocando em risco as conquistas do último período. Não podemos aceitar!

Aécio fortalece ainda mais a política escancarada que por anos trouxe retrocessos ao país, seguindo a linha da terceirização,privatização, redução do salário mínimo, que mostra que seu projeto é voltado para a minoria do país, ameaçando também de destruição os direitos conquistados pela luta da juventude e trabalhadores.

Do outro lado, está a candidatura  de Dilma.  Nos 12 anos de governo do PT a luta dos trabalhadores e da juventude arrancou conquistas importantes, como a recuperação do salário mínimo, a ampliação de vagas nas universidades  públicas  e escolas técnicas e o aumento de verbas para a educação, tudo o que em um governo da direita seria impensável. Portanto, não é tudo igual, mesmo se o principal não foi feito. Faltam as mudanças profundas.

Votamos em Dilma para cobrar dela essas mudanças. Pela desmilitarização da PM, que mata a juventude nas periferias, através da aprovação da PEC 51, por 10% do PIB para a educação só para escolas públicas, sem nenhum centavo para os empresários da educação, pelo passe livre estudantil, todo o pré-sal para uma Petrobras 100% estatal e reestatização do que foi privatizado. Fim do superavit primário destinado ao pagamento de juros da divida.

Não aceitamos mais o discurso de que “não há governabilidade para isso”, de que é preciso fazer alianças contraditórias e abrir mão de bandeiras do  povo. O congresso é que precisa mudar, para estar de acordo com os interesses do povo e por isso votamos em Dilma e lutamos, em primeiro  lugar, para que ela não hesite e assuma o resultado do plebiscito popular – que ela declarou apoiar – e encabece a luta pela Constituinte para a reforma política, avançando na democracia e abrindo caminho para o atendimento das aspirações populares!

Há outras candidaturas como do PSOL, PSTU, PCO ou PCB que se dizem radicais. Mas não tem a força social necessária quando apresentam  propostas corretas e muitas vezes defendem propostas  equivocadas, como a que defende a legalização das drogas que mata e aliena a juventude, por exemplo, ou simplesmente fazem do centro de sua campanha o ataque ao PT.

Dilma, do PT, é a candidata que tem maior apoio entre os trabalhadores e conta com as principais organizações populares. A Juventude Revolução defende que o caminho para as transformações sociais passa por uma luta em unidade com a classe trabalhadora. Lute conosco. Organize-se!

Vote Dilma, contra o retrocesso e em defesa das conquistas! Vote Dilma, pela Constituinte e as aspirações populares!

Conselho Nacional da Juventude Revolução

11/09/2014

Na luta pela Constituinte e pelas reivindicações da juventude, é voto Dilma!