Votamos em Dilma contra a direita Golpista e o retrocesso que significaria a vitória do PSDB. Também estivemos presentes na posse da presidente no dia 1° de Janeiro para defender o mandato popular, dado legitimamente pelo povo brasileiro, e para prosseguir a luta pela Constituinte do Sistema Político.

E é por isso que não permitiremos absolutamente nenhum retrocesso. No mês passado junto da CUT e outras centrais sindicais fomos as ruas contra a redução dos direitos trabalhistas numa mobilização nacional pra exigir a revogação das MPs 664 e 665 As equivocadas indicações de pastas do Governo que nomeou inimigos do povo como a ruralista Kátia Abreu e o banqueiro Joaquim Levy já começam a desencadear uma série de medidas antipopulares. Exemplo é o corte de 7 bilhões na área da educação, que piora ainda mais a situação dos estudantes, tudo para fazer o chamado Superavit primário, dinheiro destinado ao pagamento de juros da impagável dívida pública.

Num sistema político podre e anti-democrático, a política institucional cada vez mais distante da maioria, há muito, já se tornou um balcão de negócios. Amarrado ao presidencialismo de coalizão, o Governo protagoniza um verdadeiro toma lá da cá, e permanece refém de alianças contraditórias. Sobra pro povo!

A Constituinte pela reforma política, que os movimentos sociais conseguiram colocar na ordem do dia, através de pressão por meio de um plebiscito popular que recolheu mais de 8 milhões de votos, tem que acontecer. Conquistamos um projeto de decreto Legislativo no Congresso Nacional com a entrega dos resultados no ano passado, que contou com a assinatura de mais de 180 parlamentares. Agora o plebiscito tem que ser oficial! Esse era o consenso no Ato realizado na última Quarta (04/02), no Auditório Nereu Ramos para prosseguir a campanha pela Constituinte.

Como bem lembrou um dos presentes: “a reforma política é necessária para caminhar inclusive rumo a resolução do problema da corrupção, porque este Sistema Político é corrupto por natureza, começando pelo podre financiamento empresarial de campanha”.  É preciso não se enganar, também está em discussão no Congresso uma verdadeira contra – reforma política, que estabelece inclusive o financiamento empresarial de campanha. A chamada PEC 352 propõe legalizar na Constituição a doação de recursos de campanha por empresas.

Só o povo na rua pode com a composição do Congresso mais conservadora desde 64. Temos ao nosso lado os trabalhadores e a juventude, as entidades sindicais e estudantis, o movimento camponês e todos querem transformações profundas na política do país. Não engolimos contra – reforma política, ou reforma política meia boca. O povo já decidiu, é preciso uma Constituinte para tomarmos o destino em nossas próprias mãos.

Ricardo Cavalcanti é membro do CNJR

Nenhum retrocesso! Constituinte já!