Lute Conosco, construa a Plenária Nacional da JR!

Nas recentes manifestações que tomaram o Brasil e abalaram as instituições politicas do país, centenas de milhares foram às ruas num movimento protagonizado pela juventude, e arrancaram importantes conquistas como a redução das tarifas e o Passe Livre estudantil, em diversas cidades. Essa luta abriu uma nova situação no país.
Nós da Juventude Revolução estivemos e estamos entre esses  milhões, levantamos a reivindicação do Passe Livre Estudantil com estatização do transporte público, para que nenhum centavo seja destinado às empresas privadas e nem sejam cortados dos gastos sociais e defendemos a desmilitarização da PM, instituição herdada do regime militar.
Para discutir essa nova situação, o Conselho Nacional da Juventude Revolução convida os militantes  e os núcleos, antigos e novos, que estão chegando e se formando no calor das mobilizações a discutir as questões urgentes  desse movimento.

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É preciso mudanças profundas e radicais!
A luta pela redução das tarifas e a violência brutal da PM contra os manifestantes foram apenas a faísca que fez explodir um barril de pólvora. O que está na origem dessas manifestações é a situação da população que sofre, desde sempre, com as condições precárias do serviço público no país, com a falta de dinheiro para educação, saúde e transporte de qualidade.
Nas manifestações, além da redução da passagem e do Passe Livre o que mais se via eram as bandeiras que exigiam melhorias nos serviços públicos: “queremos saúde e educação padrão Fifa” diziam centenas de cartolinas. E não é pra menos. Enquanto o governo investe R$28 bilhões na Copa, com boa parte desse dinheiro sendo escoado para o bolso de multinacionais, a situação na educação e na saúde continua precária.
Apesar das conquistas obtidas através de duras lutas nesses últimos anos, como a ampliação do número de vagas nas universidades ou o aumento real do salário mínimo, 10 anos de governo do PT não resolveram a situação. Além de enfrentar saúde e educação precárias, os jovens que chegam ao mercado de trabalho são empurrados aos subempregos, como telemarketing. A Juventude negra está sendo assassinada nas periferias e toda a juventude é alvo das drogas  que aliena, vicia e mata!
Essa situação é o resultado de uma politica que, via de regra,  atende aos interesses dos capitalistas, do Imperialismo, que em crise, tenta explorar ainda mais o povo para sobreviver
Ao invés de ampliar radicalmente o investimento em  saúde e educação, e outras áreas sociais,  o governo segue destinando recursos ao pagamento da divida pública, através do “Superavit Primário”, dinheiro desviado de áreas sociais todos os anos para o pagamento de juros da divida cuja finalidade é encher o bolso de banqueiros e especuladores.
A isso se somam outras benesses ao capital. Só nesse ano o governo já concedeu bilhões de isenção às empresas. A própria ocupação do Haiti  que fere a soberania do povo irmão haitiano, é feita a pedido do Imperialismo dos EUA, e já custou aos cofres públicos bilhões nesses nove anos.

Que saída politica para a situação?
A saída passa por acabar com a politica que atende os capitalistas e passar a atender as reivindicações dos trabalhadores e jovens. Essa é a responsabilidade de Dilma. E se as instituições no Brasil são um empecilho pra isso, se o congresso não faz,  então é preciso uma reforma profunda dessas instituições.
Para isso é preciso dar a palavra ao povo. Por que não convocar uma Assembléia Constituinte Soberana, para que deputados eleitos pelo povo, com regras democráticas, possam reformar todas as instituições desse país e atender as demandas populares?
Dilma propôs uma Constituinte exclusiva para reforma politica, e depois recuou, para um plebiscito por uma reforma politica. Mas quem fará essa reforma que deveria mexer na estrutura do Estado, das instituições, e que deveria mexer nos privilégios do congresso, dos juizes etc?  O próprio congresso?! Dificil de acreditar!  afinal, quem pode confiar num congresso que já leva 12 anos só para votar a PEC contra o trabalho escravo?!
Apesar da velocidade “incrível” com que decidiram aprovar algumas coisas nas ultimas semanas,  a maioria dos projetos votados são pautas da direita. Em alguns retrocedem direitos, como na questão da Meia Entrada, limitada a 40% dos ingressos disponíveis.
Para avançar e abrir caminho para o atendimento das aspirações populares, Dilma pode convocar uma Constituinte Soberana!

Vamos prosseguir a luta!
Essas mobilizações mostraram a força da juventude nas ruas. Mas há problemas de direção que merecem discussão. Nos protestos a maioria não sabia os trajetos, muitas vezes não havia carro de som, não havia auto organização, segurança, nem discussão da pauta que deveria ser negociada com os governantes.  Isso facilitou a entrada da direita em cena que chegou a agredir militantes de organizações, partidos e sindicatos, e da manipulação da pauta das manifestações pela grande mídia e por todo tipo de “mascarados” como anonymous e outros.
Esse situação foi favorecida por aqueles que, negando a necessidade de uma direção composta por todas as organizações e movimentos de juventude, e defendendo o Consenso e a horizontalidade para suas próprias organizações e para o movimento, se auto-proclamaram direção, como o Movimento Passe Livre em São Paulo. Seu núcleo duro tomava as decisões e negociava com os governos em nome de todos os manifestantes, mas se recusava (e nem poderia  sozinho) a fomentar a auto organização do movimento.
Mas longe de ser um método democráticos, o “Consenso” é na verdade uma maneira de impor a decisão de uma minoria à maioria. Afinal, 1 pessoa pode barrar a vontade de 100. E o MPL que prega a horizontalidade, é uma organização, com um núcleo dirigente, que tomava as decisões em nome do movimento, sem que ninguém tivesse dado o mandato pra isso.
Por isso, para avançar a luta é preciso a unidade de todos. Os centros acadêmicos, os grêmios estudantis, os DCEs, a UNE, UEE, a UBES,e organizações politicas de jovens e movimentos de juventude incluindo o MPL, além de grupos de hip hop, pastorais de juventude etc., possam, todos juntos, definir democraticamente a pauta organização e condução dos atos. Nenhuma direção auto proclamada ou designada pelas autoridades, substitui o próprio movimento.
E é preciso avançar a unidade com a classe trabalhadora e suas organizações, como buscamos fazer no dia 11 de julho, nas manifestações e paralisações que ocorreram,  onde as organizações dos trabalhadores e da juventude como a CUT, marcharam juntos por reivindicações concretas.

– É a hora de combater para que Dilma dê a palavra ao povo! Constituinte Soberana! Fim do Superavit Primário! Mais verbas para educação saúde e transporte público!
– Passe Livre Estudantil já! Vamos arrancar o direito de prefeitos e governadores.
– Pela estatização do transporte público!
– Desmilitarização da PM que mata a juventude nas periferias! Punição aos crimes da ditadura!

Para discutir essas e outras questões é que chamamos cada jovem a participar das reuniões da Juventude Revolução e nos ajudar a preparar nossa Plenária Nacional que ocorrerá nos dias 21 e 22 de setembro em Brasília- DF. organize-se, lute conosco!

Conselho Nacional da Juventude Revolução

 

Plenária Nacional da JR: vamos juntos prosseguir a Luta!