Nessa quarta-feira um grupo de militantes da Juventude Revolução do DF realizou  uma visita ao acampamento ‘’Trincheira da Resistência e Luta’’ em Solidariedade aos Presos Políticos do PT, condenados pelo Superior Tribunal Federal (STF) num julgamento que dispensou provas.

 O acampamento que já esta com 62 dias, localizado no canteiro esquerdo do STF,  é composto por militantes e simpatizantes filiados ou não ao PT, sendo uma extensão do ato realizado na Policia Federal e Papuda após a prisão de Dirceu,Genoíno e Delúbio   ( em 15 de novembro).

Até o momento centenas de pessoas já visitaram o acampamento, os mesmos contribuem com alimentos, barracas e ajudam a realizar uma serie de atividades públicas pela anulação da AP 470, que representa um ataque brutal aos direitos democrático, abrindo as portas para a criminalização dos movimentos populares.

Durante a visita houve várias trocas de experiências militantes, discussões ricas sobre anulação da AP 470 e relatos sobre os 4 atentados que o acampamento sofreu de forma covarde, que chocou os militantes fazendo perceber necessidade de fortalecer cada vez mais o acampamento, resultando numa escala de revezamento de pernoite e visitas. Já nesse dia 5 militantes da JR dormiram na Trincheira da Resistência e Luta.

 Também durante a visita construímos junto ao Movimento em Solidariedade aos Presos Políticos do PT um ato em frente ao STF fazendo uma intervenção na Estátua da Justiça (que simboliza igualdade perante a lei por esse motivo contém uma venda nos olhos) colando olhos feitos de papel para demonstrar que houve um julgamento político e de exceção que transformou Genoíno, Dirceu, Delúbio , em presos políticos.

A “cegueira” do poder judiciário parece ser seletiva. Enquanto os assassinos da ditadura estão soltos, e a justiça federal extinguiu a acusação de que o Coronel Brilhante Ustra sofria pelo desaparecimento de um militante a condenação sem provas e prisão desses dirigentes do maior Partido que representa os trabalhadores no Brasil, é na realidade, uma ameaça a todo o movimento operário, estudantil e popular.

Os seguranças do STF reagiram de forma truculenta e desnecessária ao ato agindo até mesmo fora da área do STF,perseguindo um de nossos militantes até um estacionamento público próximo a câmara, onde três seguranças de forma covarde enquadraram enforcando,chutando e socando um de nossos militantes.

Não bastando, ainda queriam levar nosso militante para limpar a estatua e depois para sala de segurança,foi quando os presentes no ato começaram a  abraçar e retalhar os seguranças que acabaram por solta-lo . Após gritarmos palavras de ordens,fomos atrás do chefe de segurança que não apareceu,porém reconhecemos os agressores por fotos e levamos nosso militante para fazer BO/ Corpo Delito  na Delegacia.

Essa foi uma clara demonstração de que, quem está ameaçado é o militante do movimento estudantil, o sindicalista, o trabalhador ou qualquer outro que lute por direitos democráticos e organize manifestações que contrarie os interesses da classe dominante, afinal também estará sujeito a ser preso sem provas e sofrer retaliações, esse é o caráter do STF, bem comprovado através da história.

Beatriz Gomez, é militante da JR no DF e membro do CNJR

Poder judiciário só é cego pra quem ele quer!