O companheiro Alexandre Linares ex-militante da JR, escreveu esse texto como colaboração ao site “Jornalistas Livres”.

A luta pela Independência foi uma conquista do povo. Hoje, ela permanece viva na luta pelos direitos e conquistas da classe trabalhadora no famoso “Grito dos Excluídos”, que ocorre em diversas cidades pelo Brasil.

Vale a leitura!

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O 7 de setembro é uma alegoria de nossa história.
Dom Pedro I do Brasil, ou Pedro IV de Portugal, é uma figura relevante da história que deve ser estudado, mas tendo claro que foi nunca um “Libertador”. Foi porta-voz da aristocracia latifundiária, unificador dos interesses com seu porrete mercenário e libras inglesas para não permitir um Brasil republicano e alforriado da escravidão.

No calendário tem uma data mais relevante, o 21 de abril, da Conjuração Mineira de 1789, primeira tentativa de questionamento da dominação colonial que custou a Joaquim José da Silva Xavier, vulgo Tiradentes a vida (aos demais, o degredo) registrado magistralmente e surrealmente por Pedro Américo. Conjuração cujo limites estavam escritos na covardia de seu programa que propunha a liberdade de não pagar impostos e a manutenção da opressão escravista.

Penso que a luta mais importante da independência foi aquela que conjugou a liberdade como divisa primordial: é o 12 de agosto (que se comemora no próximo sábado) a Conjuração Baiana, da revolta dos Búzios/Alfaiates. Os martires desta tentativa revolucionária de mudar o Brasil na Bahia não podem ser esquecidos: João de Deus, Lucas Dantas, Manuel Faustino. Luís Gonzaga das Virgens. Seu sangue é o sangue do povo que foi martirizado como exemplo.

Mas na história da luta pela liberdade e independência é preciso lembrar de gente como Cipriano Barata, um revolucionário democrático que sentiu seu sangue ferver ao ver as divisas da revolução francesa e fez delas seu lema em território Nacional com seu fabuloso “Sentinela da Liberdade”.
Outro nome vital na luta da nação brasileira pela sua soberania e liberdade do povo e da nação é Luiz Gama, combatente da liberdade do povo negro escravizado em São Paulo.

A nação brasileira, não está em fardas, coturnos, metralhadoras e tanques.
Também não está na ficcional mitologia da bandeira nacional cujo cores representam o pavilhão real português e austríaco.
Nossa nação está na luta pela soberania do povo, na luta pela democracia que ainda não conquistamos (uma verdadeira Constituinte segue necessária!), está na luta dos trabalhadores contra o ajuste estrutural em curso (agenda Renan-Levy, cortes dos orçamentos, demissões) que busca ceifar direitos e empregos para engordar os mesmos banqueiros que sempre sugaram as riquezas de nosso Brasil.

A nação brasileira é a luta de nosso povo.
A luta pela verdadeira e plena independência continua na nossa luta.

QUEM LUTOU PELA INDEPENDÊNCIA?