Bolsonaro ataca o emprego da juventude

Bolsonaro ataca o emprego da juventude

No dia 12/11/2019, foi publicada a Medida Provisória (MP) 905 do governo de Bolsonaro, que institui o “Contrato de Trabalho Verde e Amarelo”, alterando a legislação trabalhista, para os jovens de 18 a 29 anos de idade. A situação do emprego na juventude brasileira é grave. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 40,8% dos jovens (18 a 24 anos) fazem parte do grupo de subutilizados (estão desempregados, desistiram de procurar emprego ou tem mais disponibilidade de trabalhar por mais horas na semana). A justificativa do governo Bolsonaro para editar essa MP é melhorar esse grave cenário. Ora, quando o golpista Michel Temer aprovou a reforma trabalhista no Congresso Nacional, o argumento era a melhora do desemprego. Passados dois anos, o desemprego continua o mesmo e os golpistas voltam com o mesmo argumento? Quais são os ataques previstos na MP? A MP publicada por Bolsonaro, na verdade, precariza o trabalho e não vai melhorar em nada a situação da juventude. Uma empresa poderá contratar até 20% do seu quadro de funcionários sob o novo modelo. Vamos aos principais problemas: As empresas não precisarão pagar sua parte (20%) na contribuição para a Previdência Social e Seguridade, o que significa menos dinheiro para o Regime Geral de Previdência Social (RGPS), ou seja, menos dinheiro para sustentar a aposentadoria dos trabalhadores. Ora, o argumento para fazer a contrarreforma da previdência era um “rombo” insustentável nas contas. Os trabalhadores jovens contribuirão, mas os patrões serão isentos. Mais uma vez, Bolsonaro mostra em qual bolso ele quer meter a mão. Os patrões também serão desobrigados a pagar o salário educação! O valor arrecadado com esse direito constitucional é uma das fontes de financiamento da educação básica! Ou seja, menos dinheiro para as escolas públicas! A contribuição no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) dos empresários, nesse novo modelo, será de 2%. Antes, ele tinham que pagar 8%! Já a multa do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) por demissão sem justa causa será de 20%, se tiver “acordo” entre o jovem e o patrão. Para completar, Bolsonaro e seu ministro Paulo Guedes tiveram a brilhante ideia de financiar esse programa tirando grana do seguro-desemprego! Exatamente isso! Ele vai financiar a contratação de novos empregos, tirando dinheiro dos desempregados! É… a cara nem arde! Enquanto tira do pobre, garante que os patrões e grandes empresários lucrem mais, contratando jovens com baixos salários e sem direitos. É necessário manter a resistência. A unidade contra essa MP é fundamental para combater todos os ataques que anda virão. Só assim poderemos derrotar o governo e abrir uma perspectiva de futuro para a juventude. Rodrigo Lantyer, membro do Conselho Nacional da JR do PT.

PM assassina moradora em bairro de Salvador

PM assassina moradora em bairro de Salvador

No dia 28 de outubro de 2019 a Polícia Militar do Estado da Bahia assassina mais uma vítima em uma das comunidades da cidade de Salvador. Os moradores realizavam uma manifestação contra a falta de água há três dias no bairro Jardim das Margaridas, no Conjunto Bosque das Bromélias, quando a Polícia Militar chegou efetuando disparos. Uma moradora, que estava em sua casa, foi atingida fatalmente no peito por uma bala de FUZIL, que atravessou a parede da casa e atingiu também a sua mãe. A moradora deixa uma filha de 11 meses. O caso foi distorcido por emissoras de TV, como a RECORD, que foi expulsa da comunidade pelos moradores por tentar esconder a realidade, inocentando os Policiais, noticiando que houve troca de tiros com bandidos, versão mentirosa contada pela PM. Ela não é a primeira vítima da PM no Bosque das Bromélias. Alguns meses atrás, um estudante de 21 anos, após entrada de viaturas da Polícia no bairro já atirando, correu para um prédio, foi perseguido, assassinado dentro de um apartamento e teve seu corpo arrastado do último andar pelos policiais. É isso que o sistema reserva para a maioria negra e pobre das periferias do Brasil. Bolsonaro e seu ministro, Sérgio Moro, que prendeu Lula sem provas, querem legalizar esse genocídio com a aprovação do pacote anticrime, dando carta branca para a polícia matar. Não podemos aceitar que práticas genocidas sejam repetidas pela Polícia Militar que é comandada por um governo petista, como aqui na Bahia. Rui Costa, basta do genocídio à juventude negra! Parem de nos matar, queremos viver! Assim no próximo dia 20 de Novembro, dia em que Zumbi dos Palmares, um dos maiores líderes da comunidade negra foi assassinado, ocuparemos as ruas para exigir o Fim do extermínio da juventude negra e pobre e o fim da Polícia Militar! AL

O caso Ágatha e a política de extermínio da juventude no Brasil

O caso Ágatha e a política de extermínio da juventude no Brasil

O estado do Rio de Janeiro vem protagonizando as manchetes de jornais com os mais recentes recordes em relação ao aumento de mortes violentas decorrentes de operações policiais. Marcado por políticas de segurança pública, como por exemplo as UPPs (Unidade de Polícia Pacificadora), os sumiços, óbitos e relatos de tortura tornaram-se parte do cotidiano do povo fluminense. Hoje, sob governo de Wilson Witzel, o crescimento de mortes autorizadas e defendidas pelo governador coloca em alerta todo o país. O caso mais recente de Ágatha Félix, morta por um tiro de fuzil enquanto estava dentro de uma Kombi com sua família, comoveu o país e reacendeu um profundo debate sobre violência policial, genocídio dos jovens brasileiros – principalmente negros – e o modelo de política de segurança pública, não só do governo do estado do Rio, mas da segurança pública a nível nacional. O caso Ágatha Félix e as estatísticas do Rio. Já em 2018, quando recém eleito ao governo do estado, Witzel apresentava sua política genocida ao defender que os policiais cariocas “iriam mirar na cabecinha e… fogo” reafirmando, assim, que o caminho a ser traçado era transformar as periferias do Rio de Janeiro em um grande campo de guerra. Apesar de dizer que, os inimigos são os bandidos os “não cidadãos de bem” -, a política de segurança pública falida, de Wilson Witzel, apresenta números assustadores. No mês de agosto, segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP) , foram registrados 170 homicídios cometidos por policiais em todo o mês de agosto, esse número corresponde ao total de 5 mortes por dia no Rio de Janeiro, estado que, nos seus cinco primeiros meses com Witzel teve recorde de mortes violentas causadas por policiais. De janeiro a maio, o número passava já das 700 mortes. O caso Ágatha Félix apresenta outro número, também, assustador: ​Ágatha foi a quinta criança morta no Rio de Janeiro pela polícia militar e outras 16 foram baleadas. Hoje, no Rio de Janeiro, até mesmo a infância está ameaçada diante da perspectiva assassina e sanguinária de Wilson Witzel que, em seu pronunciamento recente sobre o caso, lamentou a morte de Ágatha mas defendeu, firmemente, a política de extermínio aplicada nas periferias cariocas. Ao fim, o que está em jogo é que para a juventude poder ter direito de viver, no estado do Rio, é necessário dar fim à política de Witzel, seu governo e, também, na forma de segurança pública baseada em uma polícia militarizada. Sob o discurso da “segurança pública” colocam em prática um plano de extermínio, enquanto destroem os direitos básicos – escola, trabalho e moradia – desses jovens e trabalhadores, e na ausência de políticas públicas que garantam esses direitos, a massa negra e pobre do Brasil periferia continua sendo a maior vítima do descaso e da violência. Governo Bolsonaro, Sérgio Moro e Witzel: todos defensores do extermínio! O governo federal não escapa à regra defendida por Witzel. Bolsonaro, recentemente, ao defender o Pacote Anti-Crime de Sérgio Moro, que dá carta branca para que

REDOBRAR OS ESFORÇOS NA LUTA PELA LIBERDADE DE LUISA HANUNE

REDOBRAR OS ESFORÇOS NA LUTA PELA LIBERDADE DE LUISA HANUNE

A situação se agrava na Argélia. Luisa acusada de conspiração e mais líderes detidos, reforça a necessidade de ampliação da campanha internacional pela liberdade de Luisa Hanune e todos os presos políticos. Por isso, no dia 25/09/2019, voltaremos à Embaixada da Argélia em Brasília para manifestar nossa solidariedade e exigir a libertação. Abaixo reproduzimos textos da circular nº 2 publicada pelo Acordo Internacional dos Trabalhadores e dos Povos – ACIT. Junte-se a nós nessa campanha! Processo iminente? O canal 3 da rádio nacional, anunciou em 4 de agosto a iminência do julgamento de Said Bouteflika (irmão do presidente Bouteflika), Toufik, Tartag (ex-chefes dos serviços de segurança) e Luisa Hanune. Imediatamente, Me Brahimi, advogado de Bouteflika, negou: “Sou formal, a informação dada pela rádio nacional é falsa. O caso ainda está em instrução”. Sim, mas … o canal 3 é uma rádio nacional, isto é, controlada pelo regime, e sua “informação” indica alguma coisa. Nos próximos dias veremos o que é. Trata-se de algo que tem um significado: é a tentativa do porta voz do regime de amarrar o destino de Luisa Hanune ao clã do irmão de Bouteflika. É uma vontade do regime, assumida por outros grupos políticos, afirmar que Luisa Hanune não está presa devido ao seu apoio à revolução em curso na Argélia, mas por fazer parte de uma conspiração com o clã do irmão de Bouteflika. O que é obviamente contrário aos fatos. O argumento era que ela havia participado de uma reunião com o Irmão Bouteflika e Toufik, uma reunião banal e informal para a qual, como lembrou um líder do Partido dos Trabalhadores na conferência de imprensa do Comitê Nacional pela libertação de Louisa Hanoune em 29 de julho, ela tinha ido a pedido de Said Bouteflika, assessor oficial do presidente, para dizer que “o presidente deve sair assim como o governo e as duas câmaras parlamentares devem ser dissolvidas”. Foi nestas circunstâncias que Luisa Hanune e o grupo parlamentar do Partido dos Trabalhadores decidiram renunciar ao Assembleia Nacional Popular. Luisa Hanune foi a porta-voz da demanda do povo para que todo o regime fosse embora. E esta é precisamente a razão pela qual o juiz de instrução a acusa de “conspiração para mudar o regime”. Não há conspiração, mas na verdade um desejo de mudar o regime, que é a exigência de dezenas de milhões de argelinos. Faz quarenta e cinco anos desde que a ativista Luisa Hanune lutou contra o regime, inicialmente na clandestinidade sob o regime do partido único (que lhe rendeu seis meses de prisão em 1984, e novamente em 1988, durante o levante da juventude em Argel que o regime reprimiu, fazendo quinhentos mortos). Após a introdução do sistema multipartidário e sua eleição para o Assembleia Nacional Popular, ela continuou a combater o regime e suas políticas de todas as formas. Nos últimos 20 anos, ela teve a oportunidade de conhecer muitos líderes políticos, incluindo o Presidente, Primeiros-Ministros, Ministros, o chefe do Estado-Maior Gaïd Salah e líderes da oposição. Faz

CIDADE DE DEUS E VILA KENNEDY, O RETRATO DO DESCASO COM O POVO!

CIDADE DE DEUS E VILA KENNEDY, O RETRATO DO DESCASO COM O POVO!

Os jornais dizem, o dia a dia comprova, nossos olhos vêem e, a cada dia que passa, nos certificamos do abismo em que a juventude vem sendo empurrada. O Brasil apresenta números assustadores e nada positivos. Desde desemprego ao aumento de doenças que já haviam sido superadas; rebeliões em presídios e crescimento de trabalhos na informalidade – com os poucos ainda sobraram -, violência e, principalmente, o genocídio cometido sobre a juventude pobre, principalmente negra, do país, vamos vendo nossa juventude sendo protagonista dos obituários. Tudo isso é extremamente preocupante. Podemos usar o Rio de Janeiro como um exemplo que nos permite olhar para o país. A polícia militar no Rio aplica o seu verdadeiro papel. Militarizada, essa polícia é treinada e preparada para guerra. Ao olharmos os números, percebemos que, diariamente, esta guerra acontece, principalmente, nas periferias do estado. Segundo ISP (Instituto de Segurança Pública), sob o governo Witzel, a polícia militar no Rio já responde por quase metade das mortes na região metropolitana do Rio de Janeiro. O número chega a 41,5% das mortes violentas[1]. Os números de homicídio e assassinatos no Rio correspondem aos mesmos de uma guerra civil. A maioria das mortes são de jovens, alguns, adolescentes, que não conseguem, sequer, chegar a maioridade e perdem sua vida, seu futuro, seus sonhos e sua família. O dia 03/09/19 reacende a discussão sobre a cidade do Rio de Janeiro, direitos sociais e, também, sua violação. As ruas pelas regiões da Cidade de Deus, uma das favelas mais conhecidas do estado, permaneceram fechadas com protestos de moradores contra a ação do famoso Caveirão[2]. Diversos vídeos de moradores mostram a ação do Caveirão derrubando barracos na comunidade. Casas de trabalhadores jogadas no chão, fios de energias destruídos com moradores aos gritos, alguns, sob desespero, chutando o carro da PM em defesa do pouco que conquistaram. “A gente trabalha. A gente respeita vocês. Isso é covardia”[3] – grita uma moradora a confrontar os policiais do Batalhão de Operações Especiais – BOPE – causadores das derrubadas. Com a situação, os moradores da Cidade de Deus atravessaram ônibus nas ruas, queimaram lixo, fecharam o trânsito em protesto contra a ação policial. “Isso é errado. Isso é o que o governador faz. O caveirão passando por cima de barraco, a gente sem defesa nenhuma. Eu acordei aos gritos. Isso é errado, pessoal. Vocês mexeram no formigueiro” grita outro morador, revoltado com a ação policial. No mesmo dia, em outra comunidade do Rio, agora na Vila Kennedy, protestos tomam conta da Av. Brasil, após um pedreiro ser morto com um tiro na cabeça enquanto trabalhava em cima de uma laje. Segundo moradores, a polícia chegou atirando e matou o pedreiro conhecido como Juninho. “Acabaram de matar um trabalhador em cima da minha laje! O cara fazendo minha laje! O cara trabalhando, cara, o policial atirou (…) é impressionante como a gente tá sofrendo aqui na Vila Kennedy” [4] O relato do dono do bar onde o pedreiro fazia a laje, retrata a realidade das

Por unidade petista no congresso de reconstrução da UEE-MT

Por unidade petista no congresso de reconstrução da UEE-MT

Entre os dias 30/08 e 01/09 acontece em Mato Grosso o 3° Congresso de reconstrução da União Estadual dos Estudantes. Nós da JRdoPT nos dirigimos publicamente a cada jovem petista mato-grossense chamando a unidade em um bloco petista entorno da bandeira Lula Livre para defender os direitos. Confira: Nota publica da JRdoPT, um chamado aos jovens petistas a unidade no Congresso de reconstrução da UEE-MT A Juventude Revolução do PT, se dirige a cada jovem petista mato-grossense a se debruçar no congresso de reconstrução da União Estadual dos Estudantes de MT.  Entedemos que frente ao governo Bolsonaro, entreguista e inimigo dos direitos da juventude, as juventudes petistas e suas organizações tem um papel fundamental na mobilização e organização da resistência. É o PT coeso e unido capaz de ajudar a conduzir as lutas em defesa do nosso futuro.  Sem direitos não há democracia, por isso, a defesa de Lula Livre é incontornável para nós e a Juventude Petista em bloco é a forma capaz de pavimentar o diálogo com todo o conjunto do ConUEE e as demais organizações. Para dizer NÃO a reforma da previdência, os cortes na educação e ao Future-se, nenhum PL Alternativo! Sem esconder nenhuma pauta que nos é cara. Pela unidade da juventude petista em Mato Grosso! Juventude Revolução do PT em Mato Grosso.