Um diálogo com jovens franceses

Um diálogo com jovens franceses

Mobilização estudantil contra os ataques do governo Macron No dia 2 de fevereiro, a convite da Alliance des Jeunes Revolutionners (Aliança de Jovens Revolucionários, AJR), uma organização de jovens franceses participei, como militante da juventude Revolução do PT, de uma reunião em Paris. Na conversa, os militantes da AJR explicaram problemas que afetam os jovens franceses e como a mobilização da juventude sintoniza-se com as mobilizações dos coletes amarelos. Ao longo do último período os jovens franceses se mobilizam contra a política do governo Macron. Por exemplo, o “Parcousup”, que restringe o acesso ao ensino superior parar milhares de jovens, contra o aumento da taxa de inscrição nas universidades e contra a reforma do ensino médio que retira disciplinas e destrói uma base comum curricular entre as escolas. Em novembro, já com o início das mobilizações dos coletes amarelos, estudantes ocuparam liceus. Agora, como no último dia 5, os jovens saem às ruas para se manifestar com os coletes amarelos, levantando suas reivindicações. A resposta de Macron é a violência policial. Já são mais de 2 mil feridos por balas de borracha ou estilhaços de granada. Dentre os feridos está Louis Boyard, presidente da União Nacional dos Liceus – UNL, que afirmou “Um governo que utiliza a violência em particular contra a juventude, é um governo que tem medo, é um governo prestes a se curvar. Nós o faremos curvar-se!”. Na conversa com os jovens da AJR eles destacaram que é a força nas ruas que pode virar o jogo, e ressaltaram a importância de realizar assembleias nas escolas, universidades e locais de trabalho. Nesse debate com a AJR, evidencia-se a relação entre a situação da juventude na França e a luta feita pela juventude no Brasil, por um futuro a partir da defesa dos direitos e das organizações que estão sob linha de ataque, a serviço do capital financeiro.. Sarah Lindalva Publicado originalmente no jornal O Trabalho nº 842.

Mais um crime da Vale!

Mais um crime da Vale!

Na tarde do dia 25/01 a empresa de mineradora Vale S.A cometeu mais um crime contra a classe trabalhadora, contra o meio ambiente, os povos tradicionais e os trabalhadores foi aplicado. A mina 1 da barragem do feijão, localizada em Brumadinho-MG, se rompeu levando lama a dejetos ao decorrer do leito do rio Paraupebas. A Vale é a mesma empresa que há 3 anos controlava a SAMARCO, responsável pelo rompimento da Barragem do Fundão no município de Mariana-MG que deixou 19 mortos.

Nem golpismo nem intervencionismo na Venezuela!

Nem golpismo nem intervencionismo na Venezuela!

Reproduzimos abaixo a nota publicada pelo Coletivo Trabalho e Juventude (aderente do Acordo Internacional dos Trabalhadores) sobre a situação da escalada golpista intervencionista na Venezuela. Para nós, Juventude Revolução do PT, não resta pedra sobre pedra acerca da ofensiva do Imperialismo estadunidense contra a soberania do povo venezuelano. A “crise humanitária” que o país está vivendo faz parte do combate Norte Americano para se apossar do petróleo da Venezuela, assim como foi na Líbia, Síria, Iraque. Assim como o PT repudia a intervenção na Venezuela , nós também repudiamos toda e qualquer forma de intervenção contra a autodeterminação dos povos. Rejeitamos toda a política imperialista que quer nos tirar uma perspectiva de futuro em nome das cifras para a burguesia.Tirem as garras da Venezuela! Nem golpismo nem intervencionismo!Reconhecimento de Nicolás Maduro como presidente legítimo da Venezuela! Em defesa da soberania, das conquistas e da autodeterminação de nossa nação Nós, dirigentes sindicais, militantes do movimento operário, trabalhadores, jovens, agrupados no coletivo Trabalho & Juventude, participante do Acordo Internacional dos Trabalhadores e dos Povos (AcIT): Declaramo-nos contrários à intentona golpista contra nossa pátria, promovida de maneira direta pela intervenção do imperialismo estadunidense e do cartel de Lima, com a autoproclamação como presidente de Juan Guaidó, usurpador ilegítimo, no qual ninguém votou para ser “presidente encarregado”, e cuja principal função é servir de alavanca para as políticas ditadas pela Casa Branca, que não busca outra coisa senão estabelecer a ilusão de duplo poder visando a acelerar uma crise para desagregar o Estado-nação, seja por um conflito interno ou por uma possível intervenção militar direta, apoiada por Donald Trump e por seus agentes diretos na América Latina, como Bolsonaro, Macri, Piñera, Duque, o governo do Canadá e os governantes da França, Alemanha, Espanha, ajoelhados diante da política de Donald Trump e acompanhando a política intervencionista e bélica do imperialismo. A intromissão imperialista atual na Venezuela não é nova. Em 11 de abril de 2002 estiveram por trás daquele golpe de Estado contra o presidente Chávez, quando reconheceram o ditador Pedro Carmona Estanga. O mesmo na paralisação petroleira em 2003. Em 2017 orquestraram os bloqueios violentos das ruas (“guarimbas”) provocando a morte de 131 pessoas. O governo estadunidense organizou, treinou, financiou e armou a tentativa de assassinato contra Nicolás Maduro; o bloqueio econômico, a campanha de desinformação e calúnias contra o governo. Outra vez é o petróleo que move o golpe. O usurpador Juan Guaidó, sob o pretexto de restabelecer a ordem democrática e o combate à crise humanitária, não demorou muito para externar as verdadeiras razões pelas quais se mobilizam os agentes internacionais. Tem relação com a indústria petroleira e percebe-se a premeditação. Entre os planos imediatos do recém proclamado “governo de transição”, aparece a renovação da Diretoria da empresa Citgo Petroleum Corporation, filial da PDVSA, com capacidade de operação de 750 mil barris diários, equivalentes a 4% do total refinado nos Estados Unidos. Guaidó prevê a criação de “uma nova lei nacional de hidrocarbonetos que estabeleça termos fiscais e contratuais flexíveis para projetos

Prender para resolver o quê?

Prender para resolver o quê?

Em 2016 mais de 62.500 pessoas foram assassinadas no Brasil, destas 33.590 eram jovens entre 15 e 29 anos de idade, mais da metade. Entre os jovens negros, a chance de ser assassinado é 2,7 vezes maior que a de não negros, sendo que 76,2% dos assassinados pela polícia são negros (Atlas da Violência, 2018). Diante desta realidade, um questionamento é essencial: são os jovens, sobretudo os negros, os principais responsáveis pela violência no Brasil? Definitivamente, não.

Rebeliões escravas

Rebeliões escravas

Neste mês de Novembro, mês da Consciência Negra, em que o farsante Bolsonaro acaba de ser eleito; em que um membro do MBL diz que a Ku Klux Klan é de esquerda, após esta declarar apoio ao Bolsonaro; em que a proposta do “Escola Sem Partido” está em discussão no Congresso Nacional, é importante resgatarmos acontecimentos, lutas, resistências e etc do nosso Brasil. Mais particularmente é importante mostrarmos exatamente a história que tentam falsear, maquiar e impedir de ser ensinada e discutida, pois, como diz o autor do texto abaixo, os poderosos “só admitem relatos de eventos que lhes garanta uma imagem positiva e, com isso, a continuidade de seu poder.

UNE reedita cartilha que ensina como formar CAs e DCES

UNE reedita cartilha que ensina como formar CAs e DCES

Publicação pode ser baixada online e incentiva participação dos estudantes no movimento estudantil A universidade é um espaço onde os jovens podem organizar coletivamente suas opiniões e também formularem propostas. A essa atividade, que acontece dentro e fora das salas, é dado o nome de movimento estudantil, algo que envolve tanto a organização de uma festa como a participação em uma passeata, a criação de uma empresa júnior ou a representação política para debater as principais questões do país. Nesse processo, os jovens se organizam em entidades como os DAs, DCEs, Uniões Municipais e Estaduais de estudantes, Executivas Nacionais de cursos. Todas essas organizações juntas formam, há mais de 81 anos, a União Nacional dos Estudantes (UNE). Existem diversas formas para participar da UNE e do movimento estudantil. A principal é a própria colaboração em cada DA, DCE ou qualquer outra entidade dos estudantes, debatendo os problemas locais e propondo soluções. Para sanar as dúvidas em relação ao tema e incentivar a participação dos estudantes no movimento estudantil a UNE reeditou a cartilha que explica um passo a passo como formar seu CA, DA ou DCE. Fonte: UNE ACESSE A CARTILHA 👇