Mais de 1 milhão de manifestantes estiveram em todo país neste dia 15 de Março, Dia Nacional de Paralisação, chamado pela CUT e outras centrais – e também início da Greve Nacional da Educação – que foi marcado como dia de luta que deixou o recado de que os trabalhadores resistem.

Este dia que foi preparado baseado na recusa da Contra-Reforma da Previdência (PEC 287), proposta que aumenta em quase 20 anos o tempo de contribuição para se aposentar (ou mais em alguns casos) fazendo com que o mercado de trabalho fique superlotado, consequentemente tendo menos vagas para novos trabalhadores (só fazendo aumentar o número de desempregado onde os jovens representam uma grande parcela). Entendendo o tamanho gigantesco desse retrocesso, o quão fatal é este ataque, a classe trabalhadora se move. Dessa forma o dia 15 fez mobilizar 250 mil na Av. Paulista; 100 mil em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro; 50 mil em Curitiba, Fortaleza e Salvador, 30 mil no interior de Minas, etc, fazendo surgir também, pelos manifestantes, a recusa da contra-reforma trabalhista e terceirização.

Mas mais do que 1 milhão de manifestantes, o significativo foi as paralisações que ocorreram de montes, como nos transportes com ônibus/metrôs, nos serviços públicos com Correios, com setor bancários, operários (metalúrgicos e químicos), petroleiros, portuários e professores – estes últimos que engrossam a greve nacional da CNTE, em alguns locais, por tempo indeterminado – sem contar que em Minas 100% das escolas municipais e particulares, assim como 60 escolas da rede privada de Salvador ficaram paralisadas.

Isso mostra que os trabalhadores, os jovens, assim como os estudantes não aceitam estes retrocessos, estes ataques que o golpista Temer tanto quer realizar. E os gritos de “Fora Temer”, tão presente durante os protestos, mostra que cada vez mais se entende que estes ataques não estão descolados do golpe, que são duas faces da mesma moeda fazendo com que cada vez mais aumente nossa resistência.

De nossa parte, nós da Juventude Revolução viemos preparando a mobilização, as discussões para fazer com que as entidades dos estudantes, como no Encontro Nacional de Grêmios onde lutamos para que fosse convocado para o dia 15 de março, fortalecendo esse dia de luta.

Com medo, Temer manobra para dividir o movimento
Com medo da força das ruas que o dia 15 de Março somado a Greve Nacional da Educação expressou, Temer tenta enfraquecer o movimento de resistência ao anunciar a “retirada” dos servidores estaduais e municipais da PEC 287 (contra-reforma da previdência).
Mas isso é uma mentira, afinal, o ataque da “reforma” da previdência vem na forma de PEC. Se for aprovada, será uma emenda à Constituição que vai fazer com que os Estados e Municípios passem a adotar esta mais nova medida constitucional para atacar a aposentadoria dos seus funcionários (os servidores).

Outra forma de enfraquecer o movimento é com as emendas à PEC 287 que na tentativa de deixar “menos pior” só faz diminuir a unidade tentando tirar esta ou aquela categoria do bojo da PEC 287.

Greve Geral por Nenhum direito a menos
Então, para aumentar a unidade do movimento dos trabalhadores e barrar as ofensivas dos golpistas, a CUT e demais centrais sindicais, depois do dia 15 de Março – que mostra que existe uma possibilidade concreta para organização de uma greve geral – anunciam um conjunto de ações para o próximo dia 31 de março. O “Dia Nacional de Mobilização” servirá para organizar a classe trabalhadora, um “esquenta” para Greve Geral que foi marcada pelas centrais sindicais para o dia 28 de Abril.

Desde já devemos mobilizar a juventude e fortalecer essa luta do dia 31 de Março para preparar a Greve Geral e darmos um fim de uma vez por todas nesses golpistas e seus ataques.

Fora Temer, Nenhum Direito a Menos!

Conselho Nacional de Juventude Revolução.

A força do dia 15 de Março um impulso pra Greve Geral
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