Milhares de estudantes voltaram a tomar as ruas de Santiago para exigir uma educação publica e de qualidade no ultimo dia 16. Ela se segue à mobilização do dia 25 de abril que reuniu outros milhares. Desde o ano passado, que os estudantes universitários, convocados pela FECH (Federação de estudantes do Chile) e secundaristas com suas entidades vem se mobilizando em manifestações de milhares para exigir do governo  Piñera uma reforma na educação, que dentre outras reivindicações, torne publica as universidades, visto que o ensino superior chileno é totalmente privado, fazendo com que os estudantes e familiares contraiam dividas enormes e impagáveis.

Manifestação em 25 de abril

Esse modelo de educação chileno é fruto da ditadura de Pinochet. Frente às grandes mobilizações do ano passado, Prefeitos da região de Santiago resolveram punir estudantes secundaristas que fizeram parte, impedindo-os de se matricular e não ofereceu praticamente nada de avanço, como um aumento de bolsas de estudos e redução de juros para o pagamento das dividas, mantendo assim intacto o modelo de educação chileno herdado do ditador Pinochet. Frente às mobilizações desse ano, o governo mostra que não tem disposição de modificar a estrutura herdada da ditadura e manda reprimir estudantes. Os estudantes entretanto se mostram dispostos a prosseguir o combate.

A Juventude Revolução –IRJ, está solidária ao movimento dos companheiros chilenos e prosseguimos aqui no Brasil também a luta por uma educação de qualidade. No nosso 12º Encontro Nacional que aconteceu de 28 de Abril a 1º de Maio em Brasília, enviamos uma carta ao secretario geral da FECH (Federação dos Estudantes Chilenos) Felipe Ramirez, que publicamos abaixo, para que pudéssemos concretizar esse movimento de solidariedade em uma campanha a nível internacional para que os mais de 300 estudantes cuja matrícula foi recusada por fazerem parte das manifestações, tenham garantidas a sua rematrícula.

“Companheiro Felipe Ramírez, Secretário Geral da FECH,

Nós, da Juventude Revolução-IRJ, organização de jovens no Brasil, recebemos sua entrevista a respeito da retomada das mobilizações estudantis no Chile contra o sistema educacional. Em especial, sobre os estudantes secundaristas que, como forma de punição por terem tomado parte das marchas de 2011, estão sendo impedidos de se matricular e concluir seus estudos.

No ano passado, acompanhamos sua luta pelo o fim do sistema educacional herdado de Pinochet, pelo estabelecimento de uma Educação, pública, gratuita e de qualidade garantida pelo estado. Também em nosso país, ainda que de forma diferente, nós comabtemos cotidianamente para alcançar nosso direito à educação pública para todos. Sua mobilização nos anima em nossa própria luta.

Por isso, reunidos em nosso Encontro Nacional, nos manifestamos solidários com os estudantes que estão sendo perseguidos porque decidiram lutar por suas reivindicações. Dispomos-nos a ajudar a construir uma campanha, em nível internacional, exigindo que estes jovens tenham garantida sua matrícula. E temos certeza que tal iniciativa vai ser apoiada pelas demais organizações que participam conosco do Boletim Internacional de Juventude – inclusive porque também em seus países, sob diferentes formas, lutam pela educação pública e pelos direitos da juventude.

Neste sentido, pedimos que nos enviem os endereços de contato daqueles a quem devemos nos dirigir com mensagens de exigência pela rematrícula – de todos os secundaristas expulsos (seja à presidência ou alcaides).

Luã Cupolillo, pela Juventude Revolução, aderente à luta pela Internacional Revolucionária da Juventude”

 

Edielson Moreira, é membro do Conselho Nacional da JR

A luta dos estudantes chilenos continua!

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