Barrar a reforma da previdência e intensificar a campanha Lula Livre

Os Centros e Diretórios Acadêmicos de todo o Brasil se reuniram em Salvador-BA, de 06 a 10 de fevereiro, para discutir os rumos da luta do movimento estudantil. Na oportunidade, também foi organizada a discussão entre os estudantes secundaristas e pós-graduandos.

O centro é a previdência. O principal combate da tese “UNE é pra lutar!” com a JR do PT nesse CONEB foi centrar forças na defesa da aposentadoria. Entregar a previdência para os banqueiros é a maior exigência do mercado financeiro a Bolsonaro, e barrar a reforma anunciada é a principal tarefa do próximo período. Mesmo se o protagonismo é das centrais sindicais, essa luta deve receber o engajamento total da UNE. Paulo Guedes (ministro da economia) já disse que os jovens serão os principais afetados. Todas as lutas locais, em cada escola e universidade, deve se ligar à luta em defesa da previdência. Afinal, o jovem que estuda vai ao mercado de trabalho e terá o seu direito de se aposentar atacado!

Nesse sentido, é importante destacar que é necessária a mais ampla unidade em defesa dos direitos sociais, como a previdência. É o contrário da forma aberta que a UJS manteve na versão final da resolução, uma “ampla frente democrática e popular em defesa do Brasil”. Como assim? Seria tarefa do movimento estudantil uma “ampla frente” com Rodrigo Maia (DEM), que defende o ataque de Bolsonaro à previdência solidária?

Defender a educação dos ataques. Os mais diversos temas que tocam os estudantes foram debatidos, e as mais profundas conquistas da luta dos estudantes estão em risco. A rede do movimento estudantil precisará estar articulada em todos os níveis para impedir a cobrança de mensalidade nas públicas, o aumento de mensalidade nas privadas, os cortes orçamentários anunciados ao CNPQ e CAPES e o desmantelamento da assistência estudantil, dentre outras reivindicações levantadas.

Intensificar a campanha Lula Livre. Durante o encontro dos estudantes se desenrolou mais uma condenação ilegal contra Lula, agora no caso do Sítio, mais uma vez sem nenhuma prova. A perseguição política do Judiciário apodrecido continua, e quer se amplificar. Assim, a JPT se uniu e realizou um ato “Lula Livre” durante o evento reunindo dezenas de jovens e recebendo apoio daqueles que estavam no espaço. Assim também fez ao entrar no ginásio onde ocorreu a plenária final, comemorando os 39 anos do PT!

Porém, na “Carta de Salvador”, a UJS retirou do texto a palavra de ordem “Lula Livre!”, mesmo depois do acordo feito na direção da UNE. De nossa parte, não deixaremos passar e, junto com a JPT, mobilizaremos para realizar importantes atividades em abril, quando completa um ano da prisão política do presidente Lula!

O movimento estudantil vai às ruas!

Direito não se negocia! Dia 20 de fevereiro estaremos com a CUT e as centrais organizando a luta para barrar a reforma da previdência.

Não esqueceremos! No dia 14 de março completa um ano do assassinato de Marielle e Anderson. Exigimos justiça!

LULA LIVRE! Construiremos os atos convocados para 7 de abril em todo o Brasil, dia que completa um ano da prisão ilegal de Lula.

O mês de março será o mês da luta dos estudantes, vem aí uma grande jornada de lutas em defesa da educação.

Agora é hora dos delegados ao CONEB prestarem contas em suas bases e discutir amplamente os pontos de apoio.

Portanto, na agenda de todas as entidades estudantis deve estar o engajamento nos atos do dai 20/02 em defesa da previdência pública e solidária! Embarque nessa luta! Se organize com a JR do PT!

Hélio Barreto, membro do Conselho Nacional da JR do PT e diretor de Assistência Estudantil da União Nacional dos Estudantes.

CONEB DA UNE TIRA CALENDÁRIO DE LUTAS
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